19 de out de 2011

Cap 18 - A Conversão - Parte 1

A INFORMAÇÃO

“31JESUS DIZIA, POIS, AOS JUDEUS QUE CRIAM NELE: SE VÓS PERMANECERDES NA MINHA PALAVRA, VERDADEIRAMENTE SEREIS MEUS DISCÍPULOS; 32E CONHECEREIS A VERDADE, E A VERDADE VOS LIBERTARÁ.”             JOÃO 8:31-32

A grande multidão de pessoas até hoje tem efetivado a sua rotina de crescimento e marcha evolutiva mediante o impacto dos acontecimentos menos felizes da vida.

Isto que estou dizendo não é novidade nenhuma. Sem dúvida, a grande massa trabalha, ainda, em termos dos efeitos como componentes indutivos da evolução.

Ela não elege um sistema para percorrer esse sistema, mas caminha ao sabor das circunstâncias, tem a sua proposta de crescimento centrada nos fatores de fora para dentro, faz a sua aprendizagem totalmente elaborada nos impactos externos sobre a individualidade, trabalha no despertar dos valores morais. Por isso, é fácil constatar que para muitos os padrões espirituais representam refúgio e abrigo para horas determinadas.

Ou seja, diante do aperto aproximam. A mínima melhoria é suficiente para sumirem. Visitados pela dor, procuram de novo. E assim vão levando. No entanto, nós precisamos mudar o sentido de nossa evolução para além da dor, afinal, a dor é um mecanismo evolutivo inerente às faixas inferiores da evolução.

É certo que não estamos muito acostumados a exercitar o processo reeducacional. Entretanto, a expressão de Paulo, “ministros de um novo testamento”, vem definir para nós que o crescimento agora é sob outro aspecto.

Caminhamos a passos rápidos para uma nova situação hierárquica do planeta e o crescimento apenas debaixo dos impactos não constitui o caminho operante no mundo regenerado. Lá a ascensão não vai ser somente assim, só na base do empurrão. Sem dúvida, estamos envolvendo os nossos corações em um processo para um crescimento consciente.

Se antes aprendíamos pelo impacto da justiça, o evangelho nos projeta para aprendermos sob a tutela do amor.

Uma ascensão não mais pelo mecanismo do sofrimento, não mais pela pancada dos acontecimentos que o mundo transmite, não mais pelo instrumento da dificuldade. Mas pela adesão a uma proposta nova que dimana de cima.

Daqui para frente uma evolução não mais pelo constrangimento, mas sob o componente assimilativo pela busca. Um sistema novo a nos projetar em cima do aprende e faz. Se antes quem nos ensinava era a vida, agora aprendemos apropriando conteúdo e experimentando, ingerindo conhecimento e implementando medidas, gravando informação e praticando, avocando novos valores e fazendo, retendo informação e vivenciando. Arregimentando padrões seletos e tentando operar, na essencialidade do nosso ser, um caminho educacional que é o caminho que vigora no mundo de regeneração. Enfim, um aprendizado sem sofrer, por uma eleição de educação. Caminhando na linha vertical do amor a Deus e ao próximo na horizontal, erradicando vícios pela incorporação de virtudes.

E no momento em que a gente vai elegendo uma proposta de crescimento consciente, vamos notar que a nossa aprendizagem, que era totalmente pelo impacto de fora para dentro, em cima de cada um de nós, pelo investimento nosso com carinho, abnegação, sacrifício e determinação no que aceitamos fazer, passamos a aprender no trabalho e não debaixo das lágrimas, da tristeza e da frustração.

Dá-se um processo de crescimento pela própria tarefa que se desenvolve.

Na medida em que vamos conseguindo tornar os efeitos cada vez mais brandos, é sinal que estamos deixando de ter uma pressão de fora para dentro para evoluirmos em termos de uma assimilação a nível intuitivo dos valores que precisamos explorar na caminhada.

