2 de ago de 2011

Cap 15 - Os Vestidos e os Panos - Parte 3

O VESTIDO BRANCO E A NÃO CONTAMINAÇÃO

“4MAS TAMBÉM TENS EM SARDES ALGUMAS PESSOAS QUE NÃO CONTAMINARAM SUAS VESTES, E COMIGO ANDARÃO DE BRANCO; PORQUANTO SÃO DIGNAS DISSO. 5O QUE VENCER SERÁ VESTIDO DE VESTES BRANCAS, E DE MANEIRA NENHUMA RISCAREI O SEU NOME DO LIVRO DA VIDA; E CONFESSAREI O SEU NOME DIANTE DE MEU PAI E DIANTE DOS SEUS ANJOS.” APOCALISPSE 3:4-5

“11E O REI, ENTRANDO PARA VER OS CONVIDADOS, VIU ALI UM HOMEM QUE NÃO ESTAVA TRAJADO COM VESTE DE NÚPCIAS. 12E DISSE-LHE: AMIGO, COMO ENTRASTE AQUI, NÃO TENDO VESTE NUPCIAL? E ELE EMUDECEU.” MATEUS 22:11-12

“13E UM DOS ANCIÃOS ME FALOU, DIZENDO: ESTES QUE ESTÃO VESTIDOS DE VESTES BRANCAS, QUEM SÃO, E DE ONDE VIERAM? 14E EU DISSE-LHE: SENHOR, TU SABES. E ELE DISSE-ME: ESTES SÃO OS QUE VIERAM DA GRANDE TRIBULAÇÃO, E LAVARAM AS SUAS VESTES E AS BRANQUEARAM NO SANGUE DO CORDEIRO.” APOCALIPSE 7:13-14

Era um costume daquela época as pessoas não entrarem no templo usando roupa suja. Você deve se lembrar do festim das bodas no evangelho, quando faz referência à túnica nupcial.

Bem, era um ritual, um dever exterior. De certa forma, existia uma relação entre ir ao encontro do Senhor e o traje apropriado, a forma de se apresentar. Não se ia de qualquer jeito, vestia-se uma roupa limpinha para entrar no templo, era preciso vestir-se de forma adequada. Essa vestimenta limpinha, branca, fala naturalmente da necessidade de se manter o padrão de pureza, fala da pureza, da condição de retidão, da inocência, do preparo e até mesmo de um determinado padrão de santidade para se colocar em relação com o Senhor.

O branco transmite uma expressão clarificada, expressa harmonia. E é imperioso sairmos da morte que em certas ocasiões nos situamos, para entrar na vida plena aonde iremos nos vestir como os anjos, vestidos de brancos, com túnicas resplandecentes.

Observe que essa pureza é a expressão máxima que nós podemos conseguir no plano em que vivemos.

A cor branca apresenta uma síntese das demais cores, ela constitui-se no denominador das várias cores, é uma somatória. Isso mesmo, o branco é a soma de todas as cores, é a soma de uma enormidade de valores, afinal, precisamos trabalhar sob os mais variados campos ao longo das jornadas terrenas.

Em outras palavras, ela é um parâmetro de abertura e ao mesmo tempo permite a decomposição, porque lançada sob o prisma ela se decompõe. E a decomposição do branco atinge o educando na faixa em que ele consegue perceber. Isso é bonito e profundo demais de se entender. E não sendo branca, sendo azul, verde ou amarela, ela seria isolada dentro de uma determinada faceta.

Note que o filho do homem apresenta um vestido branco comprido até os pés, o que indica autoridade plena em cima do que ele conquistou e efetivou. É diferente de muitos que se encontram investidos de roupas brancas. Estar investido de vestes brancas denota uma condição transitória, é uma autoridade para serviço. Sem dúvida, muitos estão investidos de roupas brancas para o trabalho.

“E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do cordeiro.” (Apocalipse 7:14)

Essa expressão apocalíptica “os que vieram de grande tribulação e lavaram os seus vestidos e os branquearam com o sangue do cordeiro” nos fala da luta vivida aqui no orbe durante toda a nossa encarnação. São as nossas lutas corriqueiras, os nossos desafios constantes, os percalços para solucionar, o esforço para chegar.

