30 de jul de 2011

Cap 15 - Os Vestidos e os Panos - Parte 2

COMPRAR OURO E ROUPAS BRANCAS

“ACONSELHO-TE QUE DE MIM COMPRES OURO PROVADO NO FOGO, PARA QUE TE ENRIQUEÇAS; E ROUPAS BRANCAS PARA QUE TE VISTAS, E NÃO APAREÇA A VERGONHA DA TUA NUDEZ; E QUE UNJAS OS TEUS OLHOS COM COLÍRIO, PARA QUE VEJAS.” APOCALIPSE 3:18 

O apocalipse nos aconselha a comprar ouro e roupas. Ouro para nos enriquecermos e roupas brancas para vestirmos. O ouro é metal nobre, diz-se daquilo que tem muito valor, que apresenta uma preciosidade, ou melhor, é aquilo que existe de mais valioso, representa a concepção daquilo que eu tenho de melhor.

Em termos espirituais, o ouro é aquele componente que vai me proporcionar segurança, porque essa é a idéia que as pessoas têm em relação à sua aquisição. Simboliza a conquista de recursos que apresentam a capacidade de nos proporcionar segurança. E como a nossa segurança deve estruturar-se na ação, é a concepção do que nós temos de melhor e mais valioso em nossa faixa de doação.

Enquanto o filho do homem está vestido até os pés com um vestido comprido, nós, por outro lado, apresentamos de algum modo determinadas falhas em nossa vestimenta. Assim, não tem outra, temos que comprar nossas vestes porque no sentido espiritual, ou espiritualmente falando, não tem como a gente ganhar roupa.

Resta-nos fazer uma análise acerca da distinção entre comprar o produto e simplesmente ver a propaganda. Comprar é diferente e está para além de apenas assistir o comercial. A compra exige sacrifício. De repente você pode até dizer: “Não, eu não faço esforço nenhum, eu compro pela internet.” Ora, deixando a brincadeira de lado você entendeu o que queremos dizer, a compra pressupõe o desprendimento de valores para a aquisição do componente que vai se incorporar de forma definitiva ao patrimônio da criatura. Logo, primeiro vem a hora do conhecimento, de conhecer as suas características, depois a necessidade de investir.

A compra exige paciência e sacrifício. E a sagrada escritura vai mais longe ainda: “Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez.”

O ouro tem que ser provado no fogo, o que indica o trabalho na aplicação dos valores, que, por sinal, vai exigir sacrifício. É por isso que é comprar ouro provado, porque somente a prova é capaz de projetar o ser nas linhas da evolução.

A prova é aquilo que atesta a veracidade ou autenticidade de alguma coisa, é a demonstração evidente, é conferir com os respectivos padrões. Ouro provado no fogo denota o substrato de aplicabilidade concreta, mede o grau do investimento.

A prova é a aferição, consiste em saber se eu estou apto a passar para a fase seguinte.

Quem não compra roupa, elaborada pelas ações de dentro para fora, fica nu. Ficar nu é estar privado de vestuário, é o mesmo que ficar sem cobertura, exposto, sem nada, vazio, destituído.

No aspecto espiritual, que é o que nos importa, nu aponta aquela individualidade que não conseguiu tecer pelas suas próprias conquistas pessoais a sua tessitura vibracional.

Agora, veja bem, a nudez por si não é problema. Quem é nu por natureza está tranquilo, está no seu patamar, não se sente incomodado, não demonstra vergonha.

O problema da nudez é quando nós perdemos os nossos vestidos, é quando ela passa a irradiar vergonha. Aí ela passa a expressar toda a sombra da nossa personalidade. Lembra do Adão? Pois é, ele se escondeu quando reconheceu a sua própria nudez porque havia se alimentado da árvore do conhecimento (e isso é assunto lá prá frente).

No momento, nos basta saber o que temos irradiado à vida. “Aconselho-te que de mim compres”. De quem temos comprado nossas vestes? Temos nos esforçado para adquirir componentes de segurança do Cristo, ou estamos satisfeitos com as vestimentas singulares comercializadas nos ambientes do mundo?

26 de jul de 2011

Cap 15 - Os Vestidos e os Panos - Parte 1

OS VESTIDOS

“E, ENSINANDO-OS, DIZIA-LHES: GUARDAI-VOS DOS ESCRIBAS, QUE GOSTAM DE ANDAR COM VESTES BRANCAS COMPRIDAS, E DAS SAUDAÇÕES NAS PRAÇAS,” MARCOS 12:38

“12E VIREI-ME PARA VER QUEM FALAVA COMIGO. E, VIRANDO-ME, VI SETE CASTIÇAIS DE OURO; 13E NO MEIO DOS SETE CASTIÇAIS UM SEMELHANTE AO FILHO DO HOMEM, VESTIDO ATÉ AOS PÉS DE UMA ROUPA COMPRIDA, E CINGIDO PELOS PEITOS COM UM CINTO DE OURO.” APOCALIPSE 1:12-13  

“TENDO, POIS, OS SOLDADOS CRUCIFICADO A JESUS, TOMARAM AS SUAS VESTES, E FIZERAM QUATRO PARTES, PARA CADA SOLDADO UMA PARTE; E A TÚNICA TAMBÉM. A TÚNICA, PORÉM, TECIDA TODA DE ALTO A BAIXO, NÃO TINHA COSTURA.” JOÃO 19:23

“E ESTAVA VESTIDO DE UMA VESTE SALPICADA DE SANGUE; E O NOME PELO QUAL SE CHAMA É A PALAVRA DE DEUS.” APOCALIPSE 19:13

“E EU DISSE-LHE: SENHOR, TU SABES. E ELE DISSE-ME: ESTES SÃO OS QUE VIERAM DA GRANDE TRIBULAÇÃO, E LAVARAM AS SUAS VESTES E AS BRANQUEARAM NO SANGUE DO CORDEIRO.” APOCALIPSE 7:14

O vestido é um envoltório periférico, e em seu sentido espiritual a vestimenta é campo irradiador. O vestido, ou a vestimenta da alma, é o que se manifesta, vem definir a emissão de dentro para fora e não o revestimento de fora para dentro.

No fundo, ele é elaborado pelo que se irradia de nós. O nosso vestido, com legitimidade, é decorrente da irradiação, oriundo das manifestações intrínsecas nossas. Em tese, vestido é resultante da irradiação intrínseca da criatura, ou em decorrência do que se irradia dela, esse é o vestido espiritual. Esses vestidos são planos de comunicação, são elementos irradiadores, essa veste essencial do ser é a aura dele. Esse vestido representa o nosso eu e toda a nossa estrutura psicofísica, energética, nosso grau de sensibilização maior ou menor.

É por ele que nós recolhemos os elementos indutores, sejam positivos ou negativos. Nossos vestidos são como nós somos vistos, como nos fazemos perceber, como somos percebidos. Afinal, somos conhecidos pelo que irradiamos.

