21 de mar de 2012

Cap 22 - Felicidade é Agora - Parte 4

ALEGRIA GENUÍNA

“11NÃO DIGO ISTO COMO POR NECESSIDADE, PORQUE JÁ APRENDI A CONTENTAR-ME COM O QUE TENHO. 12SEI ESTAR ABATIDO, E SEI TAMBÉM TER ABUNDÂNCIA; EM TODA A MANEIRA, E EM TODAS AS COISAS ESTOU INSTRUÍDO, TANTO A TER FARTURA, COMO A TER FOME; TANTO A TER ABUNDÂNCIA, COMO A PADECER NECESSIDADE.” FILIPENSES 4:11-12

“12PORQUE A NOSSA GLÓRIA É ESTA: O TESTEMUNHO DA NOSSA CONSCIÊNCIA, DE QUE COM SIMPLICIDADE E SINCERIDADE DE DEUS, NÃO COM SABEDORIA CARNAL, MAS NA GRAÇA DE DEUS, TEMOS VIVIDO NO MUNDO, E DE MODO PARTICULAR CONVOSCO.” II CORÍNTIOS 1:12

“12ALEGRAI-VOS NA ESPERANÇA, SEDE PACIENTES NA TRIBULAÇÃO, PERSEVERAI NA ORAÇÃO; 13COMUNICAI COM OS SANTOS NAS SUAS NECESSIDADES, SEGUI A HOSPITALIDADE; 14ABENÇOAI AOS QUE VOS PERSEGUEM, ABENÇOAI, E NÃO AMALDIÇOEIS. 15ALEGRAI-VOS COM OS QUE SE ALEGRAM; E CHORAI COM OS QUE CHORAM;” ROMANOS 12:12-15

É engraçado, temos por norma achar que tudo o que é obstáculo tem que ser retirado.

Mantemos essa ótica até que alcançamos uma visão mais abrangente do próprio mecanismo da vida. Afinal de contas, para criarmos circunstâncias nós somos extremamente hábeis. Todavia, para extrairmos coisas positivas das circunstâncias que nos visitam falhamos enormemente. É um ponto a ser considerado porque muito do sofrimento não se dá pelo excesso de peso que carregamos, e sim pela incapacidade nossa de administrar as próprias dificuldades.

O processo nem sempre é resolver a dificuldade, tirar a dificuldade, porque a dificuldade é instrumento para crescer, a questão é obtermos forças e condições para a administração das situações. O importante é sabermos administrar o sistema de vida, sabermos administrar a vida e sabermos nos contentar com aqueles aspectos que, às vezes, não são tão favoráveis e tão expressivos como a gente gostaria que fosse. A felicidade pressupõe uma capacidade de sabermos adequar e administrar os recursos que temos. “Eu venci o mundo”, disse o Cordeiro, isto é, eu passei por todas as vicissitudes e não me deixei envolver pelo que o mundo aponta. Isto fala para nós da necessidade de administrarmos os recursos em volta, sequenciarmos sem sucumbirmos às influências do mundo, é pisar com tranquilidade e serenidade numa trajetória com harmonia e paz.

A evolução pede incessantemente renovação e a renovação não se resume em alteração do caminho, porque encontramo-nos sob as consequências de ajustes e decisões abraçadas por nós mesmos, com vistas à melhoria espiritual. É muito mais do que isso, é a transformação permanente e contínua por dentro, é a metamorfose que encerra consigo bastante poder para transfigurar a dificuldade em lição, a sombra em luz. É aprender a ver, é aceitar as ocorrências diversas, os golpes da estrada, os desafios da prova e as crises da existência, procurando servir mais e melhor no plano de crescimento e trabalho. Renovar é também cultivar a humildade e ampliar os limites da gratidão.

E outro detalhe interessante é que sem gratidão ninguém chega a lugar algum de forma segura e tranquila. Somente sendo gratos pelas benesses que recebemos tornamo-nos credores de novas dádivas, de modo que temos que cultivar sonhos e propostas, mas também sabermos nos contentar com o que temos.

