7 de ago de 2012

Cap 26 - Livre-Arbítrio - Parte 3


PERSEVERANÇA

“MAS AQUELE QUE PERSEVERAR ATÉ AO FIM SERÁ SALVO.” MATEUS 24:13

“NÃO NOS DESANIMEMOS DE FAZER O BEM, POIS, A SEU TEMPO CEIFAREMOS, SE NÃO DESFALECERMOS.” GÁLATAS 6:9 

Uma coisa nós temos aprendido e podemos afirmar com toda a certeza: o processo da evolução tem que ser fixado na perseverança. Podemos até ir além, na linguagem de várias entidades espirituais a perseverança é o instrumento fundamental da conquista. É a base da vitória, o componente básico da realização, diz respeito à permanência. É conservar-se firme e constante, persistir, continuar, manter a força ou a ação, é ter firmeza, permanecer sem mudar ou variar de intento. Representa a busca que alguém elege.

Consiste no caminho seguro para toda ocasião em que a individualidade se desperta e quer conquistar, principalmente quando queremos ter acesso a algo novo que não conhecemos, que é inédito para nós. Perseverança aponta a linha asseguradora dos componentes acondicionados dentro da gente, e não temos como operar a linha de alterações no contexto evolucional do amor sem perseverar.

O sistema nosso de aprendizado, todo ele, é embasado sob o ângulo da experiência e da repetição. De fato, é pela repetição que chegamos lá. Sem a perseverança não há caminho para a felicidade. Ela tem um sentido de clareza interior e é imprescindível investir e sustentar o investimento, perseverar no serviço de forma firme. Não tem como ser diferente, para obtermos a melhor parte da vida é preciso servir e marchar incessantemente para que não nos modifiquemos em sentido oposto à expectativa superior. Basta lembrar que a semente tem que vencer o obstáculo apertado da cova escura para poder germinar, que não se lavra o solo sem retificá-lo ou feri-lo, e que somente a terra tratada produzirá erva proveitosa, alimentando e atendendo a esperança do horticultor.

Todos querem crescer e o crescimento real se faz mediante um processo, e em qualquer pessoa não tem como ser de forma diversa. A etapa inicial é a informação, pela qual nos chega uma soma de recursos provenientes do plano superior, e que nos penetra de forma bem sutil. É a etapa inicial, o plano informativo.

Desce do alto uma chuva de valores, que quando atingem nosso campo perceptivo penetra de maneira suave. É como se fosse um esboço, e esses padrões novos que recebemos podem desaparecer diante da soma da repetição que temos dentro de nós em inúmeros reflexos. Podem desaparecer quando em contato com as pirâmides de sombra da nossa personalidade milenar.

E “como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.” (Apocalipse 3:10) Está bem definido que não se elege uma padronização a nível mental de modo adequado e seguro se não tivermos aquela disposição de investir naquilo que elegemos, de investir no ponto capaz de criar o registro interior dentro de nós ao nível de reflexo. Então, veja bem: ler e estudar, abrindo a horizontal da heterogeneidade de informações é importante e não se discute, mas também é extremamente valioso para nosso progresso o exercício de conseguirmos realmente perseverar naquele componente inarredável, e que se denomina paciência, que é a capacidade de persistir. 

A mudança que você objetiva na sua vida, a alteração que você deseja para melhor, com certeza não vai ocorrer pelo constrangimento, pelo bloqueio, pelo cerceamento, mas por uma capacidade assimilativa. Por exemplo, você não vai erradicar um vício unicamente pelo refreamento da ação. Isso tem que ficar muito claro. A proposta é a assimilação. Não dá para avançarmos no estudo sem o devido entendimento a este respeito. É necessário que um outro elemento, um valor novo, seja capaz de apresentar um grau de interesse acima daquele ponto a ser superado. Sabe por quê? Porque se ocorrer simplesmente um tamponamento no interesse é provável que aquilo que se quer superar volte novamente, e volte ainda de forma bem mais intensa na frente.

Percebeu? De forma resoluta, lutemos para fixar os componentes novos no intuito de apaziguarmos o espírito, pois o nosso estado de alma, esse embrião do filho do homem que é o que objetivamos na jornada, ele está mais ou menos automatizado pelo tempo em que permanecemos no estado negativo. E a paciência e a perseverança são decisivas para toda a conquista legítima, afinal de contas, o desafio é mantermos esse embrião, que quer nascer, fertilizado.

Não tem mistério nenhum. A metodologia da evolução implica em repetição. É por isso que ficamos aqui repetindo coisas, batendo em vários ângulos muitas vezes já conhecidos nossos. Não falamos faz pouco tempo do plano conceitual? Pois então, ele tem que se manter firme e por isso lemos, estudamos, batemos nas teclas que são conhecidas nossas: a necessidade de fazer caridade, o cultivo da fé, a importância do trabalho, a reforma íntima, e por aí adiante. 

A sistemática de ação precisa ser fixada no componente da perseverança. O método de  aprendizado é embasado sob o ângulo da experiência e da repetição. A sedimentação e a fixação dos valores conquistados decorrem da repetição, e por isso o evangelho ensina a todos que “aquele que perseverar será salvo.” É preciso a repetição continuada para que se dê a fixação. A experiência única não tem a mínima condição de sobrepor-se ao condicionamento da criatura, e isso tem que ser compreendido, tem que ficar nítido.

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