2 de mai de 2012

Cap 23 - A Fé - Parte 7


COLUNA

“A QUEM VENCER, EU O FAREI COLUNA NO TEMPLO DO MEU DEUS, E DELE NUNCA SAIRÁ; E ESCREVEREI SOBRE ELE O NOME DO MEU DEUS, E O NOME DA CIDADE DO MEU DEUS, A NOVA JERUSALÉM, QUE DESCE DO CÉU, DO MEU DEUS, E TAMBÉM O MEU NOVO NOME.” APOCALIPSE 3:12

Se mencionamos o que era a coroa, vamos trabalhar agora no que reporta à coluna.

E ao falarmos em coluna já estamos definindo um processo de erguimento, de construção. Coluna já indica construção, solidificação, não tem mais o sentido puramente de informação. Se vimos anteriormente que a coroa tinha aquele aspecto de potencialidade, como se ergue uma coluna? Ela não utiliza materiais etéreos, e, sim, concretos, tangíveis, sólidos. Ela é estruturada na base do concreto, do tijolo, dos materiais de fixação nos campos da segurança.

A coluna tem esse sentido de sustentação, de segurança, de firmeza, de solidez, de sustentabilidade. Ser coluna equivale a dizer que, apesar de toda a tribulação, de todas as dificuldades naturalmente possíveis de acontecer na vida de qualquer um, os elementos permanecem de pé, firmes, diante das adversidades.

A coluna não é algo feito sem objetivo. É um erguimento que tem a finalidade de dar sustentação. Ela tem que propiciar segurança. E a segurança é pelas obras, pelo testemunho. Então, a coroa pode dar o poder, pode oferecer toda instrumentalidade, pode ser o recebimento do valor informativo, do componente que nos é outorgado, mas a coluna é o soerguimento do templo, o que dá sustentação.

Está ficando claro? “A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus” (Apocalipse). É o templo de Deus e uma menção feita pelo próprio Jesus. Define linha de ressonância: “Eu e o Pai somos um”. Lembra? É uma unidade perfeita.

A mostrar que temos uma unidade dinâmica no universo. E da mesma forma nós também temos uma unidade com o Cristo. Teoricamente, nós podemos ter o criador como sendo o ponto de referência de nossa caminhada, que disponibiliza valores, e nós os componentes que trabalhamos e realizamos as obras.

A coluna é soerguimento e sustentação, pois o mundo vai convocando cada um de nós, sem exceção, a um processo de cooperação e de trabalho. Trabalho que, aliás, já deixa de ter aquele aspecto exclusivo que vise tão somente a nossa afirmação, embora todo ele necessite ser encaminhado para garantir a nossa estabilidade. A coluna se expressa quando nós estudamos e aprendemos o que temos batido sempre aqui: que “fora da caridade não há salvação”.

É interessante essa questão. Podemos dizer que a coroa reside na informação, caracteriza-se pelo valor informativo que chega e pela disposição de servir, ao passo que a coluna decorre da aplicabilidade. É preciso ficar claro, a coluna se edifica na formação. Não tem como haver coluna sem aplicação, sem solidificação.

Coluna é componente de sustentação e estabilidade, e essa estabilidade não se estrutura unicamente em cima do que somos informados, e sim da nossa manifestação concreta no campo da aplicação. Detalhe da maior importância é que se falamos em coluna alguém pode erguer o maior edifício do mundo, no entanto, se ele for revestido de uma proteção que trabalhe e assegure a proposta meramente egocêntrica ou egoísta ele vai derruir em curto prazo de tempo.

Não tem como a gente evoluir mais alienado do contexto e do plano em que estamos inseridos. Não tem. Isso já não dá mais. É necessário abrir os alicerces no terreno da sensibilização para com aqueles que estão à nossa volta, no campo da ajuda e do auxílio. Por mais elevada a proposta ela tem que ter uma linha abrangente, universalista, que atenda também outros corações.

Não dá mais para evoluir isolado do contexto ampliado. Afinal, a construção é nossa, mas o templo é de Deus.

“E conhecendo Tiago, Cefas e João, que eram considerados como as colunas, a graça que me havia sido dada, deram-nos as destras, em comunhão comigo e com Barnabé, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão;” (Gálatas 2:9) Coluna é uma expressão presente na extensão do próprrio evangelho.

E quem são as colunas no templo de Deus, senão as criaturas que já estão identificadas com o objetivo da obra e com a segurança da obra? Nós podemos ser uma coluna bem pequena, só para segurar alguma coisa, como existem outros espíritos que são verdadeiros pilares. Independente do padrão quantitativo, o interessante para cada um de nós é que na medida em que vamos sendo felizes no discernimento, que vamos sabendo selecionar melhor os valores ao nosso dispor, e sabendo abrir mão dos interesses passageiros em função de uma luta íntima de profundidade, podemos ir edificando e sendo instrumentos seguros a refletir o pensamento divino. Bem como trabalhando no soerguimento dos componentes da luz ao nível de uma caminhada segura e feliz.

Um comentário:

  1. Deus te abençoe .... Forte abraço na família queridos ... Shalom PR Martinho Lutero Junior da Itália

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...