2 de jan de 2011

Cap 7 - A Multiplicação dos Pães - Parte 6

O JEJUM

“2TENHO COMPAIXÃO DA MULTIDÃO, PORQUE HÁ JÁ TRÊS DIAS QUE ESTÃO COMIGO, E NÃO TEM QUE COMER. 3E, SE OS DEIXAR IR EM JEJUM, PARA SUAS CASAS, DESFALECERÃO NO CAMINHO, PORQUE ALGUNS DELES VIERAM DE LONGE.” MARCOS 8:2-3

O jejum é a abstinência total ou parcial de alimentação em determinados dias, por um período de tempo específico (abster-se é deixar de, é privar-se, não fazer voluntariamente).

Os discípulos de Jesus não jejuavam. Jesus, nem precisa falar, além de não jejuar alimentava-se com pecadores e problemáticos de toda ordem. Quem jejuava era João Batista e os seus discípulos e os fariseus. Isso pode fazer você pensar: “Ué, mas nós jejuamos!” Sim, mas vamos analisar com sinceridade, nós estamos mais para discípulos de João ou de Jesus? Ao discípulo compete fazer o que o mestre orienta e determina. Sejamos honestos na resposta.

Comentamos em tópico anterior deste capítulo que alimento é o componente que mantém a vida. Que sem alimento a vida se estiola, cessa, deixa de existir. Que a vida biológica é mantida pelo pão, alimento por excelência, e a espiritual pelo fluxo mental. E que Jesus trouxe, por meio do seu corpo (doutrinário) o alimento para o crescimento e evolução de nossas almas famintas de paz e equilíbrio. Isso nos faz compreender que, no sentido ampliado o legítimo jejum é nos abstermos de alimentar de pensamentos negativos. No plano essencial da vida é evitarmos a nutrição de pensamentos de natureza inferior.

Então, começa a ficar claro para nós. Discípulos de Jesus não jejuam, não jejua quem está com Jesus. Jejua quem se prepara para estar com Ele, jejua quem está se preparando para chegar Nele, incluindo, inclusive, aqueles que “vieram de longe”.

Porque o jejum define a preparação, a diligência, apresenta um sentido educacional, é plano de elaboração, trabalha o alicerce da justiça, não a operacionalização do amor. Jejum sugere mudanças e alterações no campo mental, o redirecionamento do plano psíquico para se sentir, efetivamente, a presença do Cristo em termos de harmonia e reconforto.

O jejum de João Batista refere-se às mudanças interiores, define determinada privação e sacrifício com vistas à recomposição, à reformulação do campo mental. É o sacrifício que a criatura precisa fazer para receber os benefícios do Cristo e estar com Ele. E quando Jesus cita o jejum (“Tenho compaixão da multidão, porque há já três dias que estão comigo, e não tem que comer. E, se os deixar ir em jejum, para suas casas, desfalecerão no caminho, porque alguns deles vieram de longe.”), ele está fazendo uma alusão àquela carência real que a pessoa já adotou para chegar Nele. Que as criaturas tiveram que viver um momento de sacrifico, de jejum, para definirem uma posição nova, um enquadramento naquilo que representa o retorno da lei em termos de amor.

E é jejum de três dias.

O número três é o indicador do mecanismo da ressurreição (iremos trabalhar o sentido de alguns números mais à frente, de forma tranquila e aprofundada). O três é o mecanismo da visão em um novo aspecto, em novos ângulos, é o número da conquista, da ascensão, do alcance a um patamar acima. Poderíamos citar inúmeros exemplos nas escrituras: Dos dez mandamentos, sete são negativos e três positivos (são esses três que nos projetam para o infinito); nos momentos de culminância Jesus se encontrava na presença de três discípulos (Pedro, Tiago, João); a ressurreição se deu no terceiro dia, e assim por diante.

Se o primeiro dia define o componente informativo (lembra da figueira?), o segundo é o processo metabólico desse valor (oliveira) e o terceiro aquele momento exato dessa legítima conquista mediante aquilo que sai da gente (videira).

Vamos notar que é pelo fato de haver fome que Jesus pode gravar os preciosos ensinamentos para os discípulos e para todos nós. Percebe como o sofrimento ainda tem um sentido importantíssimo na nossa evolução? (infelizmente, claro). Esses três dias são a representação daquelas experiências vivenciadas por nós para que realmente surjam os componentes da fome e possamos, assim, valorizar o próprio alimento que nos vai ser canalizado.

Essa multidão presente na multiplicação já tinha feito, ou vivenciado, o processo de elaboração nessa ordem. Três dias de fome no deserto definem que já estavam optando por um outro ângulo, se lançando na vida sob outro aspecto. E aquele que é capaz de jejuar sob a tutela de João Batista acaba recebendo o pão da alma daquele que veio nos trazer vida em abundância, Jesus.

O amor surge em cima do componente da espontaneidade. E temos que lutar muito nos planos dos empurrões e induções para conquistarmos uma autenticidade, autonomia e espontaneidade. Pois sacrifício e disciplina antecedem a espontaneidade. Para se chegar ao natural a gente tem que viver o sacrifício. Se eu não tiver disciplina eu nunca vou alcançar a linha da espontaneidade. Enquanto nos sentimos obrigados e coagidos ainda estamos com João Batista, que é o instrumento da disciplina, ao passo que o da espontaneidade é Jesus.

2 comentários:

  1. ola Marcos,gostaria de saber sua religião.no aguardo da sua resposta,obrigado.

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  2. Rogério,

    Sou um apaixonado em aprender e compartilhar os ensinamentos do Grande Mestre, Jesus Cristo.

    Os ensinamentos d'Ele dispensam rótulos tais como: Católico, Evangélico, Espírita ...

    Um sincero e fraterno abraço,

    Marco Antônio

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