E essa vestimenta fala do nosso corpo perispiritual, que é, sem dúvida, um fator de identificação pessoal e inegável. Apresenta um peso específico e nos situa onde é a nossa realidade. Por isso, não adianta alguém querer fantasiar ou inventar. É dentro desse plano de realidade pessoal que nós vamos nos apresentar no plano de realidade da própria vida. Os que gostam de andar com vestes brancas (“E, ensinando-os, dizia-lhes: Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes brancas compridas, e das saudações nas praças,” Marcos 12:38) são aqueles que buscam apresentar exteriormente algo que não condiz com os seus valores íntimos. É tentar mostrar por meio de ações periféricas o que ele não é no plano essencial, é demonstrar apenas a aparência.

O filho do homem tem vestes brancas e apresenta-se trajado até o pé com um vestido comprido (“12E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro; 13E no meio dos sete castiçais um semelhante ao filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro.” Apocalipse 1:12-13).

O adjetivo comprido significa extenso, maior. Logo, o vestido comprido indica a exteriorização ampliada do que estava presente na intimidade desse representante divino. Esse vestido até aos pés de uma roupa comprida indica uma expressão uníssona, plena, que não é composta de pedaços, mas um ponto completo, íntegro, sem alterações, sem falhas. Amplo, não fica nada de fora.

É o símbolo da verdade, uma imagem indicativa da harmonia, alegoria da união integral e perfeita entre o conhecimento e a aplicabilidade. Indica toda a autoridade e grandiosidade do ser, dos pés até a base mais elevada a serviço do criador.

E conta-nos o evangelho que o mestre Jesus vestia uma túnica tecida toda ela de alto a baixo, sem costura, na hora suprema do seu calvário (“Tendo, pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram as suas vestes, e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e a túnica também. A túnica, porém, tecida toda de alto a baixo, não tinha costura.” João 19:23). O texto é bastante claro, a túnica do príncipe da paz era inconsútil, ou seja, não tinha costuras. A moral do Crucificado não apresenta aspectos divergentes, não tem ambiguidade, não tem contradições, é uma moral pura, sã, completa, imaculada.

O verbo de Deus encarnado não emitiu sons discordantes, não enunciou frases dúbias, não articulou palavras ocas, não produziu ecos confusos. Os seus ensinamentos constituem um corpo doutrinário sem remendos, sem peças justapostas, sem costuras para forçar a adesão de retalhos ou de partes entre si destacadas. Não era composta de pedaços, mas representa um todo completo, perfeito, definido, inteiriço, harmônico, claro, conciso, congruente, positivo e firme. A união integra e perfeita, o emblema da confraternização universal irmanando os homens todos, filhos do divino Pai, em uma única família.

Interessante esta colocação do Apocalipse: “E estava vestido de uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a palavra de Deus.” Apocalipse 19:13. Ao longo das nossas reencarnações temos lutado para branquear os nossos vestidos. E essa expressão “salpicada de sangue”, por si, sugere experiências anteriores vivenciadas na carne, no plano físico, nos territórios materiais do planeta.

E nós sabemos que os espíritos elevados que nos orientam do plano superior são aqueles que se imolaram no passado. Os holocaustos desses benfeitores apresentam toda uma expressão tinta de sangue pelos sacrifícios, pelos testemunhos sem medida, os elementos espirituais que nos guiam e nos auxiliam na jornada evolutiva para Deus são esses que apresentam as suas roupas tintas de sangue. São aqueles mártires que se imolaram no decorrer dos séculos.

Uma enormidade deles são aqueles que testemunharam nas arenas romanas. Está certo que alguns não foram devorados nos circos pelos leões, no entanto, apresentam consigo a mancha do sacrifício, constituem aqueles que avançaram no terreno dos séculos, e esses elementos reencarnaram com mentalidade nova.

23 de jul de 2011

Cap 14 - Persistir é Vencer - Parte 7 (Final)

PACIÊNCIA

“PORTANTO, MEUS AMADOS IRMÃOS, SEDE FIRMES E CONSTANTES, SEMPRE ABUNDANTES NA OBRA DO SENHOR, SABENDO QUE O VOSSO TRABALHO NÃO É VÃO NO SENHOR.” I CORÍNTIOS 15:58

A vida é assim, resolvem-se problemas, permanecem as lutas. É preciso uma marca decisiva dentro de nossas realizações, saber selecionar valores, pensamentos e atitudes, e deixar que a serenidade gerencie nossas ações.

Conservemo-nos na força da paciência e onde estejamos façamos sempre o melhor, porque todo progresso humano surge da paciência divina. Em qualquer circunstância esperemos com paciência, mantendo-nos confiante, embora a preço de sacrifício, pois sem paciência os mais altos projetos resultam em frustração.

Paciência é a ciência da paz, componente fundamental da libertação, a virtude que afere a conquista legítima, que tem por objetivo nos trazer a capacidade de refletir, projetar e traçar melhores estratégias de vida. Sobretudo, é a capacidade de verificar a dificuldade ou o desacerto nas engrenagens do cotidiano, buscando a solução do problema ou a transposição do obstáculo, sem toques de alarde e sem farpas de irritação.

Se paciência é saber esperar, a esperança não é inação, não vale a esperança com inércia.

O tijolo serve na obra, mas as nossas mãos devem buscá-lo, entre o objetivo e a meta faz-se imperativo o esforço constante e inadiável. Esperar significa persistir sem cansaço e alcançar expressa triunfar definitivamente. Logo, a paciência não tem caráter acomodatício, é sinônimo de intensificação e continuidade, é perseverar, ter calma e investir naquilo que a gente elege. A natureza ensina que a fonte, ajudando onde passa, espera pelo rio e atinge o oceano; a árvore, prestando incessante auxílio, espera pela flor e ganha a bênção dos frutos. E a enxada que espera, imóvel, adquire a ferrugem que a desgasta; e o poço que espera, guardando águas paradas, converte-se em vaso de podridão.

A verdadeira paciência é sempre a exteriorização da alma que realizou amor em si mesma para dá-lo a outrem pela ação de seu exemplo. 

Em todos os aspectos da paciência recordemos o mestre Jesus. Ele tem paciência conosco. Nunca obrigou, constrangeu ou perseguiu quem quer que fosse para que esse alguém pudesse incorporar. Nunca se apassivou diante do mal, conquanto lhe suportasse as manifestações, diligenciando meios de modo a tudo renovar para o bem. E se revelou tão paciente que não hesitou em regressar, depois da morte, ao convívio das criaturas humanas que o haviam abandonado. 

Sim, ele desce da espiritualidade solar para dissipar-nos a sombra, negamos-lhe guarida, mas ele não nos priva de sua augusta presença. Assim, lembremo-nos dessa paciência perfeita que nos beneficia e cultivemos a paciência para com todos os outros irmãos.

A misericórdia de Deus nos deu paciência e tem gente que não a usa e acaba perdendo-a. E essa deficiência nasce geralmente da aflição doentia com que aguardamos ansiosamente os resultados de nossas ações, sequiosos de destaque pessoal no imediatismo da Terra. Queremos uma resposta imediata do mundo aos nossos anseios e esquecemos que no bem e no mal tudo vem a seu tempo: primeiro a semente e depois os frutos. Embora nos atormentemos pela escuridão da madrugada a alvorada não brilha antes da hora prevista. Interessados no fruto da árvore não o colheremos antes do justo momento. Logo, paciência, porque o fruto que nutre representa, às vezes, um ano inteiro de trabalho silencioso da árvore generosa, e se cada noite é nova sombra cada dia é nova luz.

