5 de nov de 2011

Cap 18 - A Conversão - Parte 6

TESTEMUNHAR

“BEM AVENTURADO AQUELE QUE LÊ, E OS QUE OUVEM AS PALAVRAS DESTA PROFECIA, E GUARDAM AS COISAS QUE NELA ESTÃO ESCRITAS; PORQUE O TEMPO ESTÁ PRÓXIMO”. APOCALIPSE 1:3

“QUANDO, POIS, VIRDES QUE A ABOMINAÇÃO DA DESOLAÇÃO, DE QUE FALOU O PROFETA DANIEL, ESTÁ NO LUGAR SANTO; QUEM LÊ, ATENDA;” MATEUS 24:15

Já tivemos a oportunidade de trabalhar em capítulo específico acerca do verbo ouvir. Cabe-nos por agora definir que o ouvir define aquele valor capaz de nos sensibilizar a nível auditivo.

No versículo em questão, note que o verbo ouvir se encontra no plural, e não é à toa. Apresenta para nós que ele indica generalidade, isto é, todos ouvem, dentro da acepção espiritual. E ao mesmo tempo em que a audição alcança a todos ela também apresenta sentido de inatividade, pois enquanto ouvimos situamo-nos em um estado de passividade, para ouvir não é preciso fazer nada, os que ouvem apenas ouvem.

Por outro lado, o verbo ler encontra-se no singular. Porque denota decisão e iniciativa pessoal. Se para ouvir não é preciso fazer nada, para ler é preciso interesse.

E para nos interessarmos em ler primeiro a gente tem que ter ouvido falar. Assim, as pessoas já ouviram falar em Jesus, já ouviram falar no evangelho. E o que é mais importante, acima de tudo, o ler, que é a utilização da visão, apresenta um caráter de aplicabilidade. O ver nos possibilita um direcionamento dos padrões recebidos, muitas vezes pela audição. O ver sugere um direcionamento de atitude, de aplicabilidade, e quem vê não fica parado, age, quem lê precisa atender. Por isso, é imperioso apropriar cada componente e procurar dar o melhor, o conhecimento nobre exige atividade nobre.

E é preciso guardar. Mas não é guardar no sentido de arquivamento mnemônico, na memória tão somente, é guardar no sentido operacional de aplicabilidade, criando o processo de sedimentação entre aquilo que ouviu e aquilo que, no campo intrínseco, ele está vendo, que está percebendo com clareza.

Somente depois que a gente ouve e vê é que vamos encontrar segurança através do testemunho. O texto é bem claro: “porque o tempo está próximo.” A postura de cada qual é que determina a maior ou menor proximidade do tempo.

O testemunho é algo para nós de extrema relevância. Para iniciar, o que é a testemunha? A testemunha é aquela criatura que é chamada a depor, a dar prova, a atestar a verdade de um fato que ela viu ou ouviu. É convocada a testemunhar alguma coisa que, em tese, ela viu. É confirmar, comprovar, demonstrar.

No âmbito mais aprofundado define aquela posição nossa que não tem um sentido apenas oral, mas um sentido de vida. É no sentido de afirmar, de declarar, de certificar, dentro de um contingente de informações e segurança, o esclarecimento que essa individualidade já possui. Não nos façamos desatentos, cada vez que as circunstâncias nos induzam a ouvir as verdades do evangelho não admitamos que o acaso esteja presidindo semelhantes eventos, forças ocultas estarão acionando a oportunidade, a fim de que nos informemos quanto ao nosso próprio caminho evolutivo. Porque a breve espaço de tempo seremos naturalmente chamados pela vida para testemunhar, para cientificar, afirmar, e esse testemunho tem que ser dado sob uma postura pessoal.

Você pode perguntar por que precisamos testemunhar. É simples, não há como nos projetarmos de forma consciente para as conquistas maiores do crescimento espiritual sem a vivência do testemunho. Porque todos os valores recebidos por nós sob o ângulo da informação, e posicionados no plano superior da vida, apenas se incorporam a nós, à nossa estrutura intrínseca, em plano de sedimentação, mediante o grau de testemunho, por meio de uma linha dinâmica e operacional de aplicabilidade diária. Sem vivência dos valores você não tem conhecimento, você tem pseudo-conhecimento, e o que projeta o ser não é a informação, não é o que se recebe, mas a formação dos caracteres novos.

No instante do testemunho estaremos sempre sozinhos com as nossas aquisições íntimas, e aquele que de algum modo não se empenha a benefício dos companheiros à sua volta apenas conhece as lições do alto nos círculos da palavra. Sem contar que aquilo que nós estamos vendo e não praticando é o que o outro faz e nós não fazemos ainda, porque nos mantemos teorizados. Por exemplo, eu posso sair de alguma reunião espiritual ou desligar o computador após ter estudado no blog motivado a colocar em prática os ensinamentos, e simplesmente não fazer nada. É preciso coragem e ousadia, toda mudança de vida que propomos materializar exige certo percentual de testemunho.

Testamento é ato personalíssimo, unilateral, gratuito, pelo qual alguém dispõe de seu patrimônio e apresenta disposições de última vontade. E a expressão “ministros de um novo testamento” define que a pregação se deve fazer pelo exemplo, a legítima interpretação do evangelho se faz mediante a dinâmica prática.

Pelo conhecimento nós visualizamos e pela vivência nós damos o testemunho nosso.

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