9 de ago de 2011

Cap 15 - Os Vestidos e os Panos - Parte 5


O NOME E A DIGNIDADE

“4MAS TAMBÉM TENS EM SARDES ALGUMAS PESSOAS QUE NÃO CONTAMINARAM SUAS VESTES, E COMIGO ANDARÃO DE BRANCO; PORQUANTO SÃO DIGNAS DISSO. 5O QUE VENCER SERÁ VESTIDO DE VESTES BRANCAS, E DE MANEIRA NENHUMA RISCAREI O SEU NOME DO LIVRO DA VIDA; E CONFESSAREI O SEU NOME DIANTE DE MEU PAI E DIANTE DOS SEUS ANJOS.” APOCALISPSE 3:4-5

O registro das pessoas àquela época era feito por meio da inserção do nome em um livro.

O nome seria o processo de identificação pessoal. Assim, o nome das pessoas era listado, ou seja, nascia alguém, listava. O fato de o nome estar escrito no registro significava que a pessoa estava viva, que ela tinha determinados direitos inerentes à cidadania. E quando a pessoa morria o nome era retirado. Portanto, se procurasse o nome e não o achasse significava que a pessoa morreu.

Retirar o nome significava a morte ou a perda dos direitos de cidadão. E dentro de uma linha de projeção, retirar o nome do livro da vida é de alguma forma perder os direitos.

O processo de candidatura nossa no âmbito da vida, no campo que diz respeito à superação de nós próprios, sempre iniciará em nome de. Não tem como ser diferente. Por exemplo, eu aprendo que perdoar é importante, e isso diz o evangelho.

Aí, eu chego em casa e tenho um atrito com alguém. Isso me chateia, mas eu penso comigo mesmo: “Em nome daquilo que eu tenho aprendido eu vou esquecer.” E esqueço, e é coisa passada. Perdôo em nome de. Entendido até aí? Nós perdoamos em nome de. Por enquanto, nós temos que fazer em nome de (“tudo que pedis em meu nome”), até que venhamos a ter o nosso nome devidamente referenciado, aprovado pelas hostes que trabalham ao nível da própria consciência.

“E de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida.” Nesse caso nós vamos ter um nome que já é específico da criatura. Daí, não riscará o nome porque o “seu nome” já está em perfeita correlação com o nome daquele que gerencia o amor em todo o universo. Existe uma manifestação, já está incrustado, se mantém ligado à corrente natural do amor. Ele passou a ter um nome específico dele, não estava fazendo mais em nome de. Em nome de nós branqueamos o vestido, e em nome próprio, sob a tutela de, nós temos a posse efetiva do vestido branco. E tem muita coisa que você faz em seu nome. Você atua em nome próprio naquelas coisas que você já domina, que faz, que acredita.

“E confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.” Agora, se nós vencemos nesse parâmetro em que operamos vamos para uma percepção nova, amplia-se a nossa ótica. Confessar o nome diante do Pai e dos seus anjos quer dizer que passamos a interagir com um grupo operacional além da nossa atual posição. “Seus anjos”, isto é, nós passamos a trabalhar em um nível além, em patamar acima do grupo em que nos situávamos. Passamos a trabalhar em um nível além, quando antes o nosso grupo era aqui. Nosso grupo passa a ser acima.

Constantemente estamos embutidos em uma coletividade mais ampla, menos ampla ou até mesmo restrita, e vamos continuamente alcançando liames cada vez mais abrangentes. É como estrada. Vamos seguindo, e de repente parece que ela acabou. Basta a gente continuar firme para obeservar que à frente tem mais estradas.

E “será vestido” de branco. Será vestido, no futuro. E o agente que opera essa vestimenta parece ser o Cristo. É ele que vai nos vestir com um vestido branco, embora nós ainda não tenhamos a posse de um vestido dessa qualidade.

A escritura nos mostra que independente do vestido ser verde, azul ou cor de rosa, cada um na sua faixa, se nós tivermos um plano de dignidade, esta dignidade é que vai conferir esse presente que é ser vestido de branco pelo Cristo íntimo.

Somos vestidos a partir do instante que nos colocamos em um padrão de dignidade. “São dignas disso”, isto é, não foram suscetíveis nesse contágio, ainda que passando ou mergulhando em verdadeiro lamaçal de dificuldades. Dá a entender que o vestido que não foi contaminado não necessariamente ele já era branco. 

Até hoje não sabemos onde a vida começa e onde termina. O que garantirá a minha harmonia no degrau em que estou é a ação crística que eu trago comigo, e que me confere atuar com ela até onde o meu grau de conhecimento e de impedimento da vida permitir. Vamos ter tranquilidade e também saber nos posicionar nessa faixa específica que nos é competente dando o nosso melhor.

Porque com a qualidade há a dignidade, e essa dignidade é relativa ao plano onde nós estamos ou conquistamos. O que é importante é que no degrau onde você estiver você consiga essa dignidade, porque essa dignidade é que te faz feliz, que lhe dá harmonia. Você vence a luta íntima entre o que sabe e o que passa a fazer.

Imagine que duas mães podem chegar ao final da vida, olhar para trás e ver, às vezes, que os filhos que tiveram não chegaram naquele ponto onde elas gostariam que estivessem.

A primeira pode desencarnar acentuadamente atribulada em razão disso. E a segunda pode desencarnar tranquila e estar bem, porque embora ainda não tenham chegado a ponto nenhum ela fez o que podia. Ou seja, ela usou toda  estrutura crística de operação no amor, como mãe, e também como um ser que tem a expressão crística dentro de si. A mãe que não consegue levar o filho fique serena porque fez o que pode. Somos aferidos por aquilo que fizemos e também como fizemos.

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