6 de ago de 2011

Cap 15 - Os Vestidos e os Panos - Parte 4

ANDAR DE BRANCO

“4MAS TAMBÉM TENS EM SARDES ALGUMAS PESSOAS QUE NÃO CONTAMINARAM SUAS VESTES, E COMIGO ANDARÃO DE BRANCO; PORQUANTO SÃO DIGNAS DISSO. 5O QUE VENCER SERÁ VESTIDO DE VESTES BRANCAS, E DE MANEIRA NENHUMA RISCAREI O SEU NOME DO LIVRO DA VIDA; E CONFESSAREI O SEU NOME DIANTE DE MEU PAI E DIANTE DOS SEUS ANJOS.” APOCALISPSE 3:4-5

“O que vencer será vestido de vestes brancas” e a gente questiona porque ainda será vestido. Porque será vestido é uma referência ao futuro, algo por vir.  Essa vestimenta vai ser uma resposta natural da misericórdia divina ao modo de vida implementado. É uma decorrência natural àquele que venceu a si mesmo.

Sabemos que o vestido é resultante da irradiação intrínseca da pessoa, e isso está bem claro, creio. No entanto, esse vestido, por mais claro que ele seja, e independente da sua coloração e mesmo da sua tessitura, está sempre em reformulação.

E ocorre que quando projetamos a nossa busca no conhecimento, ou seja, em cima do valor informativo, envolvemo-nos inicialmente em vestes que não apresentam uma tessitura, que não apresentam uma estrutura definida, e que por isso pode vir a romper-se a qualquer momento. Porque o vestido, com legitimidade, é decorrente do que se irradia, do que se faz, não daquilo que se recebe.

Para isso, não pode ser negligenciada em tempo algum o componente da vigilância.

Será vestido de vestes brancas aquele que vencer a si mesmo na grande luta entre o plano informativo e o plano operacional. Uma resultante. Essas vestes brancas vão definir a aquisição de uma irradiação diferenciada, aquisição de um novo tecido fundamentado na harmonia, no conhecimento e, acima de tudo, na prática.

E “andarão comigo”. Acho que não há dúvida que isso se refere à manifestação operacional, porque ninguém anda parado. Andar quer dizer movimentar, dinamizar, pois o que está com Jesus não pode estacionar, não pode acomodar-se.

O verbo apresenta-se de forma clara nesse sentido: movimentarão. Andarão comigo quer dizer Jesus com Deus operando, e nós com o Cristo realizando. Aquele religioso que estiver pensando em um lugar acomodatício no céu precisa ler esse versículo, entender e rever seus conceitos, alterar sua concepção. Porque andar significa movimentar-se. E bonito é que enquanto a criatura estiver nesse movimento ela vai estar acompanhada dessa veste branca.

O amigo da humanidade passou e vem passando no meio dos contaminados, e continuamente tem nos ensinado acerca dos batismos, que, por sinal, estudamos no início deste trabalho. O primeiro batismo é o da não contaminação, é aquele no qual se investe na vacina do Cristo, ingere o ensinamento de Jesus para não se contaminar. O segundo batismo é ir ao encontro das necessidades alheias, tendo-as como oportunidade de trabalho. Mas ir sem violentar quem quer que seja e também sem se contaminar. Isso é importante demais.

A questão não é guardar a veste para não sujar, é o contrário. Muitos de nós conseguimos passar da primeira parte de forma tranquila. Tiramos de letra, não nos contagiamos, ou se isso ocorre conseguimos nos limpar. De certa forma, criamos uma assepsia adequada. Porém, muitos de nós falhamos quando saímos ao encontro dos contaminados. Aí complica. Podemos dizer que uma enormidade que tem estudado conosco aqui são os emersos do segundo lance.

Em se tratando de assunto espiritual, quando a questão é o campo doutrinário do evangelho, sem dúvida nós não podemos nos titular primeiro para sair operando depois, como acontece em todas as faculdades tradicionais. Aqui no mundo que vivemos, se você vir a atuar em uma área específica que tenha titulação acadêmica, sem o ter, você está sendo um impostor. Porém, quando se trata das realidades do espírito, se você esperar receber o título para em seguida operar você nunca opera. Até vamos mais à frente, não opera e tampouco recebe o título, pois é um processo que vai ocorrendo de forma simultânea, concomitante.

A gente vai sendo guindado às possibilidades novas na medida em que operamos. E nos degraus subsequentes já nos apresentamos com essa expressão clarificada. E percebemos que o próprio degrau que vai sendo ascendido, nessa subida, é que vai garantindo essa brancura ao nível de uma expressão de dentro para fora, não de um processo extrínseco de fora para dentro.

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