1 de jul de 2011

Cap 14 - Persistir é Vencer - Parte 1

LIVRE-ARBÍTRIO

“16E ORDENOU O SENHOR DEUS AO HOMEM, DIZENDO: DE TODA A ÀRVORE DO JARDIM COMERÁS LIVREMENTE, 17MAS DA ÀRVORE DO CONHECIMENTO DO BEM E DO MAL, DELA NÃO COMERÁS; PORQUE NO DIA EM QUE DELA COMERES, CERTAMENTE MORRERÁS.” GÊNESES 1:16-17

“12TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS NEM TODAS AS COISAS CONVÉM. TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS EU NÃO ME DEIXAREI DOMINAR POR NENHUMA.” I COR 6:12

“23TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS NEM TODAS AS COISAS CONVÊM; TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS NEM TODAS AS COISAS EDIFICAM.” I COR 10:23

O termo livre define o poder de decidir e agir por si mesmo, de ser independente, ao passo que arbítrio é a resolução que depende unicamente da vontade. Assim, livre-arbítrio é a liberdade de manifestação das ações humanas.

Deus confia à consciência a escolha do caminho que devamos seguir, bem como a liberdade de ceder a uma ou outra das influências contrárias que se exercem sobre nós.

É assim que funciona, porque sem a existência do mal ficaríamos privados do nosso direito de escolha, e a criatura só vai provar se aprendeu sofrendo o assédio.

Alcançando a razão, por atestado de madureza própria, o espírito é chamado ao livre-arbítrio, por filho que atingiu a maioridade na criação. E chegado a essa fase ilumina-se pela chama interior do discernimento para a aquisição das experiências que lhe cabe realizar de modo a poder erguer seus méritos, podendo escolher o caminho reto ou sinuoso, claro ou escuro em que mais se apraza.

Acontece que Deus criou os espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem saber, com tanta aptidão para o bem quanto para o mal. E os espíritos não precisam passar pela experiência do mal para chegarem ao bem, passam pela ignorância. E o livre-arbítrio é o fator de escolha do caminho do bem ou do mal.

Não existe restrição no plano educacional do ser (“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convém.” I Coríntios 6:12). O tudo me é lícito indica que tudo pode ser feito, a restrição está embutida no “mas”. Então, fica fácil concluir que o problema não é de licitude, o problema está na conveniência.

O que é conveniente para alguns pode não ser para mim. E como não há violência no império do amor, todo homem tem o direito de utilizar-se do seu livre-arbítrio.

Ele é livre na escolha do futuro caminho, e o uso dessa faculdade decorre das aspirações elevadas ou egoístas que norteiam cada qual. Por preferir certa realização, cada um investe em correspondente recurso de cuja ação recolhe os frutos amargos ou apetecíveis. Isso mesmo, o livre-arbítrio é recurso que expressa o estado evolutivo do ser, ele é uma concessão divina de caráter relativo, e que não pode ser facultado sem a responsabilidade por aquele que o utiliza.

É muito comum em certos grupos de estudos espirituais estudar a relação entre livre-arbítrio e determinismo. Ocorre que a liberdade de opção e escolha tem caráter relativo. Ou seja, cada qual pode utilizar essa liberdade até para se comprometer, mas terá ensejo de reparar, recomeçar e libertar-se. Então, é  determinismo (que se fundamenta no componente do amor) porque todos nós estamos determinados a evoluir. Porém, esse determinismo não é absoluto, face aos recursos do livre-arbítrio que está sempre alterando o destino e os rumos da vida.

E diz Tiago que “se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.” (Tiago 4:15).

É preciso elaborar nossos planos de ação com critério, pois creiamos ou não, aceitemos a verdade ou a recusemos, seja errando para aprender ou acertando para nos elevar, a nossa tarefa chegará simplesmente até o ponto em que o Senhor permitir. A criatura humana dispõe de livre-arbítrio para criar o destino, porém, cada individualidade, nesse ou naquele plano de existência, atua num campo determinado de tempo. Tiranos e santos, malfeitores e heróis atingem sempre um limite da estrada em que mundo maior lhes impõe pausa de exame.

Todas as grandes figuras de ontem e todas as grandes personalidades na Terra de hoje conheceram e sempre conhecerão o momento em que a vida lhes adverte: “não mais além.” E a própria oração que Jesus Cristo nos ensinou diz “pai nosso, seja feita a tua vontade”, porque tem isso, a gente acha que é livre-arbítrio, então vai. Mas, às vezes somos torpedeados em nossos ideais porque a espiritualidade entende que nós vamos brigar com isso, ela nos cerca, às vezes, de modo a impedir que determinados fatos venham a acontecer.

E uma questão importante é que não se pode interferir negativamente no processo evolucional de qualquer criatura. E tão importante isso que eu vou repetir: não se pode interferir negativamente na dinâmica evolucional de quem quer que seja.

A liberdade de alguém termina onde começa outra, e cada um responderá por si, um dia, junto à verdade divina. Veja só, arbitrário é o que independe de lei ou regra e só resulta do arbítrio ou mesmo do capricho pessoal, e o livre-arbítrio é livre até o momento em que passa para a arbitrariedade. Você percebeu?

A arbitrariedade só é válida e aceita enquanto os ultrajados estão sob o jugo da lei. Isto é, o livre-arbítrio é respeitado, no entanto, não é permitida a arbitrariedade dentro de uma área que não compete às vítimas ou pacientes receberem a arbitrariedade. Esclareceremos melhor no capítulo futuro Causa e Efeito.


Por ora interessa-nos saber que se o detentor de certa autoridade exige mais do que lhe compete ele transforma-se em um déspota que o Senhor corrigirá por meio das múltiplas circunstâncias que lhe expressam os desígnios, no momento oportuno. E essa certeza absoluta é mais um fator de tranquilidade para o servo cristão que, em hipótese alguma, deve quebrar o ritmo da harmonia.

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