30 de jul de 2011

Cap 15 - Os Vestidos e os Panos - Parte 2

COMPRAR OURO E ROUPAS BRANCAS

“ACONSELHO-TE QUE DE MIM COMPRES OURO PROVADO NO FOGO, PARA QUE TE ENRIQUEÇAS; E ROUPAS BRANCAS PARA QUE TE VISTAS, E NÃO APAREÇA A VERGONHA DA TUA NUDEZ; E QUE UNJAS OS TEUS OLHOS COM COLÍRIO, PARA QUE VEJAS.” APOCALIPSE 3:18 

O apocalipse nos aconselha a comprar ouro e roupas. Ouro para nos enriquecermos e roupas brancas para vestirmos. O ouro é metal nobre, diz-se daquilo que tem muito valor, que apresenta uma preciosidade, ou melhor, é aquilo que existe de mais valioso, representa a concepção daquilo que eu tenho de melhor.

Em termos espirituais, o ouro é aquele componente que vai me proporcionar segurança, porque essa é a idéia que as pessoas têm em relação à sua aquisição. Simboliza a conquista de recursos que apresentam a capacidade de nos proporcionar segurança. E como a nossa segurança deve estruturar-se na ação, é a concepção do que nós temos de melhor e mais valioso em nossa faixa de doação.

Enquanto o filho do homem está vestido até os pés com um vestido comprido, nós, por outro lado, apresentamos de algum modo determinadas falhas em nossa vestimenta. Assim, não tem outra, temos que comprar nossas vestes porque no sentido espiritual, ou espiritualmente falando, não tem como a gente ganhar roupa.

Resta-nos fazer uma análise acerca da distinção entre comprar o produto e simplesmente ver a propaganda. Comprar é diferente e está para além de apenas assistir o comercial. A compra exige sacrifício. De repente você pode até dizer: “Não, eu não faço esforço nenhum, eu compro pela internet.” Ora, deixando a brincadeira de lado você entendeu o que queremos dizer, a compra pressupõe o desprendimento de valores para a aquisição do componente que vai se incorporar de forma definitiva ao patrimônio da criatura. Logo, primeiro vem a hora do conhecimento, de conhecer as suas características, depois a necessidade de investir.

A compra exige paciência e sacrifício. E a sagrada escritura vai mais longe ainda: “Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez.”

O ouro tem que ser provado no fogo, o que indica o trabalho na aplicação dos valores, que, por sinal, vai exigir sacrifício. É por isso que é comprar ouro provado, porque somente a prova é capaz de projetar o ser nas linhas da evolução.

A prova é aquilo que atesta a veracidade ou autenticidade de alguma coisa, é a demonstração evidente, é conferir com os respectivos padrões. Ouro provado no fogo denota o substrato de aplicabilidade concreta, mede o grau do investimento.

A prova é a aferição, consiste em saber se eu estou apto a passar para a fase seguinte.

Quem não compra roupa, elaborada pelas ações de dentro para fora, fica nu. Ficar nu é estar privado de vestuário, é o mesmo que ficar sem cobertura, exposto, sem nada, vazio, destituído.

No aspecto espiritual, que é o que nos importa, nu aponta aquela individualidade que não conseguiu tecer pelas suas próprias conquistas pessoais a sua tessitura vibracional.

Agora, veja bem, a nudez por si não é problema. Quem é nu por natureza está tranquilo, está no seu patamar, não se sente incomodado, não demonstra vergonha.

O problema da nudez é quando nós perdemos os nossos vestidos, é quando ela passa a irradiar vergonha. Aí ela passa a expressar toda a sombra da nossa personalidade. Lembra do Adão? Pois é, ele se escondeu quando reconheceu a sua própria nudez porque havia se alimentado da árvore do conhecimento (e isso é assunto lá prá frente).

No momento, nos basta saber o que temos irradiado à vida. “Aconselho-te que de mim compres”. De quem temos comprado nossas vestes? Temos nos esforçado para adquirir componentes de segurança do Cristo, ou estamos satisfeitos com as vestimentas singulares comercializadas nos ambientes do mundo?

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