16 de mai de 2011

Cap 12 - O Filho do Homem - Parte 3

SUBIR E DESCER

“13ORA, NINGUÉM SUBIU AO CÉU, SENÃO O QUE DESCEU DO CÉU, O FILHO DO HOMEM, QUE ESTÁ NO CÉU.” JOÃO 3:13

Não podemos iniciar este tópico sem nos desculparmos novamente. Achávamos que o problema que havia dificultado as novas postagens havia sido solucionado, mas não fora. Agora sim, acreditamos tê-lo resolvido de forma definitiva, e só nos resta retomarmos o trabalho com a frequência de postagens que vínhamos mantendo.

O versísulo que vamos estudar é de uma beleza e profundidade impressionantes: “Ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o filho do homem, que está no céu.”

E começa a ficar claro quando observamos que o primeiro passo efetivo para o crescimento consciente é subir. E subir é direcionar-se para os padrões superiores. 

Podemos dizer que em cima nós temos os componentes perceptivos. Em cima temos os elementos direcionados, determinamos estratégias. Subir refere-se ao processo de adesão da criatura na busca da visualização de novos parâmetros, novas bases, representa a proposta do superconsciente. Assim, subindo nós buscamos instrumento de discernimento, de esclarecimento. Subindo nós encontramos a fé, e porque não falar que na subida estamos tentando entender Deus.

Porém, é muito importante a gente ter em conta que não basta apenas subirmos, pois, afinal de contas, essa subida depende de um respaldo operacional nosso.

E se no alto, na etapa ou faixa superior, em cima, nos planos de percepção, nós recebemos influxos orientadores, o plano operacional, por sua vez, está aqui embaixo, é daqui para baixo.

De nossa faixa para cima nós temos sintonia, e de nossa faixa para baixo afinidade. Como foi dito, eu subo captando valores, mas não posso operar em cima. Claro, as obras precisam se consolidar embaixo. Visualizamos o céu, mas estamos em contato com a terra. Subimos para encontrar a fé e temos que descer para realizar as obras. E descemos operando, pois embaixo representa  o que temos que operar.

Então, fica um lembrete imprescindível: aquele que pretende estar no piso de cima, que almeja evoluir, ascender, vai ter que descer, mas descer operando, fazendo.

Porque o que projeta o ser não é a informação, mas a formação de novos caracteres.

De forma que precisamos solidificar aqui (embaixo) esses elementos que visualizamos lá (em cima). Ocorre que os valores de princípio assimilados permanecem teoricamente em nós e pela faixa experimental incrustam-se em nosso interior, em nosso psiquismo.

Por isso, subir no céu e não descer do céu nos posiciona em um pseudo-ceu, em um céu que não é legítimo, que incomoda. Aprender e não fazer não nos oferece harmonia.

Vamos fazer como Zaqueu, ver Jesus de cima e estar com ele embaixo. Idealizar junto ao céu no plano das idéias e realizar na terra em um plano prático concreto. Fazer o que nos é solicitado na terra, mas fitando sempre o céu.

Vamos subir captando valores e descer operando. Inicialmente a busca, e depois uma linha extensora para além dos aspectos da retaguarda em nossa própria vida.

E na experiência de descer de Jesus aos necessitados nós estamos experimentando a ascensão. Para subir nós temos que descer operando, não há outra forma.

E quando operamos como agentes do bem nós entramos na posse de expressões bem mais avançadas.

Subir e descer. Não nos esqueçamos disso. Ao subir nós pesquisamos as faixas mais elevadas. Porém, ficar lá em cima, como muita gente adoraria, não tem jeito. Não adianta. É ilusão. O plano da ação que nos recebe é o que se situa de nossa faixa para baixo. Até podemos dizer que na área em cima, na parte superior, é possível que não tenha lugar para nós, provavelmente não tenha lá uma atividade a qual possamos desempenhar. Não há o que operacionalizar lá. Lá em cima não existe serviço para nós. Pelo que sabemos não existe o cargo de secretário de anjo.

Conclusão: temos que descer e sermos funcionários aqui embaixo mesmo. O campo de atuação é daqui para baixo.

Agora, outra questão muito importante. Temos que descer, sim. Descer operando, mas descer sem perder altura, isto é, descer com a mesma frequência de onda.


E descer com a mesma frequência é descer sob os padrões de sustentação vibracional de cima. É descer vigiando. Porque se descer sem vigilância a criatura acaba entrando na sintonia da sua própria complicação interior, que é o seu próprio subconsciente, que já falamos, exerce uma carga de pressão violenta sob nós próprios. Aí a descida pode ser transformar em verdadeiro desastre.

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