31 de mar de 2011

Cap 11 - Zaqueu - Parte 1

ZAQUEU


“1E, TENDO JESUS ENTRADO EM JERICÓ, IA PASSANDO. 2E EIS QUE HAVIA ALI UM VARÃO CHAMADO ZAQUEU; E ERA ESTE UM CHEFE DOS PUBLICANOS, E ERA RICO. 3E PROCURAVA VER QUEM ERA JESUS, E NÃO PODIA, POR CAUSA DA MULTIDÃO, POIS ERA DE PEQUENA ESTATURA. 4E, CORRENDO ADIANTE, SUBIU A UMA FIGUEIRA BRAVA PARA O VER; PORQUE HAVIA DE PASSAR POR ALI. 5E, QUANDO CHEGOU JESUS ÀQUELE LUGAR, OLHANDO PARA CIMA, VIU-O E DISSE-LHE: ZAQUEU, DESCE DEPRESSA, PORQUE HOJE ME CONVÉM POUSAR EM TUA CASA. 6E, APRESSANDO-SE, DESCEU, E RECEBEU-O GOSTOSO. 7E, VENDO TODOS ISTO, MURMURAVAM, DIZENDO QUE ENTRARA PARA SER HÓSPEDE DE UM HOMEM PECADOR. 8E, LEVANTANDO-SE ZAQUEU, DISSE AO SENHOR: SENHOR, EIS QUE EU DOU AOS POBRES METADE DOS MEUS BENS; E, SE NALGUMA COISA TENHO DEFRAUDADO ALGUÉM, O RESTITUO QUADRUPLICADO. 9E DISSE-LHE JESUS: HOJE VEIO A SALVAÇÃO A ESTA CASA, POIS TAMBÉM ESTE É FILHO DE ABRAÃO. 10PORQUE O FILHO DO HOMEM VEIO BUSCAR E SALVAR O QUE SE HAVIA PERDIDO.” LUCAS 19:1-10

“1E, TENDO JESUS ENTRADO EM JERICÓ, IA PASSANDO. 2E EIS QUE HAVIA ALI UM VARÃO CHAMADO ZAQUEU; E ERA ESTE UM CHEFE DOS PUBLICANOS, E ERA RICO.” LUCAS 19:1-2

O mestre Jesus continua passando pela Jericó de nossas almas. Em plena atividade junto de nós, e influindo internamente em nosso íntimo, ele busca atrair-nos a atenção para novas faixas de vibração. Passando por Jericó desejoso de que a deixemos.

Tudo aquilo capaz de movimentar o espelho de nossa mente na direção de sistemas novos de vida é indicativo dessa passagem. Sempre que em nossa mente surge uma influência opondo-se ao nosso egoísmo é a sua ação junto de nossos corações. Todas as vezes que uma voz interior nos adverte, tornando-nos capazes de atos de altruísmo e de rasgos de bondade é Jesus passando e nos convocando à obra de redenção.

Essa presença, que comumente nos impressiona exteriormente, por meio da imagem viva de necessitados de toda ordem a transitarem em nossa órbita, muitas vezes nos mantém desinteressados. Não reconhecemos o Cristo e deixamos que por meio da indiferença e insencibilidade valiosas oportunidades se percam.

E ele continua passando!

Passando, verbo no gerúndio, que indica continuidade da ação. Passando é entrar, realizar, sair e continuar a trajetória. Mas nós temos uma tendência em permanecer junto a pessoas, situações e coisas, ao passo que quem busca ascensão consciente precisa aprender a trabalhar sem apego, pois as vinculações quando estruturadas no terreno do amor apresentam movimento, não visam estacionamento além do justo e do necessário. É imperioso sabermos passar, caminhar, prosseguir. Quanto à cidade de Jericó, comentamos anteriormente quando efetuamos o estudo do capítulo O Cego de Jericó.

À época da antiga Roma, publicano era denominação dada aos arrendatários das taxas públicas, os coletores de impostos, incumbidos da cobrança dos impostos e das rendas de toda espécie, em Roma e em qualquer parte do Império. Eram eles os encarregados de receber os impostos públicos que se deviam pagar ao imperador romano.

Importante salientar que de toda dominação romana o imposto foi o que os judeus mais dificilmente aceitaram e o que mais irritação causou entre eles. Os judeus abominavam os impostos e, em consequência, todos os encarregados de arrecadá-lo, razão pela qual nutriam aversão aos publicanos de todas as categorias.

Os publicanos não eram vistos com bons olhos por grande parte da população. Chegavam mesmo a ser odiados, afinal, representavam o poder estrangeiro. Eram também considerados pecadores porque muitas vezes abusavam de suas funções, exigiam mais do que de direito. No exercício de suas atividades chegavam a extrapolar para o atendimento dos interesses pessoais, e muitos  enriqueciam.

Hoje, a conceituação é usada de forma pejorativa para designar os financistas e agentes pouco escrupulosos de negócios. Considera-se publicano, por plano de conveniência, aquela criatura que ainda se mantém acentuadamente envolvida em um processo de retirar o que ele pode do agrupamento em torno. Isso mesmo, tirar no sentido de prejudicar, define os vários ângulos que são trabalhados com esse sistema de tirar dos outros segundo a posição em que se encontre. Ele não se abre, mantém-se praticamente em uma sistemática vampirista ou de parasitismo.

E notamos que em todo o evangelho personagens e ambientes chegam até nós dando-nos condições de identificá-los ou não como pontos de nossa personalidade, ou regiões de nosso campo psíquico e estados de espírito. Todos os personagens dos textos bíblicos chegam-nos hoje, ainda se encontram dentro da gente, de forma que podemos revivê-los e até mesmo dar-lhes campo para que operem novamente a partir de nossa intimidade. Porque evangelho é algo do presente, é mensagem imortal direcionada ao espírito, e esses personagens apresentam certas insinuações dentro de nós próprios.

Falamos de Zaqueu e começamos a notar que o publicano de Jericó não representa apenas um elemento passivo que acolheu a bondade do mestre. Ele, por outro lado, demonstra a atitude renovadora do espírito imortal, que se desprende dos laços da retaguarda escravizante para os planos felizes da vida maior.

Basta lembrar que, diverso do jovem rico, que não aceitou o chamamento de Jesus, que perguntou e em seguida se esquivou, Zaqueu não precisou ser chamado, ele mesmo apresentou-se. Logo, Zaqueu, sem dúvida, somos nós hoje, vemos em sua história a nossa própria sempre que damos um passo à frente.

E ele exercia a chefia, não era apenas um publicano, mas o chefe deles, o que evidencia o alcance de sua decisão e os obstáculos que precisaria vencer na busca da meta que almejava. O termo varão vem definir o processo racional do indivíduo.

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