26 de fev de 2011

Cap 9 - A Caridade - Parte 8 (Final)

AS PRIMEIRAS E AS ÚLTIMAS OBRAS

“4TENHO, PORÉM, CONTRA TI QUE DEIXASTE O TEU PRIMEIRO AMOR. 5LEMBRA-TE, POIS, DE ONDE CAÍSTE, E ARREPENDE-TE, E PRATICA AS PRIMEIRAS OBRAS; QUANDO NÃO, BREVEMENTE A TI VIREI, E TIRAREI DO SEU LUGAR O TEU CASTIÇAL, SE NÃO TE ARREPENDERES.” APOCALIPSE 2:4-5

“19EU CONHEÇO AS TUAS OBRAS, E O TEU AMOR, E O TEU SERVIÇO, E A TUA FÉ, E A TUA PACIÊNCIA, E QUE AS TUAS ÚLTIMAS OBRAS SÃO MAIS DO QUE AS PRIMEIRAS.” APOCALIPSE 2:19

“Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras.” Interessante isto. A nos mostrar que em quase todas as circunstâncias de nossa queda nós esquecemos a lei maior, olvidamos a lei do Pai. Que toda queda se dá em razão do esquecimento à lei divina, que toda ela propõe uma ação para o encaminhamento da redenção dos seres. Engraçado, à medida que se refinam os conhecimentos intelectuais parece que há menor respeito no homem para com dádivas sagradas.

Agora, se por um lado a queda se dá pelo esquecimento, a ascensão se faz mediante a lembrança, afinal de contas, é impossível evoluir sem lembrar. Lembrar significa reter consigo em um sentido prático, de aplicabilidade, de ação, é assimilar para se implementar um sistema novo de vida, pois aquilo que a gente não exercita a gente esquece. É preciso um trabalho nosso de levantamento de nossas potencialidades, aderirmos à capacidade operacional, não podemos esquecer a nossa condição de velhos reincidentes no abuso da lei.

E nos primeiros passos de edificação no bem, cada um de nós vai notar que estamos suscetíveis de cair, pois não há, em tese, a redenção de forma linear, mas uma subida à escada, o crescimento como que se faz em uma forma espiral.

Ok, ententendemos. Ficou claro, é praticar as primeiras obras. E qual é a primeira?

O amar a Deus é amplo demais e não há como concluir qual é a primeira caridade. Tanto não é possível concluir que no versículo seguinte diz lembra-te de onde caíste. Porque a primeira caridade se dá no âmbito da consciência de cada um.

E tem mais um detalhe. A primeira caridade, nos movimentos iniciais de sensibilização para com o próximo, está muito ligada ao impulso da consciência, almas ansiosas que ainda se acham nas primeiras esperanças, em disputas mais ásperas por arrebentarem o casulo das paixões inferiores na aspiração de subir. É um trabalho que se faz com um amor ainda meio sumido no contexto, uma ação no bem com um peso muito voltado para o nosso lado reeducacional, ainda ligada à justiça. É a necessidade íntima de fazermos alguma coisa ao outro para resolvermos a nossa dificuldade, o nosso problema.

E à medida que permanecemos na prática do amor, resolvendo ou desativando a nossa dificuldade que está nos prendendo lá atrás, vamos notar que esses valores novos, positivos, vão ganhando corpo.

Porque atestamos o amor pelo que fazemos, e o amor surge nas linhas da espontaneidade. Se no começo vamos pelo grito reeducacional, o que cresce em nós torna a tarefa mais leve, suave, já não fazemos tanto pelo impulso do tem que fazer, mas pelo amor ao trabalho.

E aqui está o segredo do crescimento: as últimas obras mais do que as primeiras. Afinal, aquele que se encontra matriculado no plano do aprimoramento espiritual, da melhoria, do aperfeiçoamento, não pode estar conformado com si próprio. Não é a tese do inconformismo, diz respeito ao não estagnar.

Porém, como é que a gente vai deixar a vaidade de lado, porque começa a ver que as obras são maiores que as outras? A vaidade se desativa quando nós fazemos e aprendemos a nos calar.

Um comentário:

  1. Extasiado e feliz com esse estudo de oito capítulos sobre a Caridade. Insights interessantes e um excelente conteúdo para os estudos e palestras. Minha gratidão.

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