29 de dez de 2011

Cap 20 - A Tentação - Parte 3

CONCEITO DE TENTAÇÃO

“12BEM-AVENTURADO O HOMEM QUE SUPORTA A TENTAÇÃO; PORQUE, QUANDO FOR PROVADO, RECEBERÁ A COROA DA VIDA, A QUAL O SENHOR TEM PROMETIDO AOS QUE O AMAM. 13NINGUÉM, SENDO TENTADO, DIGA: DE DEUS SOU TENTADO; PORQUE DEUS NÃO PODE SER TENTADO PELO MAL, E A NINGUÉM TENTA. 14MAS CADA UM É TENTADO, QUANDO ATRAÍDO E ENGODADO PELA SUA PRÓPRIA CONCUPISCÊNCIA. 15DEPOIS, HAVENDO A CONCUPISCÊNCIA CONCEBIDO, DÁ À LUZ O PECADO; E O PECADO, SENDO CONSUMADO, GERA A MORTE.” TIAGO 1:12-15

A tentação é uma disposição de ânimo para a prática de atitude contrária ao bem, é uma insinuação, instigação ao mal. Podemos mesmo dizer que é uma tentativa de desestabilizar quem está em uma ação positiva. A bem da verdade, a tentação não derruba ninguém, veremos em breve que a queda ocorre por nossa conta.

A tentação, por exemplo, não nos tira de lermos um livro, ela não nos impede de acessarmos o blog, ela tira-nos aquela disposição de operar o que o livro ou o blog propõe ou proporciona. Ela surge para tentar desativar e fazer abortar os componentes concebidos pela mente em uma nova faixa, em novos progressos.

É interessante que as três expressões em que a tentação de Jesus se manifestou definem as três áreas básicas de nossa queda no mundo: a alimentação, no seu sentido somático e também mental (nem só de pão vive o homem), o envolvimento na questão relacionada com o poder, o aspecto materialista (a Jesus foi mostrado os montes da terra) e, finalmente, outro ângulo que tem nos colocado em situações difíceis, que diz respeito ao desafio nosso quanto à utilização dos poderes já conquistados.

Já vimos antes que a insinuação da tentação se manifesta quando se instaura na individualidade a carência. Portanto, não pode ficar dúvida de que quase sempre o tombo não vai surgir no momento em que estamos angariando valores, no momento em que estamos nos preparando e assimilando. Ela não surge enquanto estamos na fase de planejamento e colocamos as bagagens no porta-malas.

Quando propomos algo novo, quando idealizamos uma meta que nos é importante, visualizamos uma escada e até podemos subir alguns degraus nela, até podemos dar os primeiros passos sem maiores problemas ou complicações.

Mas quase que de imediato aos primeiros lances operacionais recebemos uma reação que magnetiza e hipnotiza os interesses maiores, obliterando-nos para que permaneçamos na antiga escala, para que não ascendamos e fiquemos na mesma posição. 

Não é fácil avançar e nunca foi fácil crescer efetivamente. Quem estiver querendo realizar algo, em qualquer área da vida, sem estar disposto a receber as pancadas da tentação não precisa nem começar a fazer. Cada reunião espiritual que frequentamos, independente de qual seja a nossa religião, cada capítulo deste blog que estudamos juntos, definem para nós uma proposta de clarificação e é evidente que a luz fica sujeita ao envolvimento das trevas. E a tentação não surge nos lances iniciais e preliminares, é quando a gente começa a ganhar terreno mais ampliado, quando a gente começa a se expressar de alguma forma que começa a haver um desbloqueio dos registros mais profundos nossos.

Existe uma tendência dupla ou expressão dupla dentro de nós. O anseio de nos projetarmos, de crescermos, define um ângulo de aspecto liberal, que trabalha a nossa própria intimidade em condições de nos projetar para novas posições, mas dentro da intimidade nossa nós temos forças que insistem no conservadorismo da nossa maneira de ser. Uma força puxa para nos prender e outra nos impulsiona, e dentro desse sistema dinâmico dentro de nós é que vamos nos  definindo.

A tentação é praticamente uma condição do dia a dia, uma continuidade na vida. De forma que ante as grandes propostas nós entramos em um terreno que realmente tem que ser levado com paciência, calma e determinação. Enquanto não passarmos de um parâmetro para o seguinte ainda vibra tudo o que está presente no patamar de origem. Está chegando claridade de cima, está vindo luz, o plano superior está jogando luzes maravilhosas em nós, porém, ainda há um ponto que está nos fixando na retaguarda. O ponto sensível de desestabilização é o calcanhar de Aquiles, por isso é preciso ficar de olho aberto, se bobear a gente dança. Trabalhando com os valores de cima a gente se sente muito melhor, mas não vamos nos esquecer que se bobear a gente naufraga aqui, antes de chegar ao destino. Enquanto não conseguimos o acesso ficamos suscetível de uma submersão. Tem coisas que nós não conquistamos e não estão resolvidas, que estão gerando dificuldade e necessitam serem trabalhadas. Temos que ter muita luta para não cairmos no meio da viagem, porque com um pouquinho de observação vamos analisar que se bobearmos nós entramos na linha contrária de sintonia e afinidade operacional.

Vários lances precisam ser implementados nas diversas áreas, pois cada passo que damos à frente é um passo de desvinculação da justiça e penetração no amor que é luz.

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