19 de jul de 2011

Cap 14 - Persistir é Vencer - Parte 6

A DECISÃO E O MOMENTO DA ESCOLHA

“A LEI E OS PROFETAS DURARAM ATÉ JOÃO; DESDE ENTÃO É ANUNCIADO O REINO DE DEUS, E TODO O HOMEM EMPREGA FORÇA PARA ENTRAR NELE.” LUCAS 16:16  

Os conhecimentos que nos visitam na atualidade sugerem de nossa parte uma firme adesão em um sistema reeducativo e operacional no bem. É preciso adotar estratégias dentro de um plano de crescimento consciente, e a transformação e alcance do objetivo que propomos realizar exigem dinâmica continuada.

Aliás, o êxito representa a capacidade de realizarmos aquilo que está proposto.

O berço nos confere a existência, mas a vida é obra nossa, viver bem não pode ser algo levado a efeito de qualquer maneira. Podemos resumir dizendo que tudo depende de uma postura de decisão nossa. Decisão signfica o coroamento, representa o ápice daquilo que a gente já pode realizar, é o ponto de ousadia e implica sempre em desconexão, ela é resultante da desconexão e da fé.

Se todos nós buscamos ascensão e luz não existe projeção libertadora do ser sem uma programação, não existe libertação renovadora sem planejamento prévio.

Os companheiros espirituais investem nos potenciais que conseguimos levantar em nós mesmos. Espíritos superiores estão a investir em nossas fragilidades, no entanto, o aproveitamento final depende de nós, vamos evoluir em função da nossa determinação pessoal. Existe um desafio lançado no sentido de aprendermos a administrar os componentes que nos circundam, sejam eles favoráveis ou difíceis, reconstruir e dar nova forma a uma estrutura já formada. Aliás, seremos amplamente felizes se, em meio às decepções que nos atingem, soubermos identificar os caminhos seguros de soluções no reencontro da harmonia.

Somos aferidos sempre pelo nosso grau de disposição realizadora, pela nossa determinação em fazer, não propriamente por aquilo que já possuímos. Aquilo que já possuímos quem sabe já está gasto, saturado no tempo e no espaço, pode ser coisa passada. Não é difícil compreender isso, basta olharmos no mundo do trabalho, nas linhas seletivas de pessoal, nos critérios de seleção das empresas.

Tanto no plano social como no empresarial os investidores estão atrás de quem tem iniciativa, quem quer vestir a camisa, quem não faz corpo mole e não levanta apenas problemas e limitações. Uma das coisas boas é poder lidar com quem quer crescer, quem apresenta índole de manifestação de seus potenciais.

Muitas vezes é melhor investir naquele que quer se afirmar do que trabalhar com quem acha que se firmou. E se no meio material isso ocorre, no plano espiritual essa valorização se faz com uma nitidez e aprofundamento ainda maiores.

É grande o número de pessoas que falam que não compreendem os textos bíblicos e que falta objetividade a eles. Porém, no que se refere às sagradas escrituras estamos estudando em cima de registros figurados, e não de valores objetivos.

E o registro figurado, que normalmente vige por parte dos reveladores, insere uma soma muito ampla de informações que nós vamos conseguindo abranger segundo o nosso próprio crescimento. Sendo assim, o conteúdo bíblico é um conteúdo que vai permanecer, ele não tem que ser renovado de maneira objetiva. Apresenta sentido amplo de revelação, e em razão disso não pode ter uma diretriz de percepções restritas, o que denota a necessidade de o trabalharmos sob o aspecto globalizado.

Várias pessoas costumam questionar porque o evangelho não é tão objetivo. Parece que gostariam que ele fosse como uma cartilha com suas opções devidamente programadas: Em determinada situação aja dessa forma, em outra faça daquele jeito, e assim por diante. Porém, não nos esqueçamos que as profecias apresentam conteúdo abrangente de modo a ser trabalhado em conformidade ao patamar íntimo de cada um. Além do que, sua linguagem não é tão objetiva para não interferir no sagrado momento de decisão do espírito. Pois na eventualidade de se ter um evangelho simples e objetivo, como uma cartilha, sem o conteúdo ampliado que ele propõe, não seríamos filhos de Deus, mas autômatos dele.

Os componentes informativos nos chegam de fora para dentro por assimilação. Estamos de posse do conhecimento por inúmeras formas, várias experiências, pela cooperação de diversas pessoas. Agora, na hora da aplicabilidade a decisão é nossa, na hora da aplicabilidade do valor assimilado vai ser uma decisão sem interferência exterior, é uma postura totalmente calcada na espontaneidade do ser. Não é para nos inquietarmos, porém, vamos ter momentos em que é preciso decidir sem a proteção ostensiva. É assim, no instante do testemunho estaremos sempre sozinhos com as nossas aquisições íntimas.

Diante de dificuldades mais profundas e expressivas costumamos ter a sensação de estarmos sozinhos. Mesmo à frente da porta estreita, dilatando conquistas eternas, iremos também só, e a sensação de estar só é que nos projeta para plano mais avançado no campo da segurança. É aproveitar a chance.

Quantas vezes vivemos sozinhos o processo, e em volta está toda uma equipe espiritual nos observando e rezando. Só que eles não podem interferir porque senão cerceiam a oportunidade nossa do passo à frente. E todas as vezes que uma entidade complicada encontra campo de conexão conosco pela nossa escolha infeliz no campo da sintonia, entidades outras estarão a postos para tentarem neutralizar essa influência. No entanto, elas têm que obedecer a um padrão optativo ou de opção de cada um de nós.

Então, nunca a ajuda espiritual vai ter caráter constrangedor, a misericórdia divina não projeta os seres ao nível do empurrão. Quem nos empurra às vezes é a vida, não o criador. E os espíritos não impõem, eles alertam. Da mesma forma quando nos deparamos com uma criatura que está ainda acentuadamente envolvida em uma padronização materialista e sufocamos pela nossa ótica o meio de vida dessa criatura. Ora, não se pode violar a postura de ninguém.

O momento de decidir é o momento de investir. De apostarmos em nós sob o amparo maior. E na hora de investir vale a certeza da fé. Vale a firmeza. E que entre a nossa necessidade pequena e o poder celeste supremo não paire dúvida.

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