9 de jul de 2011

Cap 14 - Persistir é Vencer - Parte 3

PERSEVERANÇA E VONTADE

O processo da evolução tem que ser fixado na perseverança, pois todo sistema nosso de aprendizado é embasado sob o ângulo da experiência e da repetição. Na linguagem de várias entidades espirituais a perseverança é instrumento fundamental da conquista.

Perseverança diz respeito à permanência. É conservar-se firme e constante, persistir, continuar, manter a força ou a ação, é ter firmeza, permanecer sem mudar ou variar de intento. É a base da vitória, representa a busca que a criatura elege, é o componente básico da realização, caminho seguro para toda ocasião em que a individualidade se desperta e quer conquistar, principalmente quando nós queremos ter acesso a algo novo que não conhecemos.

Dizemos mais, a perseverança aponta a linha asseguradora dos componentes condicionados dentro da gente, isso sem contar que não é possível operar a linha de alterações no contexto evolucional do amor sem perseverar. Sem ela não há caminho para a paz e a felicidade. É pela repetição que nós chegamos lá.

Para obtermos a melhor parte da vida é preciso servir e marchar de forma incessante para que não nos modifiquemos em sentido oposto à expectativa superior.

Basta lembrar que a semente tem que vencer o obstáculo da cova escura para poder germinar, que não se lavra o solo sem retificá-lo ou feri-lo, e que somente a terra tratada produzirá erva proveitosa, alimentando e beneficiando na casa de Deus, atendendo a esperança do horticultor. A perseverança tem clareza interior, é preciso investir e sustentar o investimento, perseverar no serviço com firmeza.

Estudamos o evangelho, e a partir do momento em que aprendemos vamos sabendo administrar as elaborações mentais. E por meio delas nós podemos ganhar extraordinários passos na jornada evolutiva mediante duas maneiras. Falamos isso porque duas formas caracterizam e sedimentam os padrões que precisamos.

Pela perseverança é que nós ganhamos o componente que objetivamos no espaço e no tempo, e essa conquista é semelhante a uma promoção no serviço público mediante o critério de antiguidade. Entendeu? Porque a promoção no serviço público se faz por antiguidade ou por merecimento. Neste primeiro caso, aqui a assimilação se dá na horizontal do conhecimento ao nível das virtudes, pela extensão repetitiva. Ganhamos na ação continuada, na horizontal do tempo.

E tem uma coisa interessante. Esse ganho na repetição, pela ação continuada, e que comparamos a uma promoção por antiguidade, pode perder e ser suplantado pela autenticidade da vontade e ocorrer pela intensificação. Deu para pegar?

Queremos dizer que intensificando a nossa ação nós podemos ganhar de modo mais rápido, pelo grau de entusiasmo, de determinação e de investimento. Como no serviço público, por essa maneira a promoção vem mais rápida, ela se faz por merecimento. Aqui a conquista se faz na linha vertical ao nível das virtudes, ela ocorre pela intensidade operada, podemos dizer que ganhamos na verticalização do aproveitamento do tempo. Ocorre em curto prazo pelo uso do entusiasmo, de forma mais determinada, e para isso é preciso que utilizemos de maneira ampla e determinada um componente fundamental chamado vontade.

É sabido que o reino dos céus é dos fortes e a sua posse depende de conquista. Não vem de graça! Meu irmão costuma dizer que o que cai do céu é chuva e avião sem gasolina (rs). Tirando a brincadeira de lado, é pela vontade que o alcançamos, porque sem utilização ampla dessa energia não superamos a nossa animalidade.

O processo em que estamos matriculados é o de alimentação da nossa vontade. Não existe êxito na nossa proposta de regeneração pessoal e não se penetra uma nova etapa sem a capacidade plena de utilização da vontade. Não se progride em terreno de novas realizações sem a constante presença dela. Ela vai nos dando condições de irmos selecionando melhor o campo alimentício ou área de alimentação, pela qual obtemos a realização de verdadeiros milagres na vida. 

É bonito falar nisso e chega até parecer fácil. Mas a questão é que geralmente a nossa vontade é menor do que nossa capacidade. Pare prá pensar um pouco, a vontade fraca e deseducada muitas vezes é a causa dos fracassos, dos desapontamentos e das quedas.

O tempo e o espaço correm por conta da disposição divina, e disso sabemos, no entanto, estamos rendendo tempo ao tempo, prolongando e esquecendo que aproveitamento do tempo é investimento para o futuro. O amor não tem como ser socado dentro da gente. Por ter característica espontânea ele tem que ser aceito, é preciso uma adesão interna. Jesus efetivamente é aquele que vem a nosso encontro, mas só é capaz de nos ajudar se de nossa parte houver uma abertura no plano da percepção. Quando o quarto permanece sombrio somos nós que destravamos o ferrolho da janela para que o sol nos visite, e se a semente é auxiliada pela adubação, pela água e pelo sol, ela é obrigada a trabalhar dentro de si mesma a fim de produzir. Dediquemos alguma cota de esforço no investimento da lição para que lição, por sua vez, nos responda com suas graças e bênçãos.

Eu, você, seu tio, seu vizinho, enfim, qualquer pessoa, nós não temos como manter um sorriso de satisfação em cima de uma coisa que já está estagnada. Não é possível crescer sem investir. Podemos dizer que sem ousar a gente não caminha. E o ousar tem que ter um processo de inteligência no lançamento dele.

É de nosso próprio interesse levantar o padrão da vontade, estabelecer disciplinas para uso pessoal e reeducar a nós mesmos ao contato do mestre divino. Uma das coisas que estamos fazendo aqui é esta, estamos assimilando conhecimento para o grande encorajamento nosso. Para a mudança. Porque se nos encontramos interessados no próprio aperfeiçoamento a palavra de ordem é aproveitar.

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