7 de jan de 2012

Cap 20 - A Tentação - Parte 5

O PECADO E A MORTE

“14MAS CADA UM É TENTADO, QUANDO ATRAÍDO E ENGODADO PELA SUA PRÓPRIA CONCUPISCÊNCIA. 15DEPOIS, HAVENDO A CONCUPISCÊNCIA CONCEBIDO, DÁ À LUZ O PECADO; E O PECADO, SENDO CONSUMADO, GERA A MORTE.” TIAGO 1:14-15

O pecado representa aquela ação em sentido contrário à lei, tanto que pecador é aquele que conhece a lei, todavia age em sentido inverso ao que ela preceitua. E o mal aparece na vida de alguém quando aquilo que ele fazia como bem, com algo normal, passa a ficar superado. Ou então, é alguma coisa que não foi, ainda, devidamente clareada ou sublimada, à partir de uma luz nova vira sucata.

Não estamos aqui para falar da questão do pecado, esse assunto fica para frente em capítulo específico, preferencialmente quando abordarmos o perdão. Interessante por agora, em relação ao versículo acima, é que nenhum de nós aqui pretende em sã consciência lesar alguém, machucar alguém, ferir quem quer que seja.

Isto não faz parte da nossa vida mais, é coisa do passado, arquivo morto, já deixamos para trás. A nossa instabilidade agora reside na capacidade operacional do valor que já possuímos. O que tem machucado a gente hoje não é o mal que a gente faz, mas o bem que deixamos de fazer. Hoje estamos muito mais preocupados com aquilo que a gente deixa de fazer do que com aquilo que a gente efetivamente tem feito. Observamos com atenção e começamos a sentir um incômodo e chegamos mesmo a sofrer de certa forma quando a gente percebe que não deu aquele atendimento devido à pessoa que nos procurou, que nos solicitou determinado auxílio ou cooperação, que não demos a devida atenção que a nossa consciência indicava. E realmente começamos a sofrer por isso.

De certa forma passa a se definir no plano consciencial uma percepção mais ampliada acerca do bem e do mal. Já não reconhecemos o mal pela objetiva agressão ao bem, e sim identificamos o mal instaurado unicamente pela ausência do bem consciente que deixamos de fazer. E lembramos mais uma vez o apóstolo Paulo quando nos diz que “pelo fato de não fazer o bem já estou no mal”.

O pecado indica uma ação em sentido contrário à lei e dar à luz o pecado significa a permanência da criatura em um plano aplicativo estruturado em cima do padrão velho.

Repare que se a tentação é componente positivo e essencial na vida a caída na tentação é decorrente de uma fragilidade a que não soubemos vencer, ou não tivemos aquela vontade suficientemente forte para superá-la. E os padrões inferiores definem a emersão de produto nosso arquivado no departamento da memória.

O pecado surge porque a criatura tinha conhecimento adquirido, o teste veio para aferir e ela caiu no plano de reciclagem da mentalidade anterior. Deu para perceber?

Vamos tentar clarear: alguém tem uma determinada atitude que é negativa no plano moral, mas normal dentro do sistema de vida que ele elegeu e vive. Só que com novo aprendizado e novo padrão vibracional em que ela passa a situar-se esses valores, que foram incorporados no psiquismo como fatores positivos, com o decorrer do tempo e a mudança íntima passam a ser fatores superados.

Ou seja, transformam-se e deixam de ter um caráter positivo, passando para uma dimensão negativa. A vivenciação desses padrões, que era, até então, algo normal dentro do plano consciencial, passa a ser pecado e o pecado vai ocasionar a morte.

Porque a aplicabilidade desses padrões antigos no passado dessa individualidade foi ótimo. Eles foram até bons e necessários dentro de um mecanismo natural de vida dela. Mas esse mecanismo de vida de ontem já passa a ser morte hoje, porque já não atende mais. Ela está com o campo íntimo, psíquico, vibrando em faixa mais avançada. É morte, pois além de não estar fazendo o que deve, o que o aprendizado novo lhe indica, opera, ainda, com reflexos que já não justificam mais se manterem no presente. Morte como a perda da sua autoridade sobre si mesma. Fica um lembrete: se o pecado gera a morte fazer o bem no que estiver ao nosso alcance proporciona maior percentual de vida. E se a tentação nasce de nós, a flama da educação e do aprimoramento vem de Deus, conduzindo-nos continuadamente para a esfera superior.

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