8 de set de 2012

Cap 27 - Aos Cansados e Oprimidos - Parte 3


TOMAR O JUGO

“29TOMAI SOBRE VÓS O MEU JUGO, E APRENDEI DE MIM, QUE SOU MANSO E HUMILDE DE CORAÇÃO; E ENCONTRAREIS DESCANSO PARA AS VOSSAS ALMAS. 30PORQUE O MEU JUGO É SUAVE E O MEU FARDO É LEVE.” MATEUS 11:29-30

“NÃO PODEIS SERVIR A DEUS E A MAMOM.” MATEUS 6:24

“ESTAI, POIS, FIRMES NA LIBERDADE COM QUE CRISTO NOS LIBERTOU, E NÃO TORNEIS A COLOCAR-VOS DEBAIXO DO JUGO DA SERVIDÃO.” GÁLATAS 5:1

O mundo aborrece Jesus. Sem dúvida nenhuma, porque ele não era, e ainda não é, compatível ao fluxo dinamizado pelo amor dele. Mas este mundo nos agrada, e muito.

Por enquanto o mundo, em suas filosofias e concepções, domina os nossos interesses e a intimidade, razão pela qual é tão difícil atender ao chamado do “vinde a mim”.

Os interesses puramente humanos nos mantém, ou pelo menos buscam nos manter, a todo custo, na retaguarda da evolução, e em razão disso aqueles que amplamente estão vivendo, usufruindo de todos os benefícios transitórios, nunca irão agir com ostensividade nesta vida diante dos necessitados. Não há como esperar isso, pois esses estão debaixo do jugo do mundo.

A palavra jugo significa autoridade, é o domínio, a submissão, a obediência. Se Jesus Cristo fala em seu jugo é porque existem outros tipos. Tentamos dar um colorido imediatista aos nossos dias e oportunidades e, assim, acabamos por nos submeter à escravização no tempo e no espaço. Os resultados não se fazem esperar. O fracasso e a desilusão, a esterilidade e a dor vão chegando bem devagar, acordando a alma dormente para as realidades eternas. Como servos do mundo nos escravizamos ao erro e à viciação e fecham-se as linhas de feição libertadora e convergem sistemas de egocentrismo. Custamos a aprender que o jugo do mundo atribula e o seu fardo aniquila e compromete a vida física e espiritual.

É simples, qanto mais a criatura faz mais ela precisa fazer, é maior a sua ambição. E nós estamos servindo a Deus, embora às vezes debaixo do jugo do mundo.

É verdade que elegemos os tipos de experiência em que nos propomos estagiar. E em qualquer fase da evolução discórdia e tranquilidade, ação e preguiça, erro e corrigenda, débito e resgate são frutos de nossa escolha. Vamos saber levar a vida, sem essa de fechar circuito em cima de caprichos pessoais.

É complicado fechar em cima dos caprichos pessoais, pois assim costumamos atravancar a marcha do progresso. Outra coisa que não devemos é ficar criando expectativas em cima de resultados. Façamos o que pudermos, dando nosso melhor, e o resultado vem.

A lei por excelência, da qual decorrem as demais, como simples modalidades, é o amor. E quem está fora do amor destrói a sua comunhão com Deus. Quebra, na parte que lhe toca, a harmonia da vida universal. Se o orgulho é o fardo pesado, o jugo férreo que confrange os corações, o amor, ao contrário, é o peso leve, o jugo suave que encanta e inebria o espírito, despertando nele as mais doces e ternas vibrações. Nas sombras do eu, a falsa liberdade do faço apenas o que eu quero frequentemente cria a desordem e favorece a loucura, e todos os males que nos afetam tem origem básica na falta de comunhão com o criador.

Consequentemente, na luz do Cristo a liberdade do devo seguir gera o progresso e a sublimação, e tudo o que nos causa aflições, mágoas e sofrimentos resolvem-se como que por encanto, mediante o estabelecimento de nossas relações com a divindade. Da harmonia com o infinito depende todo o nosso bem. Não estamos aqui falando de milagre, mas de efeito positivo de uma lei natural.

Quanto mais aprendemos de Jesus mais verificamos que as coisas simples propiciam uma alegria duradoura. Avalie exemplos por si mesmo. Sendo servos de Jesus nos libertamos com o bem e como servos do mundo nos escravizamos ao erro e à viciação. Os mandamentos do Senhor, representando a carga de trabalho que nos cabe executar, são de fato leves e libertam a criatura.

Por eles caminha-se para fazer o bem por amor ao bem, sem aquele incômodo do cansaço e sacrifício, apenas a alegria do espírito em harmonia com as leis divinas.

Deus concede os auxílios, mas cada espírito é obrigado a talhar a própria glória.

Um guia espiritual pode ser bom amigo, mas jamais poderá desempenhar os seus deveres próprios, nem lhe arrancar das provas e experiências imprescindíveis à sua iluminação. Os seus mentores, por mais dedicados que sejam, não lhe poderão tolher a vontade e nem lhe afastar o coração das lutas imprescindíveis da vida, em cujos benefícios todos os homens resgatam o passado delituoso e obscuro, conquistando novos méritos. Nada é fácil realmente.

Todos elaboram planos e muitos querem fazer isso ou aquilo. Porém, como entre o querer e o fazer interpõe-se trabalho, decisão e firmeza, que faltam à maioria, diversas obras ficam inacabadas ou não saem do campo das ideias. Chega a hora em que não podemos mais prorrogar. Se já fomos chamados pelo Senhor da vida, em nossas mãos está continuarmos nos recintos da morte ou nos levantarmos para a realização dos sonhos.

Estar com Deus importa em obedecer as leis que regem os destinos da vida, seja qual for o cenário onde essa vida se ostente. Além do que, o ato de consolar não pode ficar restrito ao momento de balsamização de emergência, e representa a introjeção de conteúdo que alivia e de elementos que promovam o necessitado e entristecido a patamares de trabalho, assegurador indiscutível da libertação definitiva.

O grande desafio não é o “vinde a mim” que, às vezes, nós podemos, com certo grau de equilíbrio e abertura do coração, fazer. A dureza é o versículo seguinte: “tomai sobre vós o meu julgo”. Porque se não tomar o jugo ele é um forte candidato ao vinde a mim novamente, em razão de só ter aceitado o vinde.

Percebeu? Se a criatura não tomar o jugo ela não adota um sistema de crescimento consciente e sai da carência, dessa condição de ter que ser abrigada, uma vez que ao ser abrigada ela está sendo por uma finalidade educacional.

Se apenas buscarmos a consolação, sem adquirirmos fortaleza, não passaremos de crianças espirituais. Tomar o jugo de Jesus representa a caminhada sob os parâmetros da sua autoridade. Tomai é imperativo. Jesus nos induz a uma tomada de decisão, e quem toma uma atitude a faz no devido tempo.

Informa-se, pondera e resolve, e toda atitude adotada conscientemente é precedida dessa trilogia. A conclusão é que se quisermos ser livres temos que aprender a obedecer. Não há como invocar o salvador para a continuidade de fantasias.

Quando chamados ao Cristo é para que comecemos a executar o trabalho em favor da esfera maior, sem olvidar que o serviço começa em nós mesmos. Somente mediante o dever retamente cumprido permaneceremos firmes sem nos dobrarmos diante da escravidão a que muitas vezes somos constrangidos pela inconsequência de nossos desejos.

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