13 de ago de 2011

Cap 15 - Os Vestidos e os Panos - Parte 6


OS PANOS


“E DEU À LUZ A SEU FILHO PRIMOGÊNITO, E ENVOLVEU-O EM PANOS, E DEITOU-O NUMA MANJEDOURA, PORQUE NÃO HAVIA LUGAR PARA ELES NA ESTALAGEM.” LUCAS 2:7

À época do casamento de José e Maria, o imperador César Augustus decretou que todos os habitantes do império romano fossem contados. Deveria ser realizado um censo de modo a poder ser usado para uma cobrança mais eficiente de impostos.

Os judeus sempre tiveram uma prevenção contra qualquer tentativa de enumerar o povo e isso, além das dificuldades domésticas com Herodes, rei da Judéia, conspirou para causar o adiamento por um ano na concretização desse censo no meio dos judeus. Assim sendo, em todo o império romano esse censo ficou registrado no tempo determinado, com excessão para o reino de Herodes na Palestina, onde foi feito um ano mais tarde.

Não era necessário que Maria fosse a Belém satisfazer esse registro, José estava autorizado a fazê-lo por toda sua família. Maria, no entanto, dinâmica, insistiu em acompanhá-lo. De certa forma, ela temia que deixada sozinha a criança nascesse enquanto José estivesse ausente. Além do mais, Belém, não sendo longe da cidade de Judá, ela previu a possibilidade de agradável visita à Isabel.

Já tivemos a oportunidade de comentar que falar do nascimento de Jesus a dois mil anos atrás não nos atende mais. O que nos importa hoje, com toda a certeza, é o nascimento da estrutura crística em nós. O Cristo continuamente continua nascendo em nosso campo íntimo. E vamos perceber que a estrebaria define onde ele nasce, ao passo que a manjedoura aponta a finalidade desse nascimento.

A estrebaria vem definir onde se dá o nascimento de Jesus dentro de nós, que se dá à margem do contexto principal em que os valores de nossa vida orbitam.

Então, veja bem, “não havia lugar para eles na estalagem”. Vida é processo de eleição pessoal e dentro da sistemática de vida que elegemos não existe espaço para o seu nascimento no plano principal ou central de nossas atenções.

Percebeu? Ele não nasce no centro de nossa vida mental, mas em um local simples e distanciado. E mesmo assim tem que correr com ele prá lá e prá cá, para um lado e para outro, pois querem atentar contra vida do menino. É pelo crescimento da estrutura crística em nós que permitimos que ele entre nas províncias da nossa intimidade e realize as obras de uma vida voltada à nossa redenção.

E ao nascer Jesus é colocado na manjedoura, que é berço simples, porque a simplicidade é o que caracteriza o símbolo da manjedoura e da estrebaria. E bem mais do que ser o símbolo da humildade a manjedoura é símbolo que define a capacidade de doação do ser. Vem mostrar a que se destina a chegada de Jesus em nós, a finalidade desse nascimento. Porque manjedoura é tabuleiro, é lugar onde se põe alimento, comida para os animais da estrebaria.

E ele mesmo disse ser a “videira verdadeira” e o “pão da vida”, fornecedor de componentes alimentícios para a vida eterna.

Por isso, o evangelho é para aqueles que querem fazer. Não é para aqueles que estão acomodados. É um código moral que envolve a intimidade do ser, presdispondo-o a um trabalho em favor daqueles visitados por dificuldades maiores.

O evangelho nos diz que Jesus foi envolvido em panos ao nascer, que Maria envolveu o menino em panos (“E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.”)

Ora, o pano é um tecido e o tecido é resultante do entrelaçamento, da ligação, da união de fios. E se estamos falando em fios esses fios podem muito bem ser a representação das nossas vibrações. Claro, afinal de contas já tivemos a oportunidade de mencionar que o vestido é o resultante das irradiações intrínsecas.

Isso significa que quando chegar alguém em nossa porta, ou nossa órbita, o recado é envolvê-lo em panos, em nossas vibrações. Vibrações de natureza acolhedora e protetora.

Vamos detalhar muito bem isso nos próximos tópicos. Porque estamos aqui ingerindo orientações na busca de uma formação consciente de vida. Preparando-nos para fazer, tentando incorporar a posição de receber alguém em nome do Cristo.

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