21 de mai de 2011

Cap 12 - O Filho do Homem - Parte 4

DINÂMICA PARA CRESCER

“13ORA, NINGUÉM SUBIU AO CÉU, SENÃO O QUE DESCEU DO CÉU, O FILHO DO HOMEM, QUE ESTÁ NO CÉU.”                                    JOÃO 3:13

É preciso ficar claro que sempre há uma linha entre o território em que estamos ocupando e aquele que pretendemos ocupar.

E a faixa em que nos situamos é interativa na parte em que a nossa mente consegue sintonizar e nas partes de nós para baixo em que podemos realmente operar.

Inicialmente nós sintonizamos com o patamar superior, e depois descemos operando para termos a conquista desse novo padrão. Porque, e temos batido sempre nessa tecla, a conquista real vai depender da obra, da ação, da dinâmica. Não queremos alterar o evangelho, nem somos loucos para isso, mas podemos, com muita tranquilidade, colocar no versículo referenciado acima um advérbio por nossa própria conta: Ninguém subiu, efetivamente, senão aquele que desceu. 

É fato que estamos recebendo de cima, que está havendo uma irrigação de componentes fertilizantes no território do nosso sentimento. E nós recebemos. Porém, para podermos ter acesso efetivo ao plano de onde dimanam as orientações de segurança e paz nós temos que refletir esses valores para frente, fazendo.

Ocorre que ao subir nós aprendemos e ao descer fazemos, e aquele que faz passa a possuir com plenitude o que aprendeu. Assim, a felicidade se encontra da seguinte forma: o trabalho deve ser um processo onde eu recolho, depois laboro e em seguida ofereço. Aí fica fácil concluir que não posso viver sozinho, eu preciso interagir com as pessoas em volta. Enquanto eu não colocar a linha de interação de forma bem nítida na minha vida o meu dar fica estiolado na base, desativado.

E é da lei que a gente sobe para aprender e desce para fazer. Não é algo que estamos inventando.

E se aprendeu de quem está no plano superior, e opera segundo o que esse superior lhe apresenta, a criatura passa a estar em igualdade por afinidade com esse que o orientou, e isso nada mais é do que uma mecânica de evolução.

Trabalhamos aqui porque pela experiência exercida nós entramos em campo igualitário (pela prática) com aquele que nos ensinou. E passamos a ter uma linha de ressonância, abrindo uma porta e entrando nela. Por isso, veja bem, o dar é que vai me colocar em linha de ressonância com aquele de quem eu recebi.

Pelo dar eu entro em uma relação sutil com a mesma linha de onde está dimanando a base informativa, e isso é bonito demais e também científico de se aprender. Então, eu tenho o dar e receber, ou o receber e dar, e quanto mais eu exercito o dar e o oferecer mais eu abro a engrenagem para receber novas aquisições.

Assim, o evangelho nos ensina: “Ao que tem lhe será dado, e ao que não tem até o que parece ter lhe será tirado.” Pelo aprendizado a gente visualiza a porta e pela aplicação a gente passa por ela, de onde vamos concluir que o passar na porta estreita é algo reservado a quem opera, a quem faz, a quem aplica.

O filho do homem é que está no céu, e esse estar no céu é a representação da harmonia.

E é esse subir e descer, esse processo harmônico, que garante a felicidade. Indica, como já dito, que subir no céu e não descer do céu é manter-se em um pseudo-céu, um céu que incomoda, que frustra, que desagrada. Subir e descer do céu define o plano do ser, e o ser não é estático. Isso mesmo. O ser não é estático. Não podemos estar feliz, temos que parar com isso de “eu estou feliz”, e ser feliz.

E por ser estático podemos dizer que o “ser” é o resultado de muitos “estar”. O ser, sem um constante vir a ser, é um nada, um vazio, um zero à esquerda. Porque ele está sem um ideal, sem uma dinâmica, sem um objetivo, sem uma meta. E para ser feliz é preciso estar em uma constante mudança, constante alteração.

De forma que aprendemos: a gente sobe e desce. E para subir tem que descer operando. Subimos para encontrar a fé, descemos para realizar as obras, e obra é o que projeta para novo piso, nova faixa, novo patamar. Sobe e desce, essa é a mecânica do crescimento, e cada vez que sobe procura um patamar mais alto na evolução.

Subir e descer, este é o ponto de equilíbrio, pois aqui estamos numa dinâmica operacional dentro do plano aplicativo de didática viva, e isso é o evangelho. E com certeza você já deve ter observado algo: que com essa sistemática a nossa caída, a nossa queda, vai tendo mais êxito, ou seja, nossas quedas, que vez ou outra podemos ter, passam a ocorrer em intervalos de tempo cada vez maior, e o que é mais importante, vamos passando a permanecer cada vez menos tempo dentro das regiões dela. É porque passamos a saber nos conduzir.

Se na subida tentamos entender Deus, na descida buscamos nos integrar com Deus.

E nesse processo de integração é que entra a mensagem do Cristo ao dizer “Eu e o Pai somos um.” Muito lindo isso. A unidade significa a integração com os padrões crísticos. E a chegada do filho do homem, que estamos estudando, a chegada dessa personalidade, que no plano prático da vida de qualquer um de nós não é uma personalidade, mas um estado de alma, coincide com a postura de cá para lá na linha de afinidade. Não mais para aprender conteúdo informativo ou teórico, mas que propõe uma afinidade com a linha formativa dos nossos caracteres de transformação pessoal. Por isso o filho do homem representa a instauração do Cristo na sua segunda vinda, não na primeira (e vamos esclarecer isso, sem deixar dúvida, quando trabalharmos o capítulo A Porta Estreita).

E fica um recado final neste tópico para ser lembrado: essa linha de subir e descer, toda essa sistemática de encadeamento, não tem como funcionar de forma produtiva se nós não nos mantivermos sintonizados com a virtude da humildade.

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