E, sem dúvida, hoje temos nossos interesses, uma ótica centrada no agora. Mas a misericórdia do alto vê sob uma ótica que envolve o ontem e o futuro, a curto, médio e longo prazo. Às vezes, nós temos uma proposta que vai ser cumprida muito mais à frente, porque é preciso esperar o encaminhamento natural das circunstâncias e dos fatos.

É algo para pensar. Não desfrutaríamos paz no triunfo aparente sem resgate aos débitos que nos encadeiam ao problema e à dificuldade, tampouco repousaríamos ante a exigência do credor que nos requisita. Os nossos planos de ventura serão materializados pelo destino, porém, estamos presos a círculos de certas obrigações. É necessário liquidarmos com paciência as dívidas que contraímos perante a lei, e não adianta fechar a cara.

A pretexto de garantirmos a própria serenidade não nos demoremos na inércia.

Sejam quais forem nossas dificuldades e objetivos esperemos fazendo em favor dos outros o melhor que pudermos. Se provas imperiosas nos mantém encarcerados nas grades constringentes do dever satisfaçamos com paciência as obrigações a que enlaçamos, administrando a oportunidade de operar no bem na retomada de uma posição segura.

Temos que lutar e nos aprimorar trabalhando e realizando com Jesus, confiantes no futuro e na certeza de que a vida de hoje nos espera amanhã. Paciência e determinação traduzem obstinação pacífica na obra que propomos realizar. 

Logo, sigamos em frente, como quem tem a certeza que a colheita farta pede terra abençoada pelo arado, saneando o destino e vivenciando positivamente os acontecimentos que nos visitam, de modo que a nossa esperança seja convertida em luz.

E lembremos: o papel do seguidor do evangelho não é colocar uma bíblia debaixo do braço e sair a pregar, mas saber viver situações de apaziguamento. E é muito mais importante lição silenciosa no tempo do que verbalismo apressado na hora da ocorrência.

19 de jul de 2011

Cap 14 - Persistir é Vencer - Parte 6

A DECISÃO E O MOMENTO DA ESCOLHA

“A LEI E OS PROFETAS DURARAM ATÉ JOÃO; DESDE ENTÃO É ANUNCIADO O REINO DE DEUS, E TODO O HOMEM EMPREGA FORÇA PARA ENTRAR NELE.” LUCAS 16:16  

Os conhecimentos que nos visitam na atualidade sugerem de nossa parte uma firme adesão em um sistema reeducativo e operacional no bem. É preciso adotar estratégias dentro de um plano de crescimento consciente, e a transformação e alcance do objetivo que propomos realizar exigem dinâmica continuada.

Aliás, o êxito representa a capacidade de realizarmos aquilo que está proposto.

O berço nos confere a existência, mas a vida é obra nossa, viver bem não pode ser algo levado a efeito de qualquer maneira. Podemos resumir dizendo que tudo depende de uma postura de decisão nossa. Decisão signfica o coroamento, representa o ápice daquilo que a gente já pode realizar, é o ponto de ousadia e implica sempre em desconexão, ela é resultante da desconexão e da fé.

Se todos nós buscamos ascensão e luz não existe projeção libertadora do ser sem uma programação, não existe libertação renovadora sem planejamento prévio.

Os companheiros espirituais investem nos potenciais que conseguimos levantar em nós mesmos. Espíritos superiores estão a investir em nossas fragilidades, no entanto, o aproveitamento final depende de nós, vamos evoluir em função da nossa determinação pessoal. Existe um desafio lançado no sentido de aprendermos a administrar os componentes que nos circundam, sejam eles favoráveis ou difíceis, reconstruir e dar nova forma a uma estrutura já formada. Aliás, seremos amplamente felizes se, em meio às decepções que nos atingem, soubermos identificar os caminhos seguros de soluções no reencontro da harmonia.

Somos aferidos sempre pelo nosso grau de disposição realizadora, pela nossa determinação em fazer, não propriamente por aquilo que já possuímos. Aquilo que já possuímos quem sabe já está gasto, saturado no tempo e no espaço, pode ser coisa passada. Não é difícil compreender isso, basta olharmos no mundo do trabalho, nas linhas seletivas de pessoal, nos critérios de seleção das empresas.

Tanto no plano social como no empresarial os investidores estão atrás de quem tem iniciativa, quem quer vestir a camisa, quem não faz corpo mole e não levanta apenas problemas e limitações. Uma das coisas boas é poder lidar com quem quer crescer, quem apresenta índole de manifestação de seus potenciais.

Muitas vezes é melhor investir naquele que quer se afirmar do que trabalhar com quem acha que se firmou. E se no meio material isso ocorre, no plano espiritual essa valorização se faz com uma nitidez e aprofundamento ainda maiores.

É grande o número de pessoas que falam que não compreendem os textos bíblicos e que falta objetividade a eles. Porém, no que se refere às sagradas escrituras estamos estudando em cima de registros figurados, e não de valores objetivos.

E o registro figurado, que normalmente vige por parte dos reveladores, insere uma soma muito ampla de informações que nós vamos conseguindo abranger segundo o nosso próprio crescimento. Sendo assim, o conteúdo bíblico é um conteúdo que vai permanecer, ele não tem que ser renovado de maneira objetiva. Apresenta sentido amplo de revelação, e em razão disso não pode ter uma diretriz de percepções restritas, o que denota a necessidade de o trabalharmos sob o aspecto globalizado.

Várias pessoas costumam questionar porque o evangelho não é tão objetivo. Parece que gostariam que ele fosse como uma cartilha com suas opções devidamente programadas: Em determinada situação aja dessa forma, em outra faça daquele jeito, e assim por diante. Porém, não nos esqueçamos que as profecias apresentam conteúdo abrangente de modo a ser trabalhado em conformidade ao patamar íntimo de cada um. Além do que, sua linguagem não é tão objetiva para não interferir no sagrado momento de decisão do espírito. Pois na eventualidade de se ter um evangelho simples e objetivo, como uma cartilha, sem o conteúdo ampliado que ele propõe, não seríamos filhos de Deus, mas autômatos dele.

Os componentes informativos nos chegam de fora para dentro por assimilação. Estamos de posse do conhecimento por inúmeras formas, várias experiências, pela cooperação de diversas pessoas. Agora, na hora da aplicabilidade a decisão é nossa, na hora da aplicabilidade do valor assimilado vai ser uma decisão sem interferência exterior, é uma postura totalmente calcada na espontaneidade do ser. Não é para nos inquietarmos, porém, vamos ter momentos em que é preciso decidir sem a proteção ostensiva. É assim, no instante do testemunho estaremos sempre sozinhos com as nossas aquisições íntimas.

Diante de dificuldades mais profundas e expressivas costumamos ter a sensação de estarmos sozinhos. Mesmo à frente da porta estreita, dilatando conquistas eternas, iremos também só, e a sensação de estar só é que nos projeta para plano mais avançado no campo da segurança. É aproveitar a chance.

