08/01/2011

Cap 7 - A Multiplicação dos Pães - Parte 9

SETE PÃES

“5E PERGUNTOU-LHES: QUANTOS PÃES TENDES? E DISSERAM-LHE: SETE.” MARCOS 8:4

No deserto, Jesus pergunta aos seus seguidores “quantos pães tendes”? Sua pergunta denuncia a necessidade de algum concurso para o serviço da multiplicação.

Ele não teria conseguido tanto se não pudesse contar com recurso algum. Alimentou milhares de pessoas, no entanto, não prescindiu das migalhas que os apóstolos lhe ofereciam.

Muitas vezes, nos situamos nos desertos da experiência terrestre, famintos de socorro, de auxílio, de suprimento, carentes e nos sentindo entristecidos e fracos. Pedimos, imploramos, suplicamos. É infinita a bondade de Deus, todavia, algo deve surgir do nosso eu em nosso favor. Não basta apenas rogar a intervenção do céu a nosso favor ou de outrem com frases bem feitas e não fazer nada.

Antes de tudo, é necessário fazer de nossa parte quanto nos seja possível para que o bem se realize. Avaliar o que temos feito das bagatelas de nosso caminho, se estamos aproveitando as nossas oportunidades, os recursos de que dispomos para fazer algo de bom. O mínimo, doado com o coração, faz uma grande diferença. Se você não admite o poder e o valor dos recursos chamados menores no engrandecimento da vida, faça um palácio diante de vigorosa central elétrica e procure dotá-lo de luz e força sem a tomada. A usina mais poderosa do mundo não prescinde da tomada humilde para iluminar um aposento, e a floresta, um espetáculo imponente da natureza a nos encher os olhos, não se agigantou sem a cooperação de sementes pequeninas.

Estudamos o evangelho, e uma coisa aprendemos: Jesus não fabricou pães, ele multiplicou.

E o fato é que nós achamos que não temos que oferecer nada, que podemos chegar com a sacola ou a nossa mochila vazia. Sem nada, meros pedintes na extensão do universo. Tem gente que não quer multiplicar, não, tem gente que quer que ele fabrique. Quer, quer, apenas quer..., e não faz por onde conquistar.

Alguma coisa nós temos que ter. É multiplicação, e não se pode multiplicar um componente usando o zero como fator. Imagine 5 x 0, 1.5 x 0, e aí por diante. Precisamos definir o que estamos fazendo para simplificar o trabalho da própria espiritualidade, pois os obreiros celestiais movimentam-se e ajudam, devotados e operosos. Contudo, em suplicando o socorro, nosso ou olheio, não nos cabe olvidar o auxílio que podemos prestar por nós mesmos. Em qualquer terreno de nossas realizações para a vida mais alta apresentemos a Jesus algumas migalhas de esforço próprio e estejamos convictos de que ele fará o resto.

Não duvidemos disto. O Cristo sempre aproveitou o mínimo para produzir o máximo. Basta avaliarmos que com apenas três anos de apostolado acendeu luzes para milênios, congregando pequena assembléia de doze renovou o mundo, curando alguns doentes instituiu a medicina espiritual para todos os centros da Terra. E ele continua perguntando quantos pães temos, e o que temos oferecido à obra dele. Por isso, necessário oferecermos os recursos que já conseguimos amontoar em nós mesmos para o progresso e a vitória do bem.

E são sete pães.

Então, vamos observar que nesse deserto tem miríades de participantes nas mais variadas escalas, nos mais variados estágios e posições. É multidão, tem de tudo, tem os que vieram de longe, nas primeiras etapas, e outros, nas últimas (os últimos serão os primeiros e os primeiros os últimos em uma nova fase, novo patamar). Esse sete é um número que tem uma carga informativa muito valiosa, a expressão setenária significa o lance que define a aproximação dos seres em vários estágios da evolução (vamos abordar isso quando trabalharmos os Dez Mandamentos). Esse sétimo estágio, ou sétimo degrau, já é um limiar de um plano novo em uma nova oitava, como nas notas musicais, e que abre um novo processo de ascenção em várias etapas para as individualidades.

O sete caracteriza o atendimento a todos os ângulos. Percebeu? Esses sete pães estariam em condições de alimentar, de atender, de oferecer um plano metabólico adequado a cada grupo segundo o grau de entendimento e de posição no contexto evolucional. Ou seja, cada pão vem suprir determinadas necessidades relativas a esse grupo numa abrangência evolucional que vai do um ao sete, de acordo com o plano de compatibilidade e de adequação das criaturas. Por exemplo, um elemento do grupo tem que pegar o pão número sete, o outro, o da multiplicação do pão número um.

É como se aquele alimento atingisse a cada um de nós, indistintamente. Atende a todos, ninguém fica de fora. O pão alimenta o que está chegando hoje como alimenta o que tem muita experiência, alimenta os que vieram de perto, e os vindos de longe,...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...