19 de ago de 2010

Cap 2 - João Batista e o Deserto - Parte 2


PREGAÇÃO

“1E, NAQUELES DIAS, APARECEU JOÃO BATISTA PREGANDO NO DESERTO DA JUDEIA, 2E DIZENDO: ARREPENDEI-VOS, PORQUE É CHEGADO O REINO DOS CÉUS. PORQUE ESTE É O ANUNCIADO PELO PROFETA ISAÍAS, QUE DISSE: VÓS DO QUE CLAMA NO DESERTO: PREPARAI O CAMINHO DO SENHOR, ENDIREITAI AS SUAS VEREDAS.” MATEUS 3:1-2.

“VOZ DO QUE CLAMA NO DESERTO: PREPARAI O CAMINHO DO SENHOR; ENDIREITAI NO ERMO VEREDA A NOSSO DEUS.” ISAÍAS 40:3.

Observe bem. Nos primeiros movimentos do evangelho de Mateus (bem no início, capítulo 3:1) temos: “Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia.”

Vamos analisar. Naqueles dias é advérbio de tempo, define um momento. É uma circunstância temporal que antecede algo. Mais precisamente antecede um estado de mudança. É isso mesmo. Você lembra que comentamos no capítulo 1 (Entendendo o Evangelho) que o evangelho todo está no plano da nossa intimidade?

Que os ambientes são regiões ou estados de alma e que podemos nos identificar com os seus personagens? Pois é, João Batista surge (em nossa vida hoje) com esta finalidade, ele vem propor um estado de mudança, e tanto vem propor um estado de mudança que ele vem pregar. Porque ele não realiza nada, quem realiza é o Cristo, o seu trabalho resume em pregação e batismo. E ele vem pregar apenas para aquele que se encontra no deserto íntimo.

A pregação é um chamamento, convite. Um chamado para que implantemos um sistema novo de comportamento com vistas a sentirmos Jesus, na acepção de harmonia e paz, no coração. Entendeu? João Batista é o ponto da transição, porque não se muda de um estado para outro sem passar por uma transição (João Batista está entre Moisés, que trabalha a linha da justiça, e Jesus, que implementa a instrumentalidade do amor).

João Batista é o que chega hoje, preparando o caminho para a mensagem da libertação. E vamos encontrá-lo em nós, na sua gloriosa tarefa de preparação do caminho à verdade, precedendo o trabalho divino do amor que o mundo conhece em Jesus. Ele se sente identificado com as expressões do amor, nos desprende de uma vida antiga, trabalha o campo mental da individualidade para novos caminhos, mas se bobear a criatura volta a reciclar experiências antigas.

João Batista é este que está pregando em nossas consciências, chamando-nos para uma mudança, impulsionando-nos para uma vida nova, para atitudes novas.

Mas o seu chamado nem sempre é sutil, doce, tranquilo. A sua voz, que se exterioriza em nossa alma, diante de situações nem sempre felizes, é um sinal do que se passa conosco. Muitas vezes é imperiosa, é um grito inaudível, objetiva a adoção de atitudes firmes que não podem mais ser adiadas para o alcance da libertação e da felicidade.

É um grito íntimo. Por isso ele é a “voz do que clama no deserto”.

Todos nós já observamos isso. João Batista, visitando-nos hoje, nos elege precursores em uma luta íntima pela qual somos convocados a um trabalho de reeducação. Pessoas estão gritando intimamente por mudanças em todos os momentos e lugares. Estamos no ônibus, no metrô, nos shoppings, nas ruas ou praças, etc., e vemos pessoas silentes, mas com expressões que clamam por socorro.

Resumindo, João Batista é a transitoriedade que antecede a expressão crística em nossa vida. Preparando a chegada do Cristo ele aparece. Ele aparece quando a consciência grita por mudança, e tanto grita por mudança que ele apenas aparece no deserto. E o deserto é algo tão impressionante que vai merecer um tópico só para si.

2 comentários:

  1. Parabéns por estes textos maravilhosos. Tenho indicado para todos os meus amigos.

    Muito Obrigada,

    Fernanda Rocha

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  2. Muito boa sua explicação a respeito do deserto que existe na vida de qualquer pessoa.

    João Batista anunciava aquele que havia de vir após ele.

    Paz e Sucesso!

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