Quantas vezes vivemos sozinhos o processo, e em volta está toda uma equipe espiritual nos observando e rezando. Só que eles não podem interferir porque senão cerceiam a oportunidade nossa do passo à frente. E todas as vezes que uma entidade complicada encontra campo de conexão conosco pela nossa escolha infeliz no campo da sintonia, entidades outras estarão a postos para tentarem neutralizar essa influência. No entanto, elas têm que obedecer a um padrão optativo ou de opção de cada um de nós.

Então, nunca a ajuda espiritual vai ter caráter constrangedor, a misericórdia divina não projeta os seres ao nível do empurrão. Quem nos empurra às vezes é a vida, não o criador. E os espíritos não impõem, eles alertam. Da mesma forma quando nos deparamos com uma criatura que está ainda acentuadamente envolvida em uma padronização materialista e sufocamos pela nossa ótica o meio de vida dessa criatura. Ora, não se pode violar a postura de ninguém.

O momento de decidir é o momento de investir. De apostarmos em nós sob o amparo maior. E na hora de investir vale a certeza da fé. Vale a firmeza. E que entre a nossa necessidade pequena e o poder celeste supremo não paire dúvida.

16 de jul de 2011

Cap 14 - Persistir é Vencer - Parte 5

RETER E GUARDAR

“MAS AQUELE QUE PERSEVERAR ATÉ AO FIM SERÁ SALVO.” MATEUS 24:13

“NÃO NOS DESANIMEMOS DE FAZER O BEM, POIS, A SEU TEMPO CEIFAREMOS, SE NÃO DESFALECERMOS.” GÁLATAS 6:9 

“NADA TEMAS DAS COISAS QUE HÁS DE PADECER. EIS QUE O DIABO LANÇARÁ ALGUNS DE VÓS NA PRISÃO, PARA QUE SEJAIS TENTADOS; E TEREIS UMA TRIBULAÇÃO DE DEZ DIAS. SÊ FIEL ATÉ À MORTE, E DAR-TE-EI A COROA DA VIDA.” APOCALIPSE 2:10

“25MAS O QUE TENDES, RETENDE-O ATE QUE EU VENHA. 26E AO QUE VENCER, E GUARDAR ATÉ AO FIM AS MINHAS OBRAS; EU LHE DAREI PODER SOBRE AS NAÇÕES.” APOCALIPSE 2:25-26

“LEMBRA-TE, POIS, DO QUE TENS RECEBIDO E OUVIDO, E GUARDA-O, E ARREPENDE-TE.” APOCALIPSE 3:3

“CHEGAI-VOS A DEUS, E ELE SE CHEGARÁ A VÓS. ALIMPAI AS MÃOS, PECADORES; E, VÓS DE DUPLO ÂNIMO, PURIFICAI OS CORAÇÕES.” TIAGO 4:8

Em diversas ocasiões, é muito comum a gente ficar cogitando acerca do que temos que fazer, do que precisamos fazer. E enquanto nos matemos nessa parte tudo fica muito precário, muito duvidoso, porém, à medida que vamos investindo na realização da proposta, na materialização da idéia, é como se iniciasse o funcionamento de uma máquina geradora de curso d’água. Passa a ocorrer de forma normal, contínua, não tem que ficar alimentando o processo pelo consciente, o mecanismo passa a ser alimentado e realimentado pelo próprio impulso interior.

Não é como se fosse algo inconsciente, não é isso, a sistemática apenas se torna automática, vamos trabalhando de maneira continuada. Por isso é preciso em toda empreitada nova alimentar e realimentar a vontade com material pujante, pois aquilo que objetivamos não está ainda incorporado ao psiquismo, é preciso reter.

A mudança que queremos em nossa vida não se dá pelo constrangimento, pelo bloqueio, pelo cerceamento, mas por uma capacidade assimilativa. Isso tem que ficar claro, a proposta é assimilação. É necessário que outro elemento, um valor novo, seja capaz de apresentar um grau de interesse acima daquele ponto a ser superado, porque se ocorrer apenas um tamponamento no interesse é capaz daquilo voltar novamente, e voltar ainda de forma bem mais intensa.

Não tem mistério, a metodologia do crescimento implica em repetição, em uma valorização das oportunidades, e é por isso que estamos aqui repetindo coisas, batendo em ângulos muitas vezes já conhecidos nossos. De forma resoluta, lutemos para fixar os componentes novos no intuito de apaziguarmos o espírito, porque o nosso estado de alma, esse embrião do filho do homem, está mais ou menos automatizado pelo tempo em que permanecemos no estado negativo. E paciência e perseverança para toda a conquista legítima, afinal de contas, a questão é nós mantermos esse elemento, o embrião, fertilizado.

A vontade abastecida, continuamente sustentada com carinho e determinação, comumente propicia nosso êxito, pois é capaz de criar um campo magnético suficientemente capaz de comparar-se e até mesmo superar o magnetismo irradiador da nossa intimidade.

Ou seja, a nossa maneira de ser, nossa forma habitual de agir, cria uma aura específica que segura, prende e garante a forma de ser, que entretece o nosso campo mental com o automatismo. Mas a vontade fixa e determinada é capaz de gerar, através de um dínamo instaurado no coração, um campo também suficientemente forte para promover a desvinculação e a entrada em um terreno novo de vida.

O processo precisa ser fixado na perseverança, o sistema de aprendizado é embasado sob o ângulo da experiência e repetição. A fixação (sedimentação dos valores conquistados) decorre da repetição e por isso o evangelho ensina que “aquele que perseverar será salvo.” Isso tem que ficar bem claro, precisa ser compreendido. Porque a experiência única não tem condição de sobrepor-se ao condicionamento da criatura.

O evangelho, quando fala em vencer, refere-se ao vencer a si mesmo. Porque  sabemos que há muita gente vencendo no mundo (exterior), mas sendo derrotada em seu mundo (íntimo).

“Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o. E arrepende-te.” (Apocalipse 3:3) O arrependimento é o processo inicial do crescimento. O guarda-o e arrepende-te quer dizer que precisamos guardar o que nós temos e nutrir um processo de recomposição do destino relativamente ao que temos feito até agora. Porque aquele campo novo que nós dinamizamos, mediante uma segurança e certeza que a fé é capaz de alimentar na mudança, para que ele seja automático na irradiação dessa energia ele tem que ir escapando gradativamente da chamada atividade mantenedora e consciente. O guardar não é guardar na gaveta ou na geladeira, é guardar consigo no sentido de realizar.

O crescimento nosso se faz mediante um processo, e em qualquer pessoa não tem como ser diferente. O processo é o mesmo para todos. A etapa inicial é a informação, pela qual uma chuva de recursos provenientes do plano superior nos penetra de forma sutil. Esse é o plano informativo, desce do alto uma chuva de recursos, que quando nos atingem penetram de maneira suave, é como se fosse um esboço, e que podem desaparecer em contato com as pirâmides de sombra da nossa personalidade milenar. Isso que recebemos pode desaparecer diante da soma da repetição que já temos dentro de nós em inúmeros reflexos.