Estamos aprendendo juntos neste estudo que na atualidade de nossa vida já não cabe concepções meramente filosóficas. Isso não resolve. Pelo contrário, compreendemos que as expressões assimiladas de forma intelectiva representam revelações que buscam direcionar o nosso espírito no grande destino da redenção.

Não há dúvida nenhuma que estamos aqui sendo tocados em nossas vestes pelos padrões superiores que fazem a linha de toque e adentram o campo essencial de nossa vida para poderem se expressar ao nível de uma realidade de vida.

Estamos lutando dia após dia para branquear os nossos vestidos. E branquear os vestidos quer dizer sacrificar-se, significa a justiça dos santos, refere-se aos testemunhos diversificados. Os que estão lavando as suas vestes são aquelas individualidades convocadas para os testemunhos. Vivenciam padecimentos, grandes dificuldades, no entanto, na consciência vibra a paz. Assim, vamos lembrar que essa expressão vestes brancas define uma vestimenta a serviço do criador.

Nós vivemos em meio a uma sociedade que tem de tudo. Aliás, se somos hoje tocados em nossas vestes pelos padrões superiores que fazem a linha de toque e adentram o campo essencial de nossa vida, recebemos também aqueles toques de natureza negativa que poderão encontrar linhas de germinação dentro de nós.

Continuamente nós estamos sendo influenciados pelo meio. Mas quem escolhe o meio em que nós estamos somos nós mesmos. Vale não esquecer que o meio é sempre um reflexo também de nossas necessidades interiores. A criatura pode viver em um ambiente delinquente e não vir a se contaminar. Às vezes até se contamina, no entanto, há uma resistência de dentro para fora neutralizando todo esse contágio. A forma de não se contaminar os vestidos é pela vigilância. Não se envolver e não se deixar levar pelas sujidades do caminho.

O mundo tem e sempre teve criaturas nos graus evolucionais mais diversificados. E para evitar esse contágio o que os discípulos de João Batista faziam? Eles faziam jejum, não andavam com os pecadores, não comiam com os pecadores, não andavam com as meretrizes, não passavam nem próximo delas.

E tem muito religioso assim nos dias de hoje. Não passa na frente do bar para não beber. Aliás, além de não beber abomina a bebida. Não fala palavrão. Tem uma fila deles, todos assim, bonitinhos, dentro dos padrões, em termos de segurança.

E tem muitos sacerdotes e religiosos tradicionais trabalhando na defensiva. Buscam livrar-se do inferno e reservarem para si o céu, são seguidos pelo medo do inferno. Levantam a bandeira do Cristo, enunciam palavras bonitas de amor ao evangelho, mas não querem se contaminar. Isso sem contar, ainda, uma enormidade de indivíduos que querem levar o amor, sim, mas com uma espada na mão.

Meus amigos, o processo não é mais o de salvar a pele do religioso tradicional, que declara que está com Jesus e que não vai para o inferno de jeito nenhum. Isso é coisa antiga, para nós já ficou para trás faz tempo, embora ainda seja algo presente para milhões de pessoas. A questão é que quanto maior a preocupação da criatura no campo da segurança nesse sentido maior é o reconhecimento que essa individualidade tem de que ela é susceptível de vir a se contaminar.

Quanto mais preocupação com a segurança mais o indivíduo se apercebe que é suscetível de se contaminar. Isso é fato. Enquanto ficamos muito amarrados aos impactos e dificuldades ainda ficamos em uma posição de acentuada inabilitação, significa que nós ainda não estamos bem colocados. Com o Cristo trabalhamos não na defensiva, mas na ofensiva. Se João Batista jejuava, Jesus, além de não jejuar alimentava-se com pecadores e problemáticos de toda ordem.

Conosco, que aderimos ao evangelho, não pode ser diferente, temos que conviver e relacionar com um mundo que tem de tudo. Quando evitamos os complicados demonstramos que nos situamos em um processo de purificação, de educação.

Vamos utilizar o conhecimento que nos tem visitado. No campo operacional do bem é importante nós entrarmos, ou ao menos tentarmos entrar, na percepção do complicado, daquele agente emissor de ondas mentais desordenadas. Sabe por quê? Porque na hora em que penetramos a sua necessidade intrínseca observamos que se nós estamos querendo ser filhos de Deus ele também o é. Tanto quanto nós. Só que ele foi contaminado, permitiu-se contaminar. A conclusão do tópico é muito simples: sem amar é muito difícil evitar o contágio.

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