19 de jun de 2011

Cap 13 -Trabalhar é Viver - Parte 6

CREDE TAMBÉM EM MIM

“19TU CRÊS QUE HÁ UM SÓ DEUS; FAZES BEM. TAMBÉM OS DEMÔNIOS O CRÊEM, E ESTREMECEM.” TIAGO 2:19

“30AMARÁS, POIS, AO SENHOR TEU DEUS DE TODO O TEU CORAÇÃO, E DE TODA A TUA ALMA, E DE TODO O TEU ENTENDIMENTO, E DE TODAS AS TUAS FORÇAS; ESTE É O PRIMEIRO MANDAMENTO. 31E O SEGUNDO, SEMELHANTE A ESTE, É: AMARÁS O TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO. NÃO HÁ OUTRO MANDAMENTO MAIOR DO QUE ESTES.” MARCOS 12:30-31 

“1NÃO SE TURBE O VOSSO CORAÇÃO; CREDES EM DEUS, CREDE TAMBÉM EM MIM.” JOÃO 14:1  

“5SUA MÃE DISSE AOS SERVENTES: FAZEI TUDO QUANTO ELE VOS DISSER.” JOÃO 2:5  

“14VÓS SEREIS MEUS AMIGOS, SE FIZERDES O QUE EU VOS MANDO.” JOÃO 15:14

Todos os homens da Terra, sem exceção, até os próprios materialistas, crêem em alguma coisa. Isso é fato. No entanto, aquele que apenas crê admite, e sempre vai depender dos elementos externos nos quais coloca o objeto de sua crença.

Então, crer todos crêem. Realmente todos crêem, e poucos são aqueles que se iluminam. E aquele que se ilumina vibra e sente. E é livre das influências exteriores por haver bastante luz em seu íntimo. E havendo luz dentro não há escuridão em lugar algum. E vencemos corajosamente nas provações. Aquele que se ilumina cumpre a missão da luz sobre a terra. Não basta acreditar para que os sagrados deveres estejam totalmente cumpridos. Obrigação primordial é o esforço, o amor ao trabalho, serenidade nas provas, sacrifício pessoal, entender o evangelho, buscando luz divina para execução dos trabalhos que nos competem.

Falamos em evangelho e pensamos em caridade. A primeira caridade começa e está contida no primeiro mandamento: amar a Deus. Então, veja bem, não é largar Deus, o amar a Deus vem em primeiro lugar. E não é apenas crer em Deus, é amar Deus! Pois os espíritos perversos também sabem que Deus existe e crença por crença há nos planos superiores e inferiores. Além do que, o amor a Deus precisa se manifestar através de realização junto às criaturas filhas dele, afinal, o amor não pode ficar restrito a um plano contemplativo e teórico.

Sim, já acreditamos e reverenciamos a Deus. Temos que crer em Deus amando-o, mas para que tenhamos paz no coração temos que crer também em Jesus (“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.”).

Porque esse amor ao próximo define a manifestação crística, a ingestão crística, a expressão do Cristo em nós, a forma como esse amor se exterioriza, se dinamiza e circula no universo cumprindo o seu papel. Logo, é amar a Deus e crer em Jesus operando. Afinal, importa saber o que estamos fazendo de nossa crença, pois não fomos trazidos à comunhão com Jesus somente para o ato de crer.

Não vale confiar em Jesus e não fazer nada. Crer em Jesus é crer não apenas no sentido restrito de acreditar, é crer operando com aquilo que ele está ensinando, é realizar com aquilo que ele nos propõe, é integrar-se em um trabalho com Ele.

Não te iludas fixando-te exclusivamente em afirmações labiais de fé no Senhor, sem adesão do próprio esforço ao trabalho edificante que nos foi reservado.

Há quem admire a glória do evangelho, porém, a admiração apenas pode transformar-se em êxtase inoperante. Há quem confie no mestre, mas confiança estagnada pode ser força inerte. Ele disse que seremos seus amigos se fizermos o que ele manda. E o conselho de Maria aos serventes, no sentido de “fazerem tudo o que ele vos disser”, foi colocado no princípio de seus trabalhos.

Logo, podemos reverenciar o Cristo aqui e ali, dessa ou daquela forma, resultando invariavelmente alguma vantagem em semelhante norma externa, mas para lhe usufruirmos a sublime intimidade é forçoso ouvirmos a sua afirmação categórica de fazer o que nos manda. Evangelho não nos convida à confiança preguiçosa nos poderes do Cristo, qual se estivéssemos assalariados para funcionar em claques de adoração vazia. Porque não basta acreditar nos fenômenos ou na palavra superior para que os sagrados deveres estejam totalmente cumpridos.

Não basta crer intelectualmente no divino mestre, necessário aplicá-lo a nós próprios.

Ele mesmo não se limitou a induzir, demonstrando a própria união com eterno, e consagrou-se a substancializá-lo na construção do bem de todos. Não podemos compreendê-lo sem a integração prática nos seus exemplos. Cabe-nos contribuir na extensão do reino de Deus. Por muito alta a confiança de alguém no poder divino isso não lhe confere o direito de reclamar o bem que não fez.

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