E temos que reter essas informações com persistência para serem utilizadas de forma segura diante das circunstâncias que nos chegam. É preciso reter e guardar ao nível da aplicação se quisermos conquistar. Guardar aqueles valores que puderam ser perfeitamente assimilados no campo perceptivo e intelectivo, mas não é guardar no sentido de arquivar mnemonicamente, ou seja, na memória, significa guardar mantendo acesos os caracteres positivos no sentido operacional, no campo da aplicabilidade, no âmbito aplicativo. Então, esse guardar significa na essência realizar os valores que nos chegam, e reter é perseverar.

Porque se eu retenho esses valores recebidos eu começo a gestar caracteres novos em mim. 

Da informação eu passo a dar forma, começo a formar novos padrões, e isso é  reter. Não tem como progredir sem fixar, tem que insistir para que esses novos padrões ganhem corpo, e se eu retenho o que recebi vou notar que aquilo conseguiu penetrar porque na minha faixa eu fiz, na minha órbita eu apliquei, realizei.

É como na parábola do joio e do trigo, a questão é continuar a semeadura. E os reflexos que estavam presentes em nós começam a perder autoridade, embora não tenham sido extirpados. E o componente novo que chegou inicialmente pela informação passou a incorporar o meu terreno, já é o meu valor.

O nosso campo íntimo é um ponto acolhedor, um vaso receptivo. Captamos de cima a verdade e essa verdade se transforma em vida quando nós continuadamente aplicamos esses valores novos em nossa personalidade, os novos reflexos.

É lindo isso, e maravilhosa a trajetória da renovação pessoal, mas não é fácil.

Através da nossa busca, em função daquilo que o nosso íntimo grita, deseja e procura, nós apreendemos uma soma de valores, assimilamos padrões. E as dificuldades surgem quando colocamos esses valores apreendidos em relação, ou em choque, com os padrões que nós até então estamos vivenciando. Nessa hora é que fica praticamente instaurada a grande luta da redenção ou da renovação.

Na hora em que você pega a planta da nova casa ainda fala muito a planta antiga da casa, e se bobear você cai nas mesmas valas, nas mesmas linhas anteriormente programadas, nas mesmas medidas, nos mesmos alicerces. Pois há uma tendência, normalmente os liberais, que são aqueles que instauram novos mecanismos, são sempre rejeitados pelos conservadores. Queremos instaurar um processo liberal em nosso coração e o conservadorismo segura na marra. 

E se nós rejeitamos o padrão recolhido é sinal claro que nós estamos de algum modo apaixonados, estamos de algum modo vinculados, de modo vibracional, com as faixas anteriores. Apesar de consciencialmente depreendermos que elas precisam ser superadas, e seus reflexos desativados, nós ainda sentimos certo magnetismo que aglutina, que prende a gente, uma atração envolvente que nos mantém em face dos nossos desejos que ainda são realimentados em cima daquela proposta. Queremos o novo, mas ainda somos apaixonados pelo velho. 

Por isso não é fácil mudar. Continuamente estamos trabalhando em conflito, e todas as vezes que um componente novo nos visita no plano educacional entramos nessa grande luta.

Eu realmente preciso de sacrifício maior, tenho que testemunhar de maneira mais clara e mais nítida contra essa influência que está dentro de mim, a concupiscência que está em mim. Para sobrepor-se a esse bloco de registros íntimos que tem denominador fixo, resultante de várias experiências lá de trás e desta vida, tem que haver um ânimo dobrado. ("Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações." Tiago 4:8)

Porque já existe impulsionado todo um sistema de vida que é o automatismo dos nossos reflexos. Nossas reações são automáticas: se surge uma notícia tal essa é a reação, se chega uma instrução e eu estou no setor de trabalho já sei que vai ter chateação, se alguém no trânsito buzina atrás de mim já solto aquele palavrão. 

Ânimo duplo quer dizer ânimo redobrado. Ante o automatismo irreverente tem que haver ânimo redobrado para que possamos enveredar por um processo diferenciado, novo, laborando novos componentes para o campo reeducacional nosso.

12 de jul de 2011

Cap 14 - Persistir é Vencer - Parte 4

MELHORANDO A AÇÃO

“DE MANEIRA QUE AGORA JÁ NÃO SOU EU QUE FAÇO ISTO, MAS O PECADO QUE HABITA EM MIM.” ROMANOS 7:17

Temos vivido ao longo de um passado em cima de emoções arraigadas. É o somatório do mínimo a cada instante que consolida o condicionamento dentro de nós.

Vivemos todos em esteiras amplas de reflexos, reflexos esses que são disparados pelos nossos sentidos tradicionais, qual ondas volumosas que adentram em nosso território pessoal. O instinto é sempre uma soma daquilo que cada um de nós incorporou. Paulo nos diz que “se faço o que não quero, já não sou eu quem faço, mas o pecado que habita em mim”. E como falamos no tópico anterior, a vontade em muitas ocasiões fica subordinada ao reflexo já condicionado.

Porque o reflexo gera a emoção (emotividade), o qual gera a idéia, que gera a atitude (palavra) e que por sua vez gera a ação ostensiva. Então, até o reflexo a manifestação é automática. E esse automático está ligado em função dos desejos profundos da própria intimidade e que objetiva nos empurrar para eles.

Mas a grande notícia é que nós podemos mudá-lo, alterá-lo. Constantemente estamos alterando o circuito desses instintos, porque muita coisa que a gente faz instintivamente na vida com o decorrer do tempo a gente tem que redirecionar.

E é exatamente esse um sistema que aqui juntos estamos tentando aprender. Um estudo como este que levamos a efeito significa um instaurador de opções. Cada tópico elaborado se assemelha a uma entrada em um Shopping Center. Você sabe muito bem como é uma entrada em um centro de compras. A gente entra às vezes como quem não quer nada, só passeando, vendo vitrines, não sente necessidade de nada, e acaba voltando para casa com alguma sacola cheia.

O Shopping é um grande criador de necessidades. Às vezes, basta algumas voltas pelas lojas, alguns minutos nos seus corredores e não demoramos a concluir: “Puxa, não é que eu estou precisando daquilo?” Olha, entra, sai, volta depois, confere o preço, pensa, e acaba comprando. E o que queremos dizer? É o mecanismo de instauração, em que a gente busca e começa a diversificar. A nossa vida íntima é como uma casa, e ao invés dos acontecimentos difíceis, da dor propor a mudança da casa, trabalhemos constantemente na alteração e melhoria dela.

Eu vou repetir um ditado popular que já disse antes, porque se enquadra bem aqui: “Rapadura é doce, mas não é mole.” Esses padrões condicionados dentro de nós não são fáceis. Muito pelo contrário, são duros, difíceis, irreverentes, não cedem caminho com facilidade. Por mais que tentemos eles estão ali sempre prontos, presentes, são como sombra que nos acompanha. Na hora em que a gente bobeia eles nos jogam para trás, na hora em que achamos que ficaram para trás, que são coisa superada, eles vem. E o que é pior, não vem apenas o reflexo condicionado nesta vida, mas muitos outros que participam profundamente do nosso psiquismo em função das experiências arregimentadas ou levadas a efeito e agrupadas em reflexos dentro de nós em vidas passadas. Jesus Cristo faz referência no “acautelai-vos dos homens”. Paciência!

