20 de mar de 2011

Cap 10 - O Sofrimento e a Cruz - Parte 8

SABER APROVEITAR O SOFRIMENTO



“E, INDO UM POUCO MAIS PARA DIANTE, PROSTROU-SE SOBRE O SEU ROSTO, ORANDO E DIZENDO: MEU PAI, SE É POSSÍVEL, PASSE DE MIM ESTE CÁLICE; TODAVIA, NÃO SEJA COMO EU QUERO, MAS COMO TU QUERES.” MATEUS 26:39


A circunstância desfavorável é momento de reconstrução, não de abatimento. Nada de lamúrias, a lamentação é tóxico destruidor que não podemos utilizar. Diante do nevoeiro não condene as trevas, acenda a luz do serviço e espera por Deus.

É imprescindível buscarmos o lado melhor das situações, acontecimentos e pessoas, de tudo extrairmos o melhor sempre que enfrentarmos esse ou aquele problema, sabermos decifrar a mensagem que a vida está nos enviando em códigos.

Entender que é da terra sulcada pela enxada que saem trigais abençoados para o pão, que sobre ruínas surgem flores, e que o calvário e a cruz indicam a ressurreição.

Todos os padecimentos da carne se convertem com o tempo em claridade interior quando o enfermo sabe manter a paciência, aceitando o trabalho regenerativo por bênção da infinita bondade. A dor em nossa vida íntima é como arado em terra inculta, que rasgando e ferindo oferece melhores recursos à produção. E muitas vezes aquilo que nos parece derrota é vitória, o que se nos afigura em favor de nossa morte é contribuição precisa para o nosso engrandecimento nos aspectos essenciais da vida eterna.

E é importante entender que a nossa dor não nos edifica pelos prantos que vertemos ou pelas feridas que sangram em nós, mas pela porta de luz que nos oferece ao espírito.

A primeira condição para ser feliz é saber sofrer. A segunda é crer firmemente na próxima finalização do sofrimento, visto tratar-se de uma situação anormal, portanto, passageira. Logo, não basta somente sofrer, é preciso aproveitar o sofrimento para ser renovar. Receber a visita benéfica entre manifestações de revolta é o mesmo que recusar as vantagens da lição, rasgando o livro que a transmite. Mergulhar o divino dom da palavra no vaso lodoso da queixa é o mesmo que lançar preciosa lâmpada na lata do lixo. Paguemos os débitos que nos aprisionam aos círculos inferiores da vida aproveitando o tempo de detenção no resgate em maior aprimoramento nosso. Lancemos para amanhã os resultados do esforço de agora. Sempre vamos ter no dia a dia a oportunidade de refletirmos um pensamento feliz. A terceira é não reter o sofrimento quando a hora de sofrer passar. Precisamos saber levar a experiência das nossas ações menos felizes, não a sua ressonância.
 
E não desanime nunca. A lei não nos confia (jamais) problemas de trabalho superiores à nossa capacidade de solução. Não existe peso superior às nossas forças. O que existe são planos que eu adoto, que você adota e qualquer um de nós adota, mediante uma hipervalorização dentro de componentes emocionais.

Então, não existe quem não dê conta. Aquele que não dá conta está elegendo essa situação de não dar conta por conta própria, por uma falta de segurança e determinação de sua parte. Porque não estamos entregues à nossa própria capacidade operacional. Dispomos de muitos componentes que em nome da misericórdia nos facilitam. E não podemos nos esquecer em tempo algum que por mais intempestiva e mais agressiva seja a prova a que estejamos vivendo a gente tem Jesus.

O sofrimento define rebeldia nossa contra a dor. É opção pessoal, face à vigência do grande amor que nos felicita em todo lugar aguardando-nos. Saibamos definir até quando vamos sofrer, porque possibilidade de não sofrer nós já temos, o espírito não foi criado por Deus para sofrer.

É preciso, em nossa grande luta de melhoria, não sermos coniventes com o sofrimento. Não sejamos coniventes com sofrimento. Não ser conivente quer dizer não abraçar o sofrimento como uma graça que tem que existir na nossa vida. Quem se entrega ao sofrimento de maneira passiva está sendo derrotado.

Evite, definitivamente, curvar-se ao sofrimento. Aquele que se curva ao sofrimento de maneira passiva está entregando os pontos, está como que sendo derrotado. Vamos adotar uma atitude para fazermos os problemas serem equacionados, sem os valorizarmos demais. Sejamos seguros, sabendo e procurando administrar o sofrimento quando chega.

E não convertamos o amor em inferno para nós mesmos, nem acreditemos aliviar o peso com a ilusão de fuga impensada. Não procuremos a porta falsa da deserção.

Temos que nos manter firmes em nosso setor de serviço, educando o pensamento na aceitação da vontade divina. Por isso, à frente de toda dificuldade não te lastimes nem desfaleças, ainda que a prova lhe pareça invencível ou a dor insuperável. Não se retire da posição de lidador em que a providência divina lhe colocou.

Em determinados momentos de pressão use o bom senso, não peça que retire dificuldades, peça forças para administrá-las e delas se livrar de maneira definitiva.

Saibamos sofrer na hora dolorosa, porque acima de todas as felicidades transitórias do mundo é preciso ser fiel ao evangelho. A vitória do seguidor de Jesus é quase sempre no lado inverso dos triunfos mundanos, é o lado oculto. O conquistador de maior êxito de todos os tempos não se ausentou do mundo como quem triunfara. Porém, essa glória é tão grande que o mundo não a proporciona, muito menos pode subtraí-la, é o testemunho da consciência própria.

A questão é que não estamos sabendo viver adequadamente antes as circunstâncias que nos tocam. Precisamos aprender a trabalhar nas adversidades, afinal, o homem sumamente endividado precisa aceitar as restrições no seu conforto para sanar os seus débitos com as suas próprias economias.

A questão não é ficarmos levantando doenças ou fantasmas em nós, mas é examinar as dificuldades que trazemos e tentar trabalhar. Ajudando, também, aqueles que nos auxiliam, porque quando procuramos auxílio buscando sanear nossa dificuldade transformamos os que procuramos em verdadeiros terapeutas.

Quando descobrirmos que estamos com uma determinada complicação, certo problema a ser sanado, ajudemos amplamente aqueles que vêm em nosso socorro no campo do auxílio à nossa saúde ou da recuperação do nosso equilíbrio.

Ajudemo-los a nos ajudar, tornando-nos conscientes e participando ativamente de todo o processo. Não apenas do processo no seu aspecto terapêutico, mas no processo globalizado de construção de uma mentalidade nova.

E podemos reduzir nosso sofrimento à medida em que vamos investindo nos antídotos.

Estabeleça objetivos, pois a boa fixação nossa nos objetivos apresenta praticamente a capacidade de amenizar, quando não, neutralizar esse nosso sofrimento.

Ocupando o pensamento com os valores autênticos da vida nós aprenderemos a sorrir para as dificuldades, quaisquer que sejam, construindo gradativamente em nós mesmos o templo vivo da luz para a comunhão constante com o nosso mestre Jesus.

Encaremos os obstáculos de ânimo firme e estampemos o otimismo em nossa alma para que não venhamos em tempo algum a fugir aos nossos compromissos perante a vida. E nas boas propostas, aproveitemos da melhor forma as nossas possibilidades e oportunidades, porque tem tanta coisa que podemos acelerar mediante o nosso grau de investimento e direcionamento naquilo que buscamos.

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