8 de abr de 2011

Cap 11 - Zaqueu - Parte 4

DESCE DEPRESSA

“5E, QUANDO CHEGOU JESUS ÀQUELE LUGAR, OLHANDO PARA CIMA, VIU-O E DISSE-LHE: ZAQUEU, DESCE DEPRESSA, PORQUE HOJE ME CONVÉM POUSAR EM TUA CASA. 6E, APRESSANDO-SE, DESCEU, E RECEBEU-O GOSTOSO.” LUCAS 19:5-6

“13ORA, NINGUÉM SUBIU AO CÉU, SENÃO O QUE DESCEU DO CÉU, O FILHO DO HOMEM, QUE ESTÁ NO CÉU.” JOÃO 3:13

“5SUA MÃE DISSE AOS SERVENTES: FAZEI TUDO QUANTO ELE VOS DISSER.” JOÃO 2:5

Ninguém é melhor do que ninguém e o criador não faz acepção de pessoa. Aliás, ele quer a alegria e a satisfação integral de todas as suas criaturas, seus filhos.

Note que a insatisfação de Zaqueu o fez ver, porque esse era o seu objetivo, ele queria ver. E a vida respondeu com Jesus entrando em sua casa. O que nos mostra que subindo na figueira brava a gente vê Jesus, e vendo-o ele nos chama ou se oferece para entrar e almoçar ou comer na casa da gente. Porque a cada um de nós, investido no corpo doutrinário, o Cristo não vai negar a sua entrada.

No entanto, é nossa adesão mental, nossa determinação, nosso investimento no campo da fé que vai definir a conveniência dessa hospedagem em nossa casa mental.

“Porque hoje me convém pousar em tua casa.”

Jesus não entrou para morar na casa de Zaqueu. Entrou para pousar, e pousar é hospedar-se, e hóspede é aquele que se aloja temporariamente em casa alheia. Ele entra por haver um plano de conveniência (“me convém”) e nós podemos ou não permitir que ele permaneça em nossa casa psíquica. E entrando, por quanto tempo permanecerá? Boa pergunta, por que a sua permanência vai depender do grau de investimento que cada qual se dispuser a fazer. O que determina e define esse tempo são as aberturas dos nossos corações.

Nós vamos estudando o evangelho e nos maravilhando com as suas belezas, pois tem coisas que só o amor é capaz de fazer. Jesus embaixo e Zaqueu em cima é uma delas.

“E, quando chegou Jesus àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa.” O vocativo é claro, não deixa dúvida: “Zaqueu, desce...”, o chamado é individual. Haviam circunstantes em volta, mas Jesus disse a Zaqueu, dirigiu-se a ele apenas.

Logo, esse “desce” é o chamamento do Cristo íntimo, é o chamado para o trabalho operacional, para a ação. Tenho que descer (trabalharemos isso no capítulo O Filho do Homem) porque se eu quiser viver um patamar exclusivamente etéreo, abstrato, eu perco o piso da minha vida e sofro, e mais, ainda faço outros à minha volta sofrerem. De forma que vamos ver Jesus estando-nos em cima, no entanto, vamos estar com ele aqui embaixo. Não adianta querer estar com ele em cima. Em cima é para vê-lo, estar com ele é embaixo.

É preciso subir, porque subir é o processo de adesão para a visualização de novas bases, representa a proposta do superconsciente, é a busca de patamar informativo, define a instrução. Subindo nós buscamos instrumento de discernimento, informamo-nos, almejamos um plano acima de, captamos valores.

E lá de cima estamos prontos e preparados para operar, para fazer, para ajudar, situamo-nos perfeitamente capacitados a realizar, e somos convocados a operar na faixa em que orbitamos. Veja bem, para ver Jesus Zaqueu sobe, mas para estar com Jesus ele desce depressa. E esse “desce depressa” significa a capacidade de ajuste, de afinidade, de movimento, de aplicação da teoria.

A iniciativa de Zaqueu o situava em um plano mais alto na busca pela identificação com melhores elementos de redenção. Mas lá de cima não há com ajudar.

Não se pode operar em cima porque as obras precisam se consolidar através do plano concreto. Então, se nós queremos ajudar temos que descer, a definir o aspecto operacional, sentido formativo. Assim, nós subimos para encontrar a fé e temos que descer para realizar as obras, fazendo o que nos é solicitado na terra, fitando o céu.

Aí a coisa fica um pouco difícil para a gente, pois de modo geral, para não dizer quase unânime, não queremos buscar o Cristo embaixo, desejamos estar com Ele em cima. Por que embaixo é difícil. Mas não tem jeito, temos que estar com Jesus em nossa casa aqui embaixo, no terreno das lutas e das dificuldades. Por essa razão a gente sobe para ver (pelo aprendizado, pela informação, pela orientação, pela fé, pelo discernimento, pelo entendimento) e desce para fazer (pelas obras), não basta enchermos a cabeça de instruções e idéias edificantes se não conseguimos aplicá-las, se não damos conta de exercer a ação.

E em razão disso descer depressa define o comando do Cristo no sentido de mantermos viva a chama nossa de operar. Define a faixa consonante com a subida rápida. Por falta de determinação tem que descer depressa, porque é depressa que as oportunidades se perdem.

“Sua mãe disse aos serventes: fazei tudo quanto ele vos disser”. Isto Maria disse aos serventes nas bodas de Caná, por ocasião da transformação da água em vinho por Jesus. Fazer tudo o que ele disser. Não é fazer uma coisa ou outra, é tudo. Zaqueu fez! Se já subimos na figueira, estamos prontos para descer?

4 comentários:

  1. Amigo irmao, Paz do Senhor.

    Eu queria manifestar alegria pelo estudo sobre Zaqueu, muito bom. Que o Senhor continue te iluminando a respeito de Sua Palavra.

    Deus te aben₢oe,

    Alysson Malta

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  2. Um outro ponto importante desta passagem é o fato de Jesus dirigir-se a Zaqueu diretamente pelo nome sem a indicação de ter sido apresentado anteriormente. Deus nos conhece individualmente em sua plenitude

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  3. E mesmo sabe até o tamanho do meu bilau

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    1. tbem,e sabe o dia em que vc vai servir a ele e ser um homem fervoroso para Jesus.








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