12 de jun de 2011

Cap 13 - Trabalhar é Viver - Parte 4

O MOMENTO É AGORA

PORQUE DIZ: OUVI-TE EM TEMPO ACEITÁVEL E SOCORRI-TE NO DIA DA SALVAÇÃO; EIS AQUI AGORA O TEMPO ACEITÁVEL, EIS AQUI AGORA O DIA DA SALVAÇÃO”. II CORÍNTIOS 6:2

É considerável o número de pessoas que se dizem interessadas na lavoura do bem. 

No entanto, para cultivá-la esperam a execução de negócios imaginários, a aquisição de poder, a solução de problemas, a realização de objetivos imprescindíveis, a posse do ouro fácil, a chegada de prêmios fortuitos. Esperam, esperam e esperam.

E complicando a própria estrada observam-se, de chofre, em presença da morte, quando menos contavam com semelhante visita. E o que queremos dizer com isso? Que muitos se despertam tão somente no instante da morte corporal, em soluços tardios.

Raras são as pessoas que conseguirão afirmar que desconhecem as tentações e os riscos do nevoeiro na estrada evolutiva. Realizar, crescer, ascender, evoluir, não é e nunca foi fácil. Mas todos nós hoje, transformados ao clarão da verdade, podemos caminhar por trilha adiante renascidos na alvorada do conhecimento superior para o trabalho da luz. Se experimentamos o coração chamado à verdade pelo esclarecimento do evangelho compreendamos que a salvação terá efetivamente chegado a nós. E, sobretudo, não nos detenhamos em frases de choro ou lamentação perdendo mais tempo sobre o tempo já perdido.

Reconheçamos com o apóstolo Paulo que o tempo sobremodo oportuno para a nossa salvação, ou melhor, para a corrigenda de nossos erros e aproveitamento da nossa vida chama-se agora. O momento não é outro, é agora. Se nós formos esperar melhores condições espirituais para servir talvez nem cheguemos a começar. Se nós formos esperar o saneamento completo do nosso psiquismo no campo dos débitos para iniciarmos as obras com certeza iremos ficar esperando indefinidamente e, provavelmente, nem iniciaremos nada.

E ninguém alegue desconhecimento do propósito divino. A ligação nossa com o Cristo e a comunhão com a divina luz não dependem do modo de se interpretar as revelações do céu. O dever, por ser mais duro, constitui a vontade do Senhor, e a consciência, sentinela vigilante do eterno, a menos esteja o homem dormindo ao nível do bruto, permanece sempre apta a discernir o que constitui obrigação e o que representa fuga. Mas é claro que sem estar bem vai ser muito difícil alguém cooperar bem com os outros. Temos que estar bem.

Mas também temos que começar a despertar o nosso campo de cooperação. Além do que, nós sabemos que a melhor maneira de esperar é fazer. Esperar fazendo, porque aquele que não espera operando quase sempre se decepciona. E nós todos provavelmente já passamos por experiência desse tipo, de decepção mediante a espera na inércia.

Dessa forma, nós iniciamos as obras portando as nossas deficiências e colocando a vontade divina acima de nossos desejos a vontade divina nos aproveitará sempre. Porque no momento em que estamos trabalhando interiormente é como se estivéssemos à mercê da destinação inteligente e sábia do criador.

Enquanto muitos esperam o apocalipse desabar nós temos o trabalho à nossa disposição.

Sim, isso mesmo. Continuamente conversamos com pessoas e elas reclamam do mundo. Que o mundo oferece frustração, dor, desespero, crueldade. Mas ele oferece também a capacidade de entender, de auxiliar, de exercer a compaixão, disponibiliza infinitas oportunidades de trabalho. Logo, o chão para semear, a ignorância para ser instruída, a lágrima para ser enxugada, a esperança para ser reerguida, a dor para ser consolada são apelos que o céu envia sem palavras ao mundo inteiro. E o problema não é gênero de tarefa, mas de compreensão da oportunidade recebida. Enfim, onde a vida nos situe aí recolheremos todo dia múltiplas ocasiões de fazer o bem. Em qualquer posição e em qualquer tempo estamos cercados pelas possibilidades de serviço com o salvador.

Muitas criaturas envolvidas em um reconforto amplo já se perguntam se a vida se resume à faixa de ação rotineira ou se existe algo para além da estrutura enlaçada nos compromissos meramente sociais e na busca das satisfações temporárias.

Porque a claridade que nos domina já nos faz questionar acerca do que temos feito. E realmente já sentimos no coração uma vontade grande de ser útil, já percebemos que precisamos oferecer alguma coisa mais à vida. Pelo levantamento de nossos potenciais analisemos até onde somos carentes e necessitados e onde inicia capacidade de cooperar como integrantes do batalhão socorrista.

A primeira mostra do desígnio da providência, seja onde for, aparece no dever a que somos chamados na construção do bem comum. Sejamos leais ao encargo que nos compete. É possível muitas vezes não correspondam aos nossos desejos, mas lembremo-nos de que Jesus não nos situaria o esforço pessoal onde nosso concurso fosse desnecessário. É preciso que cada um trabalhe na posição adequada em que está ajustado, não se fazendo indiferente às ordenações da máquina de trabalho.  

Além do que, o Senhor nunca nos solicitou o impossível, e nunca exigiu da criatura falível espetáculos de grandeza compulsória. Evidentemente, você não pode garantir a felicidade do mundo em que se encontra, de maneira constante, mundo este sob o impacto das lutas evolutivas que lhe orientam a marcha.

No entanto, ninguém está impedido de cultivar a terra em que vive, amparando uma árvore ou alentando uma flor. Não podes curar as chagas sociais indesejáveis, porém compreensíveis numa coletividade de espíritos imperfeitos que somos, em regime de correção e aperfeiçoamento, contudo, ninguém está impossibilitado de proceder honestamente e apoiar os semelhantes com a força moral do bom exemplo. Não podes socorrer a todos os enfermos que choram na terra, entretanto, ninguém está proibido de atenuar a provação de um amigo ou vizinho, propiciando-lhe a certeza de que o amor não desapareceu dos caminhos humanos.

Logo, não te afaste da prática do bem, sob o pretexto de nada conseguires realizar contra o domínio das atribulações que lavram o planeta. Persevera no serviço e prossegue adiante. Com boa vontade fiel Jesus nos auxiliará quanto ao resto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...