20 de jun de 2012

Cap 25 - Porque Fazer Caridade - Parte 1


MISERICÓRDIA DIVINA

O nosso assunto agora é misericórdia e caridade, e se você busca a razão, a lógica ou o raciocínio do amor você anda perdendo o seu tempo. Porque segundo o critério humano, o amor verdadeiro não tem lógica, nem razão e nem raciocínio.

Eu estou falando de amor legítimo, essencial. A sua ação se opera à revelia de nossa razão. É muito simples. Porque o amor é só o que sai. O que entra é justiça, o que sai é amor. E ao sair ele é como o sol. O sol não ilumina algumas regiões e se esquiva de iluminar outras: “Opa, aqui eu tenho que fazer uma curva, não posso tocar esse ambiente porque ali tem indivíduos complicados.” Não tem disso. A bem da verdade, ele não se preocupa aonde ou em quem vai chegar.

O amor também é assim, soberano. O amor puro não se reduz às restrições da lógica e tampouco aos argumentos do raciocínio. Incoercível, sobrepuja a todos os demais atributos do espírito. O amor humano, ainda vinculado à capacidade de ser amado, não é expressão do verdadeiro amor, justamente porque age sobre a influência ostensiva da razão, porque obedece a motivos determinados.

Assim, pode ter certeza, sempre que esse sentimento se manifesta sob o império da razão ele se acha constrangido e desnaturado. O amor divino, por sua vez, paira acima da razão, desconhece os motivos e raciocínios de qualquer espécie.

O maior amigo da humanidade consubstancia o ensinamento e a exemplificação do amor divino. Você já parou para pensar nisso de forma aprofundada? Qual o argumento da razão humana nos aconselha a amar o inimigo? A orar pelo que nos maldizem e perseguem? Onde vamos encontrar a lógica do preceito que nos recomenda oferecermos a face esquerda a quem nos bate a direita? Onde o raciocínio da determinação de cedermos também a túnica a quem nos tira a capa? Ora, amigo, estas prescrições não se curvam à nossa lógica e tampouco à nossa razão, pois são mandamentos sublimes do amor, e o amor extrapola a todo entendimento. O legítimo amor não tem cheiro e sentido de justiça. De modo que vamos caminhar com paciência e tranquilidade. Apesar das aparentes conturbações o planeta está em perfeito equilíbrio. Quem governa o mundo é Deus e o amor não age com inquietação. A faceta relacionada com a irradiação do amor toma uma fisionomia ou um aspecto bem mais abrangente daquilo que a nossa mente pode conceber ou imaginar.

Há muitas criaturas no plano físico visitadas por lutas acerbas, embora possam apresentar no rosto um sorriso constante. Os que choram, diante das dores, podemos dizer sem exagero, o fazem de barriga cheia. É, isso mesmo. A frase não saiu errada, não. O planeta Terra, em tempo algum, jamais foi visitado por tanta orientação espiritual como tem sido agora, e acima de toda  dificuldade existe o amparo superior. O componente máximo doador é o criador e a misericórdia distribui dádivas em todo o universo. Em tese, não existe pai que não queira o melhor para seu filho, e são tantas as expressões da misericórdia divina que nos cercam o espírito, em todo e qualquer plano da vida, que basta olhar a natureza, física ou invisível, para sentirmos em torno de nós um aluvião de graças.

Por ser onipresente, a misericórdia suprema preenche a todos os espaços e não está a uma grande distância de nós. A misericórdia tem falado alto e a sua bondade abraça a todas as almas. O que recebemos de misericórdia, o que recebemos do amparo que está chegando a cada um de nós, forma uma soma substanciosa de padrões que estamos usando a cada momento. Em sua infinita bondade, Deus oferece-nos recursos para o saneamento de nossas próprias complicações e na equação de nossos débitos dependemos da sua misericórdia.

Rendamos culto ao perfeito amor que tudo ilumina e a todos se estende sem distinção. A nossa felicidade reside em saber que podemos estar no fundo do poço, mas ligados à fonte básica da luz em Deus. O criador salva a todos e a salvação é atributo dessa misericórdia para conosco. O plano superior jamais nega recursos aos necessitados de toda ordem. Ninguém permanece abandonado na vida e os mensageiros de Jesus socorrem sempre nas estradas mais desertas.

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