Para muitos a alegria se resume no interesse imediatista, e a paz é a sensação de bem-estar do corpo, sem dor alguma. Isso mesmo, não é exagero, a paz do mundo quase sempre é aquela que culmina com o descanso dos cadáveres a se dissociarem na inércia. Também nós já pensamos assim, no entanto, transferindo-nos da inércia para o trabalho em favor da nossa redenção vemos que a vida é bem diferente disso. A paz do espírito é um serviço renovador com proveito constante, é o serviço do bem eterno em uma permanente ascensão.

Logo, a despeito de todas as dúvidas e impugnações que te cerquem os passos, segue para adiante atendendo aos deveres que a vida te preceitua, conforme o testemunho da sua consciência, em uma convicção ampla de que a felicidade verdadeira significa paz em nós.

Está ansioso? Encontra-se preocupado? Dúvidas diversas pairam sobre a tua fronte? Refugia-te na cidadela interior do dever retamente cumprido e entrega à sabedoria divina a ansiedade que te procura. Eleva o teu percentual de entusiasmo e ânimo, pois quando fazemos as coisas com carinho e amor não fica pesado.

E se alguma circunstância te contraria, asserena a tua alma, respira, ora e espera que novos acontecimentos te favoreçam.

O tempo passa, o relógio não descansa e temos buscado um componente chamado felicidade, confiança, harmonia, equilíbrio e segurança. Se antes acreditávamos que o encontro se dava mediante a apropriação de componentes tangíveis, objetivos, lógicos, concretos, hoje sabemos que esse estado de paz e harmonia reside principalmente na estabilidade interior do ser. Estabilidade essa não apenas pelo conhecimento intelectivo, mas também pela capacidade de operar. 

Não adianta reclamar do mundo, e já não dá mais para ser feliz fazendo apenas o que se é exigido. Vida, no plano do evangelho, é a ação nossa, a atividade, o dinamismo no dia a dia, e hoje não há como ter a desejada estabilidade no cumprimento da lei apenas. É preciso que cada qual trabalhe o seu próprio mundo íntimo. E vamos começar a entender a felicidade dentro da nossa condição, desde que nos situemos embasados em uma proposta nova, trocando a reclamação pela operacionalização, operando, óbvio, na faixa em que nos é competente.

Não se trata de fórmula mágica, apenas que a felicidade só pode ser alcançada mediante a assimilação da verdade, e a verdade está com o Cristo. Então, a felicidade surge com a ingestão de valores novos e, concomitantemente, com a ampliação de novos campos de ação, ou seja, apropriamos a verdade e procuramos nos aperfeiçoar. E a felicidade vem como resultado natural desse aperfeiçoamento.

Todo mundo pode transformar a sua existência em condições mais abertas, mais agradáveis, sem tantos atropelos, sem tantas nuvens carregadas, quando se adquire a capacidade de exercitar de forma mais autêntica aquilo que se conhece. Não é discurso vão este. Os problemas chegam a emergir ao nível do sofrimento quando nós entramos em uma luta entre o que sabemos e aquilo que fazemos. Veja bem, quanto mais você consegue realizar no campo prático aquilo que você sabe intelectivamente, quanto mais você alcança o exercício aplicativo daquilo que você arregimentou, quanto mais a compatibilidade do seu fazer com o seu saber, mais harmonia você tem, mais equilíbrio, mais segurança.

Percebeu? Quanto mais a nossa vida reflete o que nós sabemos, menos problemas temos, menos impactos recebemos, menos tristeza e agressões sentimos.

Nós estamos abordando o tema felicidade e há uma maneira bem interessante de medirmos o grau da nossa, se somos efetivamente felizes. É avaliando o quanto somos capazes de nos alegrar com a alegria dos outros. Mas estou falando de uma alegria sincera, sem qualquer ponta de inveja ou despeito. Porque para conseguir sentir a alegria íntima com o regozijo alheio é preciso trazer suficiente amor puro no coração. Pense bem, dar um pouco do pão que nos sobra ao faminto que esmola, ou um sorriso da nossa alegria ao que transita sem esperança é algo que podemos fazer sem grande dificuldade. É fácil chorar com os que choram. Difícil mesmo é alegrar-se com os que se alegram.

Vamos caminhando, estudando e aprendendo, e quem sabe quando aprendermos a sorrir com a alegria do outro é porque já encontramos em nós próprios a feição da alegria genuína.

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