O que precisamos é criar uma base para amenizar esses reflexos. Lembre-se, eles podem ser desativados com a implantação de outros padrões, nunca erradicados!  

É pelas nossas reações que nós somos aferidos, e não tenha dúvida nenhuma disso.

A reação afere e constantemente somos aferidos nos impactos da vida pelas nossas reações. Somos aferidos pelas nossas reações diante dos impactos. A ação pode ser pensada, avaliada, programada, mas a reação é automática. Pelo impacto das emoções definimos o que efetivamente tem representado a soma dos caracteres constituídos no bloco íntimo a que nos referimos em tópico anterior.

Muitas vezes, a criatura, diante de certas situações, exterioriza de improviso certas atitudes, certos registros, mostrando de fato que possui esses padrões pulsantes na sua intimidade. E isso que estamos soltando em meio às reações revela o que nós temos.

A expressão reforma íntima é a melhoria da casa, diz respeito às coisas cotidianas.

Ninguém vai questionar o fato de que precisamos trabalhar o íntimo educando a nossa forma de reagir, uma vez que acabamos de dizer que grande parte das nossas atitudes não representam necessariamente ação, mas reação. Só que tem um detalhe, pela reação vai ser muito difícil a gente conquistar. É preciso investir na ação, partir para a ação, adquirir novos padrões de segurança pela ação.

É por ações implementadas e direcionadas que nós temos o direito de mudar, por um sistema repetitivo, a nossa forma de sentir, de agir e de operar. Porque a ação ajuda na conquista de novos valores, ela estrutura, projeta, ao passo que a reação afere. Percebeu? Temos que investir muito no plano da ação para que possamos ganhar na hora da reação, investir na ação, em uma linha de ação mais equilibrada, para sermos mais felizes na reação, pois a ação direcionada é que vai proporcionar condições de uma reação feliz nos momentos mais complexos.

Precisamos melhorar as nossas ações no campo dos relacionamentos, sim, mas melhorar não apenas com aquele indivíduo aborrecido, chato, intransigente, irritante, não apenas com o que incomoda, mas melhorar com os outros também.

E fica um lembrete da maior importância: se queremos melhorar nossas reações melhoremos nossas ações. Quem quiser desativar reflexos incomodatícios, menos felizes, crie outros mais seguros, positivos, que possam vir a preponderar no plano das manifestações no dia a dia acima daquela imagem, daquela sombra que vem nos acompanhando durante longos caminhos.

9 de jul de 2011

Cap 14 - Persistir é Vencer - Parte 3

PERSEVERANÇA E VONTADE

O processo da evolução tem que ser fixado na perseverança, pois todo sistema nosso de aprendizado é embasado sob o ângulo da experiência e da repetição. Na linguagem de várias entidades espirituais a perseverança é instrumento fundamental da conquista.

Perseverança diz respeito à permanência. É conservar-se firme e constante, persistir, continuar, manter a força ou a ação, é ter firmeza, permanecer sem mudar ou variar de intento. É a base da vitória, representa a busca que a criatura elege, é o componente básico da realização, caminho seguro para toda ocasião em que a individualidade se desperta e quer conquistar, principalmente quando nós queremos ter acesso a algo novo que não conhecemos.

Dizemos mais, a perseverança aponta a linha asseguradora dos componentes condicionados dentro da gente, isso sem contar que não é possível operar a linha de alterações no contexto evolucional do amor sem perseverar. Sem ela não há caminho para a paz e a felicidade. É pela repetição que nós chegamos lá.

Para obtermos a melhor parte da vida é preciso servir e marchar de forma incessante para que não nos modifiquemos em sentido oposto à expectativa superior.

Basta lembrar que a semente tem que vencer o obstáculo da cova escura para poder germinar, que não se lavra o solo sem retificá-lo ou feri-lo, e que somente a terra tratada produzirá erva proveitosa, alimentando e beneficiando na casa de Deus, atendendo a esperança do horticultor. A perseverança tem clareza interior, é preciso investir e sustentar o investimento, perseverar no serviço com firmeza.

Estudamos o evangelho, e a partir do momento em que aprendemos vamos sabendo administrar as elaborações mentais. E por meio delas nós podemos ganhar extraordinários passos na jornada evolutiva mediante duas maneiras. Falamos isso porque duas formas caracterizam e sedimentam os padrões que precisamos.

Pela perseverança é que nós ganhamos o componente que objetivamos no espaço e no tempo, e essa conquista é semelhante a uma promoção no serviço público mediante o critério de antiguidade. Entendeu? Porque a promoção no serviço público se faz por antiguidade ou por merecimento. Neste primeiro caso, aqui a assimilação se dá na horizontal do conhecimento ao nível das virtudes, pela extensão repetitiva. Ganhamos na ação continuada, na horizontal do tempo.

E tem uma coisa interessante. Esse ganho na repetição, pela ação continuada, e que comparamos a uma promoção por antiguidade, pode perder e ser suplantado pela autenticidade da vontade e ocorrer pela intensificação. Deu para pegar?

Queremos dizer que intensificando a nossa ação nós podemos ganhar de modo mais rápido, pelo grau de entusiasmo, de determinação e de investimento. Como no serviço público, por essa maneira a promoção vem mais rápida, ela se faz por merecimento. Aqui a conquista se faz na linha vertical ao nível das virtudes, ela ocorre pela intensidade operada, podemos dizer que ganhamos na verticalização do aproveitamento do tempo. Ocorre em curto prazo pelo uso do entusiasmo, de forma mais determinada, e para isso é preciso que utilizemos de maneira ampla e determinada um componente fundamental chamado vontade.

É sabido que o reino dos céus é dos fortes e a sua posse depende de conquista. Não vem de graça! Meu irmão costuma dizer que o que cai do céu é chuva e avião sem gasolina (rs). Tirando a brincadeira de lado, é pela vontade que o alcançamos, porque sem utilização ampla dessa energia não superamos a nossa animalidade.

O processo em que estamos matriculados é o de alimentação da nossa vontade. Não existe êxito na nossa proposta de regeneração pessoal e não se penetra uma nova etapa sem a capacidade plena de utilização da vontade. Não se progride em terreno de novas realizações sem a constante presença dela. Ela vai nos dando condições de irmos selecionando melhor o campo alimentício ou área de alimentação, pela qual obtemos a realização de verdadeiros milagres na vida. 

É bonito falar nisso e chega até parecer fácil. Mas a questão é que geralmente a nossa vontade é menor do que nossa capacidade. Pare prá pensar um pouco, a vontade fraca e deseducada muitas vezes é a causa dos fracassos, dos desapontamentos e das quedas.

O tempo e o espaço correm por conta da disposição divina, e disso sabemos, no entanto, estamos rendendo tempo ao tempo, prolongando e esquecendo que aproveitamento do tempo é investimento para o futuro. O amor não tem como ser socado dentro da gente. Por ter característica espontânea ele tem que ser aceito, é preciso uma adesão interna. Jesus efetivamente é aquele que vem a nosso encontro, mas só é capaz de nos ajudar se de nossa parte houver uma abertura no plano da percepção. Quando o quarto permanece sombrio somos nós que destravamos o ferrolho da janela para que o sol nos visite, e se a semente é auxiliada pela adubação, pela água e pelo sol, ela é obrigada a trabalhar dentro de si mesma a fim de produzir. Dediquemos alguma cota de esforço no investimento da lição para que lição, por sua vez, nos responda com suas graças e bênçãos.