Percebeu? Em vez de acordarmos com o som da dinamite em nossas cabeças, passamos a acordar com o canto dos pássaros livres na natureza. Vai-se ampliando o campo das nossas percepções, que se tornam cada vez mais sutis. Esse é o resultado: nós estamos agora aprendendo a trabalhar para nos realizar.

A ausência de estudo, em qualquer setor de trabalho, significa estagnação. Não me refiro a uma ou determinadas áreas específicas, mas a todas as áreas profissionais.

A costureira que não observa as novas tendências de cortes, moldes e de tecidos não progride. O cabeleireiro que não acompanha os novos visuais da moda não cresce na sua atividade. Sendo assim, dentro do mecanismo da evolução vai aparecer um dos valores que marcam o mecanismo do crescimento e da aprendizagem. É o que estamos fazendo aqui na busca de conhecimentos que nos auxiliem.

E quando estudamos e tentamos interpretar o evangelho nós começamos a trabalhar um ponto básico da educação que é o plano informativo. Ele é receptor do conteúdo, pois a verdade ocorre quando obtemos determinado conhecimento novo, inicialmente de maneira informativa.

Então, o primeiro passo da verdade é exatamente o plano teórico. Ou seja, na própria linha informativa nós já começamos a gestar o homem novo. A informação é aquele componente que vem antes da formação. Isso é muito importante, ela por si só não dá forma, ela prepara. A informação é aquilo que chega e que eu desconhecia. Claro, do contrário não é informação. Ela define o ângulo vertical. É a instrução, o que recolhemos do alto, o que captamos de cima, é o que vem de fora, representa o instrumento indutor, o componente instaurador, o elemento de toque. Importante entender que a instrução informa, ela opera de fora para dentro, pois o ato de receber está amplamente ligado ao plano informativo. E ela quase que nos transforma em uma biblioteca ambulante.

O ensejo de aprender é uma porta libertadora. Quando nos surge um componente informativo novo dentro da nossa rotina esse componente novo tem o papel de projetar a inteligência e o campo mental para mais à frente. Pela linha informativa nós ingerimos e captamos.

Falamos a pouco que a informação vem antes da formação. Assim, a informação é o instrumento que vai nos possibilitar uma postura de aplicabilidade.

É por isso que a verdade por si só não liberta (“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. João 8:32) O conhecimento intelectual nos coloca na ante-sala da libertação. Logo, o valor informativo não garante a passagem pela porta, garante a visualização da porta, como a matrícula do curso não soluciona o problema do aproveitamento. Por isso, se nós arregimentarmos todas as informações acerca do evangelho ou de qualquer outra área estaremos potencializados, preparados, prontos, para realizar. A informação nos coloca no alto. Só não podemos esquecer que, como Zaqueu, para crescer é preciso fazer.

É por isso que a verdade não liberta, mas libertará!

É imprescindível levantarmos uma estrutura científica dentro do plano da filosofia. 

Jesus é aquele que dispara o processo educacional. A cada instante nos chega informando, especialmente à medida que passamos a compreender o seu evangelho. Agora, é indispensável o golpe da ação própria no sentido de modelarmos o santuário interior na sagrada iluminação da vida. Sem contar que não se elege uma padronização a nível mental, de modo adequado e seguro, se não houver disposição de investir naquilo, de investir no ponto capaz de criar o registro interior dentro de nós ao nível de reflexo. Então, ler, ler e ler, abrindo a horizontal da heterogeneidade de informações é muito importante. No entanto, essa leitura só será capaz de nos possibilitar algum progresso quando conseguirmos perseverar naquele ponto que o nosso campo mental adotou ou vem adotando.

E dá-se que muitas vezes a nossa mentalidade absorve o conteúdo, mas nossa vontade é incapaz de operar. E não tem como progredir numa situação nova, no rumo de uma nova faixa de vida sem a utilização adequada da vontade. Nesses casos, paciência! Porque a paciência representa a capacidade nossa de persistir.

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