20 de set de 2011

Cap 17 - Causa e Efeito - Parte 1

LEI DE AMOR
  
“ASSIM, TODA A ÁRVORE BOA PRODUZ BONS FRUTOS, E TODA A ÁRVORE MÁ PRODUZ FRUTOS MAUS.” MATEUS 7:17

A lei de que se constitui o determinismo divino é a do amor para a comunidade universal.

O bem está na extensão universal, e não duvide disso. A visão divina, abrangendo todos os ângulos dos acontecimentos, sempre estabelece as diretrizes que facultam o equilíbrio em toda parte. A determinação divina é sempre o bem e a felicidade para todas as criaturas. 

As leis do universo, derivadas do amor, são estatuídas para dignificar e desenvolver os valores inatos da criatura que traz o anjo dormente na sua estrutura, aguardando o momento de despertar. E preservando os seus filhos contra os perigos do rebaixamento, criou Deus o aparelhamento das luzes religiosas, acordando as almas para a glorificação imortal.

E como não há violência na governança do amor todos tem o direito de utilizar do livre-arbítrio, até mesmo para se comprometerem, quando terão ensejo de reparar.

Então, note uma coisa, não existe uma reação negativa das leis que nos regem. Nunca!

Elas não têm um sentido negativo, ainda que machuquem, ainda que sofra a criatura.

A proposta da misericórdia divina não é machucar, punir, a proposta superior é fazer o ser avançar, libertar-se, integrar-se nas faixas lindas e expressivas do amor. Assim, a própria dor, a própria enfermidade, os próprios desafios da vida, são componentes impulsionadores da evolução do ser, seja no respaldo dos débitos perante a lei, ou seja na instauração de processos de indução para o crescimento consciente.

As próprias reações da lei não têm um sentido puramente de dizer basta, ou mesmo de mostrar a nossa pequenez. Longe disso. O pai nunca pune os seus filhos que erram, corrige-os, perdoando sempre. E há uma distância gigantesca entre punir e corrigir. Afinal, quem pune humilha para submeter, ao passo que quem corrige aperfeiçoa para libertar. As reações da lei trazem consigo uma instrumentalidade didática para que a gente descubra o processo e se ajuste a um caminho novo.

Os nossos momentos difíceis na vida cerceiam, sem dúvida, mas dentro desse cerceamento e da aplicação da lei existe uma alta dose de investimento superior.

A reação da lei traz consigo uma abertura nova chamada amor, recuperação, recomposição do destino, exame da própria caminhada. De lá para cá, do plano celestial para o nosso, existe o investimento em uma oportunidade. Para que, debaixo do mecanismo da dor e do sofrimento, dentro do processo de quitação e reajuste, a gente se harmonize com as leis soberanas do amor, aprenda e seja feliz.

Estamos falando em leis e podemos dizer que no plano terrestre cada país tem o seu código penal, alicerçado e adequado à capacidade evolucional em que se encontra. Abrindo o leque, e considerando o universo em sua totalidade como o reino divino, situamo-nos todos sob o império de leis das quais não podemos trair.

E essas sábias leis da vida que regem o universo, de misericórdia e amor, fundamentam-se em princípios de equilíbrio que não podem ser derrogados sob pena de apresentarem aflições penosas aos infratores. Ninguém alegue desconhecimento do propósito divino. Mas confiando em si mais do que em Deus o homem transforma a sua fragilidade em foco de ações contrárias a essa lei, efetuando intervenção indébita na harmonia divina. Eis o mal! Com o mal, a necessidade imperiosa de recompor os elos sagrados dessa harmonia. Surge o resgate.

Raros homens se dispõem a respeitar os desígnios de Deus, olvidando voluntariamente que as menores quedas e as mínimas viciações ficam impressas na alma, exigindo retificação. Mas não podemos mais nos iludir. Todos os que tentam enganar a natureza, quadro legítimo das leis divinas, acabam por enganar a si mesmos.

Ninguém trai a vontade de Deus, nos processos evolutivos, sem graves tarefas de reparação.

A vida é uma sinfonia perfeita, e quando procuramos desafiná-la, no círculo das notas que devemos emitir para a sua máxima glorificação, somos compelidos a estacionar em pesado serviço de recomposição da harmonia quebrada.

Amigos, se soubéssemos do terrível resultado de nosso desrespeito às leis divinas jamais nos afastaríamos do caminho reto. Temos livre-arbítrio, sim, porém, se não chegamos a um ponto em que é preciso mudar nós vamos sair de uma linha de auto-escolha para uma linha compulsória. Quem desarmoniza as obras divinas prepare-se para a recomposição. Quem lesa o pai algema o próprio eu aos resultados de sua ação infeliz, e, por vezes, gasta séculos desatando grilhões. Sem dúvida alguma é possível perturbar as obras de Deus com sorrisos, no entanto, seremos forçados a repará-las com o nosso suor e as nossas lágrimas.

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