Eu, você, seu tio, seu vizinho, enfim, qualquer pessoa, nós não temos como manter um sorriso de satisfação em cima de uma coisa que já está estagnada. Não é possível crescer sem investir. Podemos dizer que sem ousar a gente não caminha. E o ousar tem que ter um processo de inteligência no lançamento dele.

É de nosso próprio interesse levantar o padrão da vontade, estabelecer disciplinas para uso pessoal e reeducar a nós mesmos ao contato do mestre divino. Uma das coisas que estamos fazendo aqui é esta, estamos assimilando conhecimento para o grande encorajamento nosso. Para a mudança. Porque se nos encontramos interessados no próprio aperfeiçoamento a palavra de ordem é aproveitar.

5 de jul de 2011

Cap 14 - Persistir é Vencer - Parte 2

SEM PRESSA

É fato que todos carreamos conosco o somatório de reflexos que viemos arregimentando e formalizando no psiquismo ao longo dos milênios. É no próprio patrimônio íntimo que a alma registra as suas experiências no aprendizado das lutas da vida, todas as características morais que incorporamos em cada existência física ficam incrustadas em nosso organismo perispiritual.

Assim, padrões morais de um espírito são herdados do próprio espírito e cada espírito é um arquivo de si mesmo, trazendo nos caminhos da vida os arquivos de si próprio. Todas as trajetórias, desde as mais recuadas, nele se encontram gravadas, podendo ser penetradas quando circunstâncias permitem e por quem esteja habilitado a fazê-lo. Dessa forma, os maus exibem o inferno que criaram para o íntimo enquanto os bons revelam o paraíso que edificaram no coração.

E todo passado milenar apresenta para nós um sistema em bloco. Ao entrar-se na reencarnação miríades de caracteres formam esse bloco, envolvendo toda a experiência de trás e embutida dentro da individualidade. Ela carrega essa mochila, esse bloco, e é impossível deixar essa bagagem para trás e pegar uma mala com novos caracteres zero quilômetro de tendências e registros. Não tem jeito, todos esses registros embutidos acompanham a criatura e são fatores didáticos de aprendizagem que nos projetam para um crescimento a Deus.

Por isso, é comum entender que por estar a maioria dos homens em lutas expiatórias é possível figurá-los como alguém que luta para desfazer-se do seu próprio cadáver que é o passado culposo, de modo a ascender para a vida maior.

O mestre Jesus define que “não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada”, e nós sempre estaremos fazendo reformas na casa mental com base na clareza que a nossa percepção já apresenta, à medida que nós avançamos.

A vida é uma eterna dinâmica e não tem quem não muda. A cada momento padrões sugerem mudança, tanto que a expressão reforma é inerente ao crescimento do espírito na sua linha de evolução. E por enquanto essa derrubada das pedras se dá de forma apocalíptica, por meio dos impactos circunstanciais que nos chegam de fora para dentro em razão da lei que descumprimos.

E o que constatamos é que estamos muitas vezes circulando dentro de um túnel, comumente somos apanhados dentro de um. Somos apanhados na luta reeducacional, ou uma luz nos toca, quando nos encontramos dentro de um túnel.

Achamo-nos vez por outra dentro de um túnel e toda a sombra em volta, toda a complicação, foi criada por nós mesmos lá atrás, mediante escolhas menos felizes que fizemos. E a vida nos coloca nesse ponto até para que reflitamos. É comum procurarmos a luz por estarmos inquietos pela solidão da treva, acordamos no meio das dificuldades e nessa hora haja prece, haja pedido, haja solicitação e vibração para que a gente possa se desonerar desse sistema difícil.

É um túnel escuro, sem dúvida, e a gente vê uma abertura e claridade na ponta.

Agora, temos que percorrer atrás dessa abertura com paciência para poder sair. Estamos pensando em melhorar posturas, mas ainda sujeitos ao trânsito denso do túnel em que vivemos. Estamos pensando na luz, a nossa semente está produzindo luz, porém, achamo-nos, ainda, em meio às trevas. A solução é sairmos desse túnel, não podemos simplesmente explodi-lo, do contrário fechamos a saída e podemos até ficar por mais algumas reencarnações na confusão toda.

Somos continuamente apressados. De forma geral, muitos querem o homem aperfeiçoado de um dia para outro, o querem rigorosamente redimido a golpe instantâneo da vontade, de forma imediata, apressada, sem realização metódica.

É comum arregimentarmos valores informativos e querermos que esses valores sufoquem e matem, instantaneamente, o homem velho. Esse é o nosso caráter imediatista.

Também achamos que no plano do crescimento espiritual a conversa é o componente básico e finalístico, capaz inclusive de causar a total reversão de um coração. Mas não é bem assim, aliás, isso define um erro muito triste. É claro que a verbalização é componente inarredável. Podemos pela linha articulada distribuir sementes, como também receber sementes, sabendo que há sementes que germinam rápido, outras não tão rápidas, e outras demoradamente.

Mas não é pela palavra, não é simplesmente pela persuasão que nós vamos garantir uma total operação e alteração no psiquismo de alguém. Podemos pela dose de amor que veiculamos na palavra, que é uma porta que se abre, ajudar e muito, até dar passos importantes com alguém. Porém, precisamos saber que se a grande massa do planeta tem evoluído no decorrer da paciência do tempo, dentro dos padrões e lances do nosso crescimento não se faz ou não se dá passos efetivos e finalísticos em um curto espaço de tempo. Em se tratando de estrutura educacional, psíquica e espiritual é preciso desativar a pressa.

É porque esses caracteres embutidos e já solidificados em nossa personalidade não são extirpados através de atitudes milagreiras de momento. Não existe a possibilidade de desativarmos reflexos por sistemas mecânicos ou elaborações mentais de periferia. Essas cristalizações de um longo período no inconsciente não podem ser arrancadas com algumas palavras e induções psicológicas de breve duração. O vício não cede o lugar sem luta, é necessário destronar um elemento para que o outro impere.

As soluções virão no plano operacional, não no conceitual. Isso é para ser sempre lembrado. A nossa mudança é operacional, não é conceitual, embora a mudança conceitual seja a forma que vai modelar essa mudança operacional e final.

Ficou claro? Precisamos mesmo manter e nutrir a linha conceitual, idealística. Por isso lemos, estudamos, nos interessamos por leituras instrutivas e esclarecedoras.

Porque se eu não mantiver a linha conceitual clara e segura, e não nutri-la de valores de segurança, na primeira esquina eu desisto e volto para a antiga sistemática de ação. Logo, nós podemos fechar uma página de estudo deste blog com muitos esboços dentro de nós, esboços esses que apresentam uma mentalidade mais equilibrada, mais harmônica. Mas já podemos desmanchar o esboço ao desligar o computador, discutindo com alguém, entrando em algum desajuste.

