27 de jun de 2012

Cap 25 - Porque Fazer Caridade - Parte 3


COMPAIXÃO PARA DAR

“BEM AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS, PORQUE ALCANÇARÃO A MISERICÓRDIA.” MATEUS 5:7

“DISSE-LHE TERCEIRA VEZ: SIMÃO, FILHO DE JONAS, AMAS-ME? SIMÃO ENTRISTECEU-SE POR LHE TER DITO TERCEIRA VEZ: AMAS-ME? E DISSE-LHE: SENHOR, TU SABES TUDO; TU SABES QUE EU TE AMO. JESUS DISSE-LHE: APASCENTA AS MINHAS OVELHAS.” JOÃO 20:17

“SE ME AMAIS, GUARDAI OS MEUS MANDAMENTOS.” JOÃO 14:15

É grande o número de indivíduos nas estradas diversas da paisagem terrestre que pedem ajuda. Os identificamos dentro dos metrôs, nas filas diversas de pessoas, no aperto dos ônibus urbanos e em todos locais imagináveis. Gritos de socorro inaudíveis ecoam constantes a todo tempo e por todos ambientes. Na maioria das vezes são inaudíveis aos ouvidos humanos, mas sentidos na alma pela observação dos olhares tristes e cabisbaixos que chegam ao coração.

Sem dúvida, para quem ama o semelhante fica fácil perceber quando existe um pedido de ajuda na expressão de desencorajamento e desespero no semblante.

A questão é que todos os enfermos podem procurar a saúde e todos desviados, quando desejam, retornam ao equilíbrio. E em todo o lugar, onde haja merecimento nos que sofrem e boa vontade nos que auxiliam, pode-se ministrar o benefício espiritual com uma relativa eficiência. Todos podem ajudar, afinal, se a prática do bem estivesse circunscrita aos espíritos completamente bons seria praticamente impossível a redenção humana. E qualquer cota de boa vontade e espírito de serviço recebe do plano superior a melhor atenção.

A proposta deste estudo visa a nossa sensibilização. É indiscutível que não podemos menosprezar a educação da inteligência, mas também não podemos negligenciar que temos que lidar a todo o tempo com a sensibilidade dos outros. E ensinar, esclarecer, transmitir e cooperar envolve um alto grau de sensibilidade, saber o que se passa no coração das pessoas. Razão pela qual o nosso processo operacional não pode se fazer ao nível da insensibilidade nesse particular.

E se não podemos atuar em área que desconhecemos, como vamos nos sensibilizar com a dor do próximo se não passamos por determinadas experiências? A vida é sábia, e às vezes é preciso que a gente passe por impactos da dor para podemos aferir a necessidade do semelhante. Muitas vezes nossa passagem por tantas dores e sofrimentos é para adquirirmos a capacidade de termos misericórdia.

É muito significativa a pergunta de Jesus a Simão Pedro: “Simão, filho de Jonas, amas-me?” O mestre não pede informação ao discípulo a respeito de raciocínios que lhe eram peculiares, não deseja inteirar-se dos conhecimentos do colaborador, não reclama compromisso formal. Pretende apenas saber se Pedro o ama, nada mais do que isso. Deixando perceber que com amor as dificuldades se resolvem. Isso basta. Se o discípulo possui suficiente provisão dessa essência divina a tarefa mais dura converte-se em apostolado de bênçãos promissoras.

E o amor tem que ser sentido. Entre conhecer e sentir existe uma grande distância, precisamos sentir o amor. As nossas conquistas intelectuais valem muito, e ninguém pode negar, entretanto, somente seremos efetivos e eficientes colaboradores do mestre divino se tivermos amor. Se não tivermos uma capacidade de compaixão, de misericórdia e de amor não temos como auxiliar e cooperar. Não há como ajudar sem compaixão. Somente o coração tem o poder de tocar outro coração e somente aperfeiçoando nossos sentimentos conseguiremos nutrir a chama espiritual em nós consoante o apelo superior.

