16 de jun de 2011

Cap 13 - Trabalhar é Viver - Parte 5

O MELHOR CAMPO

48E QUANDO O VIRAM, MARAVILHARAM-SE, E DISSE-LHE SUA MÃE: FILHO, POR QUE FIZESTE ASSIM PARA CONOSCO? EIS QUE TEU PAI E EU ANSIOSOS TE PROCURÁVAMOS. 49E ELE LHES DISSE: POR QUE É QUE ME PROCURÁVEIS? NÃO SABEIS QUE ME CONVÉM TRATAR DOS NEGÓCIOS DE MEU PAI?” LUCAS 2:48-49  

27TRABALHAI, NÃO PELA COMIDA QUE PERECE, MAS PELA COMIDA QUE PERMANECE PARA A VIDA ETERNA, A QUAL O FILHO DO HOMEM VOS DARÁ; PORQUE A ESTE O PAI, DEUS, O SELOU.” JOÃO 6:27

“22E SEDE CUMPRIDORES DA PALAVRA, E NÃO SOMENTE OUVINTES, ENGANANDO-VOS COM FALSOS DISCURSOS.” TIAGO 1:22

É fácil notar que o homem do mundo está sempre preocupado com os negócios referentes aos seus interesses efêmeros. De certa forma está sempre decidido a conquistar o mundo, mas nunca disposto a conquistar-se para a esfera mais elevada.

No entanto, deveria entender na iluminação de si mesmo o melhor negócio da Terra.

E falamos isso sem exagero nenhum, e sem nenhum traço de fanatismo. Deveria mesmo ter a iluminação interior como o seu trabalho imediato, porque esse representa o interesse da providência divina a nosso respeito. E o amar a nós mesmos não significa a vulgarização de uma nova teoria de auto-adoração. De forma alguma, pois para nós a egolatria já teve o seu fim, o nosso problema é de iluminação íntima na marcha para Deus. O reino do céu no coração dever ser o tema central de nossa vida. Pensemos nisso, tudo o mais é acessório.

Esse amor deve traduzir-se em esforço próprio, auto-educação, observação do dever, obediência às leis de realização e trabalho, perseverança na fé e desejo sincero de aprender com o mestre Jesus. O trabalho imediato dos tempos modernos deve mesmo ser a iluminação interior do homem, e para isso é preciso avançar no conhecimento superior, ainda que a marcha nos custe suor e lágrimas.

Avançar sempre, sem cessar, pois é preferível que a morte nos surpreenda em serviço a esperarmos por ela inertes em uma poltrona de luxo. E esse desafio a que nos referimos é fascinante. Não existe aventura mais apaixonante no curso da existência mortal do que o regozijo de atuar como sócio da vida material que se une à energia espiritual e à verdade divina. É uma experiência maravilhosa e transformadora tornar-se o canal vivo da luz espiritual para tantos irmãos que se encontram na escuridão do espírito. E só sente isso quem vibra e ama.

O tempo passa. Em seu ritmo inalterável ele segue, firme, constante, incansável. E se você acha que a solução do céu às suas rogativas demora, recorde que a inércia nada soluciona. Após haver rogado o favor da infinita bondade lembre-se que a hora de crise é a hora de luta, e também ocasião para os melhores testemunhos de fé. Todos, indistintamente, passamos por isso. Para qualquer um de nós chega sempre o minuto das grandes hesitações, todos somos surpreendidos pelo dia nublado de incerteza em que nos reconhecemos perplexos. Só não vale esquecer que a hora da incerteza é o instante da prece e que quando a sombra chega é o momento para se fazer luz.

O mundo é de luta. E pela vitória em cada etapa, antes de resolvermos o nosso problema entramos em um terreno que nos abre oportunidade ampla de cooperação.

No momento em que elegemos uma proposta de crescimento consciente notamos que a nossa aprendizagem, que era totalmente efetuada pelo impacto de fora para dentro, em cima de dificuldades sobre nós, passa a se fazer de forma suave e tranquila, mediante processo de crescimento pela própria tarefa que se desenvolve.

Ninguém é diferente de ninguém, todos buscamos a mesma coisa, reconforto e harmonia. Ao investirmos com carinho, abnegação, sacrifício e determinação no que aceitamos fazer nós aprendemos no trabalho e não mais debaixo das lágrimas, da tristeza e da frustração. Isso é que é importante para nós, estamos aprendendo algo novo agora, aprendendo a trabalhar para nos realizar.

O plano aplicativo nos terrenos do bem é hoje o melhor campo e o ponto positivo para se revolver problemas.

E guardemos uma coisa: se nós, necessitados, não trabalharmos como cooperadores ou doadores na faixa em que nos mantemos situados ficamos presos e amarrados às nossas carências. Quanto mais nos recolhemos a nós próprios mais apertado fica o cerco. E isso não é algo que eu estou inventando, é da lei!

O serviço é o preço da caminhada libertadora e santificante pelo qual sombras pretéritas são saneadas e dissipadas. Pode parece estranho, mas operando no bem liquidamos muita coisa de nosso passado complicado no encaminhamento da vida sem saber. É pela linha horizontal que estamos tentando resolver o problema particular da nossa vida. Só o trabalho digno confere ao espírito o merecimento indispensável a quaisquer direitos novos, fazendo algo pelo bem alheio para encontrarmos o nosso, ajudando para sermos ajudados, consolando para termos consolo. E a fixação do que recebo depende da minha capacidade de transferir. A concessão do que recebemos é sempre relativa, é para o trabalho. Conhecimento nos dá luz, no plano interior, trabalho dinamiza a luz no plano prático.

O trabalho em favor dos outros nos coloca em patamares de melhor compreensão da vida. E muitas vezes a compreensão e o trabalho nos campos do amor não subtraem o peso, mas propiciam o aumento da resistência no campo da força. No sufoco nós queremos a retirada do problema e os espíritos nos dão recursos.

Recebido o trabalho que a confiança celeste nos permite efetuar usemos a oportunidade para nossa elevação, pois somente pela cooperação encontramos a verdadeira segurança íntima. E pode ficar tranquilo, a partir do momento que você passa a dar, efetivamente, dentro de pouco tempo você vai estar atendido perfeitamente dentro de um suprimento da misericórdia, que tudo abrange.

O reino divino está dentro de nós. No entanto, o caminho para o reino de Deus, que está dentro de nós, passa pelo irmão em necessidade que está fora de nós.

De forma que todo trabalho é de ordem pessoal a ser operado em regime social.

Porque se trabalharmos sozinhos vamos aprender a viver e a felicidade não está no viver, está no conviver. Pelo viver elegemos estratégias interiores e valores pessoais e pelo conviver aprendemos a aplicar luzes que incrustamos interiormente.

O conviver define que a evolução é aqui dentro, no entanto, ela opera no campo interpessoal sempre. Então, o ponto fundamental da realização é o mundo íntimo e o laboratório para isso é o mundo exterior. Nós operamos e, consequentemente, trabalhamos o íntimo, opera-se e trabalha-se o íntimo. Vamos operar fora de nós no campo horizontal da vida, mas visando o nosso crescimento íntimo com segurança. E aquilo que fazemos aos outros é um instrumento que a espiritualidade nos concede para podermos trabalhar o nosso interior.

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