Em um estudo como este estamos trabalhando as linhas estruturais do campo mental, onde está a origem, a gênese de toda nossa iniciativa de crescimento. Porque o plano mental é o plano informativo desses caracteres, esboçando caracteres, e esse esboço vai ser fundamentado no plano prático realizador do dia a dia.

É preciso sequência e ritmo. Muitas pessoas buscam impor a si mesmas, violentando-se mediante uma terapia de choque, qual se dá com o fanático. Fanatismo é processo cristalizado, em que podemos meramente implementar e não realizar. É aquela criatura que se investe de uma maneira definitiva e violenta, sem medir consequências. E não é o caminho adequado. Falamos em túnel escuro e a luz direta e intempestiva pode cegar. Não tem outra, todo fanático é cego, ele recebe algo novo no sermão e acha que tem que ser assim. Pela teoria do choque a individualidade não está tendo a paciência de construir a si própria.

Não esqueçamos que a luz deve ser refletida com autenticidade para se poder ver com clareza. O processo ascensional tem que ser passo a passo, eu não posso sair de uma reunião e achar que sou outro. Outro, coisa nenhuma, eu posso ser outro com novas idéias, mas o meu espírito ainda é o mesmo, cheio de marcas.

1 de jul de 2011

Cap 14 - Persistir é Vencer - Parte 1

LIVRE-ARBÍTRIO

“16E ORDENOU O SENHOR DEUS AO HOMEM, DIZENDO: DE TODA A ÀRVORE DO JARDIM COMERÁS LIVREMENTE, 17MAS DA ÀRVORE DO CONHECIMENTO DO BEM E DO MAL, DELA NÃO COMERÁS; PORQUE NO DIA EM QUE DELA COMERES, CERTAMENTE MORRERÁS.” GÊNESES 1:16-17

“12TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS NEM TODAS AS COISAS CONVÉM. TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS EU NÃO ME DEIXAREI DOMINAR POR NENHUMA.” I COR 6:12

“23TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS NEM TODAS AS COISAS CONVÊM; TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS NEM TODAS AS COISAS EDIFICAM.” I COR 10:23

O termo livre define o poder de decidir e agir por si mesmo, de ser independente, ao passo que arbítrio é a resolução que depende unicamente da vontade. Assim, livre-arbítrio é a liberdade de manifestação das ações humanas.

Deus confia à consciência a escolha do caminho que devamos seguir, bem como a liberdade de ceder a uma ou outra das influências contrárias que se exercem sobre nós.

É assim que funciona, porque sem a existência do mal ficaríamos privados do nosso direito de escolha, e a criatura só vai provar se aprendeu sofrendo o assédio.

Alcançando a razão, por atestado de madureza própria, o espírito é chamado ao livre-arbítrio, por filho que atingiu a maioridade na criação. E chegado a essa fase ilumina-se pela chama interior do discernimento para a aquisição das experiências que lhe cabe realizar de modo a poder erguer seus méritos, podendo escolher o caminho reto ou sinuoso, claro ou escuro em que mais se apraza.

Acontece que Deus criou os espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem saber, com tanta aptidão para o bem quanto para o mal. E os espíritos não precisam passar pela experiência do mal para chegarem ao bem, passam pela ignorância. E o livre-arbítrio é o fator de escolha do caminho do bem ou do mal.

Não existe restrição no plano educacional do ser (“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convém.” I Coríntios 6:12). O tudo me é lícito indica que tudo pode ser feito, a restrição está embutida no “mas”. Então, fica fácil concluir que o problema não é de licitude, o problema está na conveniência.

O que é conveniente para alguns pode não ser para mim. E como não há violência no império do amor, todo homem tem o direito de utilizar-se do seu livre-arbítrio.

Ele é livre na escolha do futuro caminho, e o uso dessa faculdade decorre das aspirações elevadas ou egoístas que norteiam cada qual. Por preferir certa realização, cada um investe em correspondente recurso de cuja ação recolhe os frutos amargos ou apetecíveis. Isso mesmo, o livre-arbítrio é recurso que expressa o estado evolutivo do ser, ele é uma concessão divina de caráter relativo, e que não pode ser facultado sem a responsabilidade por aquele que o utiliza.

É muito comum em certos grupos de estudos espirituais estudar a relação entre livre-arbítrio e determinismo. Ocorre que a liberdade de opção e escolha tem caráter relativo. Ou seja, cada qual pode utilizar essa liberdade até para se comprometer, mas terá ensejo de reparar, recomeçar e libertar-se. Então, é  determinismo (que se fundamenta no componente do amor) porque todos nós estamos determinados a evoluir. Porém, esse determinismo não é absoluto, face aos recursos do livre-arbítrio que está sempre alterando o destino e os rumos da vida.

E diz Tiago que “se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.” (Tiago 4:15).

É preciso elaborar nossos planos de ação com critério, pois creiamos ou não, aceitemos a verdade ou a recusemos, seja errando para aprender ou acertando para nos elevar, a nossa tarefa chegará simplesmente até o ponto em que o Senhor permitir. A criatura humana dispõe de livre-arbítrio para criar o destino, porém, cada individualidade, nesse ou naquele plano de existência, atua num campo determinado de tempo. Tiranos e santos, malfeitores e heróis atingem sempre um limite da estrada em que mundo maior lhes impõe pausa de exame.

Todas as grandes figuras de ontem e todas as grandes personalidades na Terra de hoje conheceram e sempre conhecerão o momento em que a vida lhes adverte: “não mais além.” E a própria oração que Jesus Cristo nos ensinou diz “pai nosso, seja feita a tua vontade”, porque tem isso, a gente acha que é livre-arbítrio, então vai. Mas, às vezes somos torpedeados em nossos ideais porque a espiritualidade entende que nós vamos brigar com isso, ela nos cerca, às vezes, de modo a impedir que determinados fatos venham a acontecer.

E uma questão importante é que não se pode interferir negativamente no processo evolucional de qualquer criatura. E tão importante isso que eu vou repetir: não se pode interferir negativamente na dinâmica evolucional de quem quer que seja.

A liberdade de alguém termina onde começa outra, e cada um responderá por si, um dia, junto à verdade divina. Veja só, arbitrário é o que independe de lei ou regra e só resulta do arbítrio ou mesmo do capricho pessoal, e o livre-arbítrio é livre até o momento em que passa para a arbitrariedade. Você percebeu?

A arbitrariedade só é válida e aceita enquanto os ultrajados estão sob o jugo da lei. Isto é, o livre-arbítrio é respeitado, no entanto, não é permitida a arbitrariedade dentro de uma área que não compete às vítimas ou pacientes receberem a arbitrariedade. Esclareceremos melhor no capítulo futuro Causa e Efeito.


Por ora interessa-nos saber que se o detentor de certa autoridade exige mais do que lhe compete ele transforma-se em um déspota que o Senhor corrigirá por meio das múltiplas circunstâncias que lhe expressam os desígnios, no momento oportuno. E essa certeza absoluta é mais um fator de tranquilidade para o servo cristão que, em hipótese alguma, deve quebrar o ritmo da harmonia.

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