8 de mai de 2011

Cap 12 - O Filho do Homem - Parte 2

OS TRÊS ANDARES

“7E O PRIMEIRO ANJO TOCOU A SUA TROMBETA, E HOUVE SARAIVA E FOGO MISTURADO COM SANGUE, E FORAM LANÇADOS NA TERRA, QUE FOI QUEIMADA NA SUA TERÇA PARTE; QUEIMOU-SE A TERÇA PARTE DAS ÁRVORES, E TODA A ERVA FOI QUEIMADA.” APOCALIPSE 8:7

Vamos trabalhar agora um tópico da maior importância em nosso estudo sequenciado, se é que podemos dizer assim. E entender que os três andares da arca (de Noé) representam os nossos estados de consciência. Três andares, pois no processo de crescimento sempre há uma linha que sugere um plano tríplice.

Na terminologia de Sigmund Freud temos o id, o ego e o superego. E o id, ego e superego (ou, se quiser, inconsciente, consciente e a consciência, ou, ainda, subconsciente, consciente e superconsciente) são expressões diversificadas que expressam a mesma coisa (e quanto mais inconsciente mais passiva é a mente).

SUCONSCIENTE – Os processos da psicologia falam da parte desconhecida do mundo mental que chamam de subconsciência sem definir essa cripta misteriosa da personalidade humana, e a examinam apenas na classificação das palavras, porém, é compreendida sob a claridade maior do entendimento do evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

À luz do entendimento do evangelho aprendemos que essa zona oculta da esfera psíquica de cada um constitui reservatório profundo das experiências do passado em existências múltiplas da criatura.

A arca, como a casa mental, tem que abrigar todas as nossas instintividades no seu andar de baixo, nessa área do subconsciente. Logo, temos no subconsciente a essencialidade daquilo que nós tivemos o ensejo de vivenciar em experiências anteriores, onde encontramos toda a ressonância desses animais que já estão presentes em nós. Esse id representa o compartimento que abriga nossos instintos mais primitivos, os animais. E toda uma soma de caracteres constitui nosso subconsciente. Podemos dizer que o que vem de baixo foi conquistado na experiência das reencarnações, é arquivo maravilhoso onde todas as conquistas do pretérito são depositadas em energias potenciais para ressurgirem em momento oportuno.

E esse subconsciente tem uma carga de pressão violenta sob nós próprios. Sabe por quê? Porque as feras, o leão, o tigre, são todos animais que não serão eliminados nunca. Não é exagero, realmente eu disse nunca, tanto que entraram para a arca.

Perceberam? No subconsciente não pode ter queima (veja o versículo citado no início do tópico), não podemos desativar todos esses conteúdos do plano de baixo. Essa parte inferior do subconsciente não pode ser desautorizada e eliminada, é o fogo que não se extingue.

Nós sabemos que o potencial de mudança da criatura está no superconsciente. Porém, para você colocar esses potenciais em ação e movimentá-los você tem que usar o material essencializado ou quintensenciado dentro de você.  Ou seja, o plano de percepção é para cima, o operacional para baixo, a força está impulsionada embaixo. O subconsciente, ou o que vem de baixo, foi conquistado na experiência reencarnatória, e os valores nele arregimentados fazem emergir idéias. É o substrato ou essência, o que já viveu e existe para gerenciar a caminhada.

SUPERCONSCIENTE – Do primeiro andar pulamos para o terceiro. E o terceiro andar é a consciência plena ou razão, o superconsciente, denominada pela nomenclatura da psicologia como superego.

Nesse alto está a faixa das concepções positivas, a área dos ideais, a etapa superior de onde nós recebemos as orientações e os influxos orientadores. É área dos valores idealísticos, planos de percepção.

O superconsciente é um terço do nosso campo mental. Todos os valores veiculados por ele definem área de proposta, são como aqueles lastros não trabalhados. Observe que o potencial está no superconsciente e nos seus planos nós temos potencialidades amplas que vamos desenvolver no campo prático das experiências.

Veja bem, em relação ao superconsciente (plano de cima) e subconsciente (plano de baixo) Jesus faz referência no “vigiai e orai”, e que especificaremos quando trabalharmos o capítulo A Tentação. É mais ou menos assim: vigie a porta de baixo para cima (para evitar a emersão dos leões), e abra portas de cima para baixo (para receber orientações superiores e obter um crescimento consciente).

SUPRACONSCIENTE – Se temos a linha que sugere um plano tríplice nós sempre estamos no ponto intermediário, no segundo andar. É o supraconsciente, o ego, a região mediana, de percepção intermediária para cima e que intercede com os dois outros andares.

Logo, nós é que damos acesso aos valores do subconsciente que emergem (sobem) ou do superconsciente que derrama sementes aqui (descem). Se o superconsciente é a zona dos ideais, e nele talvez possa até ter alguma coisa ao nível de reformulação de idéias, o plano que vai ser todo misturado é o do nosso dia a dia.

Assim, podemos dar uma elaboração completamente diferente na nossa linha diária no campo da atitude fazendo o nosso campo mental passar a ser trabalhado de forma consciente com os novos padrões. No supraconsciente é que essa linha interior tem que ser acentuadamente alterada. O nosso alimento a cada instante é que tem que ser trabalhado aqui.

Mas quer saber?! Vamos trocar tudo isso agora. Para melhor elucidação, já que mencionamos plano de cima, plano de baixo, vamor trocar por céu (em cima) e terra (embaixo).  

CÉU - O céu refere-se ao que está acima.  Componentes superiores da personalidade, padrões de renovação, planos de idealização, área da criatividade.

É a representação do conjunto de componentes que eu visualizo, mas não alcanço. Definem os valores não consolidados em mim (em minha personalidade) e que tenho como objetivo, porém, que não fazem parte da concretude da minha vida.

Quando eu penso em céu eu penso em Deus, criador e Pai. Então, no céu eu tenho Deus. Resultado: compreender, perdoar, entre outros, são coisas que não vem de baixo, vem de cima.  E no plano captador das áreas superiores estão os valores positivos que eu tenho que implementar no plano prático da vida. 

Porque o conteúdo que vai nos assegurar felicidade, redenção, renovação e libertação vêm de cima, não é produto do que vem de baixo. O processo evolucional vem de cima, a evolução não se assenta em cima de padrões já conquistados. De forma que o céu precede a terra como a fé precede as obras. E subindo ao céu (consciencial) alcançamos a fé. Por isso veremos no próximo tópico que é preciso subir (para alcançar a fé), e depois descer para realizar as obras).

TERRA - E quando eu penso em terra eu penso nos homens e na mãe natureza.

E, sucedendo ao céu, a terra é onde eu realizo as obras. É referência ao plano operacional (vimos anteriormente que Jesus convidou Zaqueu a descer, ele não podia apenas ficar em cima). 

E como a característica básica da terra é a solidez e a concretude ela vem definir a soma dos elementos já consolidados. São aqueles valores solidificados em minha personalidade. Então, do plano de baixo vem os instintos e as conquistas já operadas, é a representação dos elementos sedimentados. E o que emana dele foi conquistado na experiência reencarnatória nossa.

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