9 de mar de 2011

Cap 10 - O Sofrimento e a Cruz - Parte 4

A SENSIBILIZAÇÃO


BEM  AVENTURADOS  OS  QUE      CHORAM, PORQUE ELES SERÃO CONSOLADOS;” MATEUS 5:4

 
Se queremos usufruir da vida com certa tranquilidade, sem impactos, com certeza só conseguiremos no plano espiritual. Somente no plano espiritual, onde criaturas se agrupam por afinidade, os espíritos procuram coletividades em necessidades múltiplas. Lá nós adquirimos o componente da sensibilização e ficamos mesmo sensibilizados. Isso lá já está introjetado, chega a ser natural, vem de dentro para fora. Aqui o processo inverte, interesse pelo semelhante vem precipitado de fora para dentro. O que vem de fora para dentro é para nos testar a sensibilizar-nos com os outros.

A dor é um processo de sublimação que o mundo maior nos oferece para que a nossa visão espiritual seja acrescida.

As dificuldades têm feito papel de condutor dos nossos corações para as fontes de luz. E não podemos imaginar o que seria das criaturas terrestres sem as moléstias que lhes apodrecem a vaidade, até onde poderiam ir o orgulho e o personalismo humanos sem a constante ameaça da carne frágil, o que seria de nós se o sofrimento não nos ajudasse a sentir e raciocinar para o bem. A vida impõem a muitos o mecanismo redentor do qual necessitarão amanhã para selecionar com sabedoria aquilo que lhes é útil, em detrimento do pernicioso.

E se qualquer obstáculo é componente enriquecedor da mente, os impactos são verdadeiros instrumentos de despertamento do ser. As dores e provas acerbas têm a finalidade de semear o campo da compreensão e do sentimento. Muitas vezes a nossa passagem por tantas dores e sofrimentos é para adquirirmos a capacidade de termos misericórdia.

Às vezes, temos que receber um impacto sobre nós mesmos para que aprendamos quanto ao que se passa no coração dos semelhantes, o que vai favorecer nossa ação amanhã, quando guindados às possibilidades de cooperar. Pois é impossível ajudar os outros em áreas nas quais estejamos desinformados.

A atuação do sofrimento desperta a humildade no que sofre. Em muitas ocasiões, só passando por necessidade conseguimos trabalhar o sentimento mais nobre, só necessitando de misericórdia conseguimos enxergar o quanto é importante sermos misericordiosos.

A dor é elemento indutor da não acomodação, não deixa a criatura acomodar-se. O sofrimento, a inquietude e a frustração visam despertar a consciência para novas bases.

Porque a dor tem possibilidades desconhecidas para penetrar os espíritos onde a linfa do amor não conseguiu brotar. Ou seja, a sabedoria divina permite que a dor eduque quando o amor, por não ter sido descoberto, não realize a mesma função. Rejeitando a opção da evolução pelo amor a dor nos visita como a nos dizer acorda, define o caminho complicado da dor, trabalhado pela falta de amor.

E quanto mais profundo o sofrimento, maior o valor da lição. Ele nos beneficia com lições preciosíssimas para a elevação imortal. Porém, o problema é que não raras vezes o aprendizado permanece em nós como filosofia bonita de entendimento e proposta, esquecendo-o após a supressão da dificuldade que nos facultou o saber.

Dessa forma, é comum, nos momentos de grande aperto, dizermos coisas do tipo: “Ai, meu Deus, me socorre. Eu juro que se eu sair dessa eu faço isso, ou aquilo. Eu prometo que mudo, que ajudo,........” e por aí adiante. A dificuldade passa, nós aprendemos com a lição, mas nada. Voltamos a ser os mesmos de antes.

Mas a dor apenas traz.

Ela é componente despertador. A pessoa pode até dizer que teve que sofrer para sentir, que teve que chorar para despertar, no entanto, ninguém foi trazido ao evangelho na marra. À partir daí ela já não passa a ser prioridade mais.

A alma conduz consigo o inferno ou o céu que edificou no âmago da própria consciência. E é da lei que ninguém avança sem saldar as próprias contas com o passado. Óbvio, a felicidade nunca será obtida mediante a fuga ao processo reparador. E todo aquele que se transforma em instrumento de escândalo tem de chorar.

E geralmente o coração começa a sentir quando as lágrimas caem. Logo, é importante entender que aqueles que gemem e sofrem em qualquer parte estão melhorando.

Porque os que choram estão pagando, e é muito mais gratificante alguém pagar do que contrair novas dívidas. Toda lágrima sincera é sintoma de renovação, os que sofrem serão consolados. Em toda parte a dor sincera é digna de amparo.

E como os olhos são instrumentos de interação com os seres e coisas, lavá-los pelo pranto nos proporciona uma ótica mais nítida da existência. Para quem já vê a marcha do progresso as lágrimas não apenas lavam o coração, também sugerem ao espírito sofrido abrir-se ao sol para novas oportunidades.

No momento em que uma criatura é sensibilizada e modifica a sua linha íntima com a visualização, por exemplo, de novos padrões da vida, é como se valores novos se somassem ao seu psiquismo.

E a consolação (“Bem aventurados os que choram, porque eles serão consolados”), que representa o ato de aliviar ou suavizar a aflição, o sofrimento ou padecimento, dar lenitivo, alivia o que sofre e engrandece o que a canaliza.

Um comentário:

  1. so tenho agradecer por informaçoes tao importantes.obrigado

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