Para usufruir a intimidade de Jesus e senti-lo no coração é imprescindível amá-lo, compartilhando-lhe a obra e a vida. Só a luz do amor é forte o bastante para converter a alma à verdade. O Cristo amava naturalmente a sua gente e o seu afeto tinha sido tremendamente aumentado pela sua extraordinária devoção a eles. Quanto mais profundamente nos entregamos aos nossos semelhantes tanto mais chegamos a amá-los. Sem contar que a luz ilumina, dispensando longos percursos. Só o amor tem a luz que atravessa os grandes abismos, e quem ama é capaz de emitir uma onda que penetra território adentro de nosso ser, são ondas ultracurtas. Quando alguém nos ama, com aprofundamento, esse alguém consegue nos ajudar, nos auxiliar. A luz irradiada por quem ama não ofusca e nem perturba, propicia envolvimento e paz.

A misericórdia é algo de Deus. A perfeição e a bondade são inerentes a Deus, tanto que Jesus não aceitou o título de bom. O amor é algo que flui ao nível da misericórdia e não temos como adquirir harmonia íntima se não formos buscar a paz e exercermos, também, a misericórdia. Um cristão sem atividade no bem é doente de mau aspecto pesando na economia da vida social, e precisamos buscar exercer a bondade e a misericórdia em patamares cada vez mais avançados.

Em nosso plano, misericórdia é compaixão suscitada pela dificuldade alheia, é o pesar pela dor e mal de outrem que em nós desperta sensibilidade. É movimento intrínseco da individualidade em suas fibras de amor e sentimento, é o movimento do sentimento voltado ao bem, tem um sentido de intimidade e significa no campo prático da vida uma compreensão da misericórdia divina para conosco.

Se abrirmos algum dicionário vamos encontrar a palavra graça como sinônimo de favor dispensado ou recebido, um benefício ou uma dádiva. Tudo bem, só que do ponto de vista espiritual esse significado não procede. Pois não existem favores gratuitos, para receber algo é preciso estar de acordo com a contabilidade da vida. A misericórdia divina não cai de paraquedas a revelia, não é distribuída a esmo. Os débitos e créditos são sempre analisados. Apenas existe misericórdia para quem exercita a misericórdia. A misericórdia está para os misericordiosos.

A que se recebe está na linha direta da que se dá. Em outras palavras, representa alguém fazer algo em favor de outrem para que o alto faça algo em favor dele.

No momento do aperto muitos dizem: “Deus, me acode!” E a voz do alto pode perguntar: “E você, filho, tem acolhido alguém?” Seremos ajudados pelo céu conforme estivermos ajudando na Terra. Se somos todos alunos do educandário da vida, e suscetíveis de queda moral no erro, usemos misericórdia com os outros e acharemos nos outros a misericórdia para conosco.

É preciso deixar que a luz da compaixão nos clareie a rota para que a sombra não nos envolva. Até mesmo diante de todos os desajustamentos alheios precisamos compadecer e amparar sempre. Perante os disparates do próximo precisamos nos compadecer e fazer o melhor que pudermos. Jesus nos convidava ao exercício constante das boas obras, seja onde for. É que o que é feito por amor não se perde, e investir no amor gera a retribuição natural da vida.

Deus está em nós quando nós estamos em Deus, e quanto mais nós amamos mais nós somos destacados para o mundo espiritual. O amor sempre dispõe de recursos e mais cresce quanto mais se doa. O amparo aos outros cria amparo a nós mesmos e todo o bem realizado, com quem for e onde for, constitui recurso vivo atuando em favor de quem o exercita. Todo o bem que se faz aos outros propicia linha de simpatia, e ainda que o auxiliado não entenda e não compreenda, seu amigo espiritual fica amigo da gente porque auxiliamos o tutelado dele.

Ajudar sempre vale a pena. Além do que, para que qualquer de nós alcance a alegria de auxiliar os amados faz-se necessária a interferência de muitos a quem tenhamos ajudado por nossa vez. É necessário cooperar. Os que não cooperam não recebem cooperação. Felizes os que buscarem na revelação nova o lugar de serviço que lhes compete na Terra, conforme a vontade de Deus.

Um comentário:

  1. Paz do Senhor! Parabéns pelo seu blog, que Deus continue te abençoando e te iluminando através de postagens que edificam vidas. Já estou seguindo teu blog e ficarei muito honrado com sua visita, comentário e seguimento, o endereço é: http://adjardimpaulistaalto2.blogspot.com.br
    Em Cristo!

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