9 de nov de 2011

Cap 18 - A Conversão - Parte 7

A TESTEMUNHA FIEL

“E DA PARTE DE JESUS CRISTO, QUE É A FIEL TESTEMUNHA, O PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS E O PRÍNCIPE DOS REIS DA TERRA. ÀQUELE QUE NOS AMOU, E EM SEU SANGUE NOS LAVOU DOS NOSSOS PECADOS.” APOCALIPSE 1:5


É interessante o adjetivo: testemunha fiel. Fiel significa exato, verídico, verdadeiro, aquele que age com observância rigorosa da verdade, que cumpre ao que se obriga, leal, honrado, íntegro, digno de fé, probo.

Ninguém no mundo foi mais fiel cultor do respeito e da ordem que Jesus Cristo. Ele veio com uma vivenciação acima de todas as nossas condições operacionais.

Em todas as circunstâncias o vemos interessado acima de tudo na lealdade a Deus e no serviço aos homens. Como educador ele se posicionava como espelho, testemunhava de Deus em nosso terreno, ensinava e confirmava pela vivência, porque confirmar é atestar pela conduta. Palavra alguma poderá superar a sua exemplificação, que os discípulos devem tomar como roteiro de vida.

E nós também estamos sendo chamados. Em um estudo como este que estamos levando a efeito, pela profundidade e clareza das orientações, estamos sendo convocados para muito além da fisionomia religiosa. Convocados a testemunhar.

Sim, porque guardadas as distâncias entre nós e Simão Pedro, por exemplo, temos aprendido que se os discípulos mudaram nós também temos plenas condições de fazê-lo. Toda a autoridade dos discípulos estava posicionada na capacidade deles em testemunhar o que recolherem de Jesus.

A orientação dimana dos planos superiores em Deus e a fidelidade significa a capacidade nossa de operar segundo a estrutura íntima e clara que a nossa vida mental já propõe. De fato, assimilamos a informação no plano mental do superconsciente e operamos na linha prática da vida, e nos tornamos testemunhas fiéis. É isso aí. A fidelidade representa a coerência entre o que se faz e o que se sabe intelectivamente. Porque apenas o exemplo é suficientemente forte para renovar e reajustar, e cada um de nós somente poderá auxiliar os semelhantes e colaborar com o Senhor com as qualidades de elevação já conquistadas na vida. O filho do homem é o que dá testemunho para o homem, é sempre a representação daquele que já vivencia, daquele que já vive, daquele que já deu o testemunho daquilo que aprendeu com o Cristo.

Nem tudo são flores em nossa caminhada. Sabendo disto, Jesus foi o primeiro a inaugurar o testemunho pelos sacrifícios supremos. Perseverar e continuar, continuamente dizemos isso. As preocupações superficiais do mundo chegam, educam e passam, mas a experiência religiosa permanece. Toda criatura tem o seu testemunho individual no caminho da vida, e normalmente essa testemunha apresenta um espírito de sacrifício. Ninguém está dizendo que é fácil.

A vitória do seguidor de Jesus é quase sempre no lado inverso dos triunfos mundanos, é o lado oculto, anônimo, e nota-se que muitas vezes o progresso aparente dos ímpios desencoraja o fervor das almas tíbias. Mas guarde uma coisa: a vitória com o evangelho é tão grande que o mundo não a proporciona e nem pode subtraí-la, é o testemunho da própria consciência, transformada em tabernáculo do Cristo vivo.

Não estamos buscando fazer luz em nós para nada. Se o Senhor nos chamou, não nos esqueçamos que já nos considera dignos de testemunhar. É necessário fazermos calar a nossa voz de pouca confiança na sabedoria que nos rege os destinos e lembrarmos sempre a nossa condição de servos de Deus, para bem lhe atendermos ao chamado, seja nas horas de tranquilidade ou de sofrimento.

Uma das maiores virtudes do discípulo do evangelho, que com certeza nos propomos ser, é a de estar sempre pronto ao chamado da providência divina, não importa onde e nem como seja o testemunho dessa fé. O essencial é revelarmos nossa união com Deus em todas as circunstâncias. Isso é essencial. Acima de todas as felicidades transitórias do mundo é preciso ser fiel ao evangelho. Portanto, saibamos sofrer na hora dolorosa. Nos dias de calma é fácil demais provar-se a fidelidade e confiança na misericórdia divina, mas a dedicação verdadeira apenas nas horas difíceis em que tudo parece contrariar e perecer.


O testemunho apresenta uma capacidade aferidora e estamos trabalhando na aferição da conquista, não mais no despertar do conhecimento. Não estamos mais no Jesus revelador do ensinamento, embora ele se mantenha sempre presente, mas acima de tudo com o Jesus aferidor da conquista. Por isso é que testemunhar o Cristo exige a coragem de vivermos dentro de um processo realizador consoante aquilo que a intuição e o conhecimento teórico propõem. Esse testemunho é algo vivenciado em cima dos próprios movimentos da consciência do ser. Em muitas ocasiões ele é feito sem estardalhaço, de forma velada, materializa-se de uma forma isolada na intimidade da alma. Essencial é a gente fixar os ensinamentos através da vivência diária a todo instante, principalmente quando chamados a agir em situações adversas, onde nos é exigido grandeza moral diante de vícios e imperfeições daqueles que nos são caros.

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