26 de nov de 2011

Cap 19 - A Porta Estreita - Parte 4

A CHAVE

“17E EU, QUANDO VI, CAÍ A SEUS PÉS COMO MORTO; E ELE PÔS SOBRE MIM A SUA DESTRA, DIZENDO-ME: NÃO TEMAS; EU SOU O PRIMEIRO E O ÚLTIMO; 18E O QUE VIVO E FUI MORTO, MAS EIS AQUI ESTOU VIVO PARA TODO O SEMPRE. AMÉM. E TENHO AS CHAVES DA MORTE E DO INFERNO.” APOCALIPSE 1:17-18

Vamos começar dizendo que se a porta define a abertura, a nossa escolha, a chave por sua vez representa o acesso. É interessante observar, e fizemos questão de frisar bem o versículo, que ele tem as chaves da morte e do inferno.

Não tem as chaves do céu. Ele tem as chaves da saída. Vamos pensar juntos: o que nos coloca efetivamente no céu, que nós sabemos que não é lugar onde, mas estado de alma? Podemos pensar à vontade. E por mais que haja diferença de conceituações, a resposta é unânime: a vivência do amor. E se o amor é espontaneidade fica fácil concluir que para entrar no céu não precisa de chave.

Ao dizer que tem as chaves da morte e do inferno (Jesus, representado pelo emissário divino) e, melhor ainda, praticamente ao nos apresentar essas chaves, ele o faz porque o plano terapêutico das individualidades quase sempre se inicia não tanto pelo apontar o céu para as pessoas, mas objetivando tirá-las do sufoco. Isso indica a necessidade de aprendermos a sair do contexto em que nós vivemos.

Notamos que essas chaves são aqueles componentes que possibilitam a desativação das nossas dificuldades, elas são capazes de abrir os cadeados que nos prendem a uma vida de retaguarda, que nos mantém presos aos interesses puramente utilitaristas, às prisões magnéticas de valores que refletem aquele sentido puramente humano, e que já estão em fase de serem absolutamente vencidos. A própria expressão “morte e inferno” se relaciona com a imersão nas faixas inferiores da evolução, em caracteres que nos prendem ao passado com algemas vigorosas, que não são quebradas com facilidade.

A morte significa a perda da vida, a estiolação de valores que possuem a capacidade de vivificar o ser. É resultante da ingestão em determinada viciação, fator que representa a nossa queda nesse inferno. Deu para clarear? O inferno refere-se ao ambiente aonde essa morte vai nos jogar, é o ambiente em que você vai ser jogado nele, é o plano vibracional menos feliz em que nós nos ajustamos. E como chaves para nos tirar dessa situação temos o trabalho, a prece, as propostas no cultivo ao estudo. Porque operando no bem nós iniciamos a desconexão com aquelas chaves do inferno e da morte e penetramos com as novas chaves no céu, em um estado consciencial mais agradável.

E tem gente sofrendo muito mais pelo medo do que pela abertura natural da porta. Isso é importante.

E tem mais, o que nos dá segurança é o seguinte: Jesus não ofereceu essa chave para Simão Pedro? Ele não disse que lhe daria as chaves e que tudo o que ele ligasse na terra seria ligado no céu? Pois é, se a chave está com o Cristo, e nós também estamos com o Cristo, a chave que foi outorgada a Simão está na nossa mão também.

E quando a chave consegue abrir uma porta perceptiva nossa ninguém fecha. Por esta razão, vamos ficar muito tranquilos, a chave é aquela faculdade que nos é dada, ela é inerente, ou melhor, conferida àqueles que realmente fazem jus a ela por uma capacidade plena de discernimento. De modo que nós recebemos, pelo grau de investimento no campo positivo da vida, esse grau de autoridade.

A vida, sem dúvida, é uma busca de chaves, não é mesmo? É uma busca de chaves para que a gente possa encontrar os caminhos que nos favoreçam seguir a evolução por um sistema seletivo de valores sem tantos tropeços e percalços.

Desde o momento em que o nosso campo mental desabrochou, nós temos recebido não apenas orientações para o cultivo adequado no campo técnico e filosófico, como também temos recebido padrões a fim de estruturarmos um sistema reeducacional que possa nos livrar ao máximo das dificuldades sob a tutela da dor e do sofrimento. Até hoje, infelizmente, nós temos, em muitos momentos, tomado posse dessa chave informativa, mas por falta de uma capacidade de operar adequadamente com essa chave nós temos não apenas deixado para depois a oportunidade de alterar o sistema de vida como temos até mesmo tripudiado em cima de muitos padrões, gerando sofrimento e dor para nós.

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