11 de set de 2012

Cap 27 - Aos Cansados e Oprimidos - Parte 4


MANSO E HUMILDE

“29TOMAI SOBRE VÓS O MEU JUGO, E APRENDEI DE MIM, QUE SOU MANSO E HUMILDE DE CORAÇÃO; E ENCONTRAREIS DESCANSO PARA AS VOSSAS ALMAS. 30PORQUE O MEU JUGO É SUAVE E O MEU FARDO É LEVE.” MATEUS 11:29-30

“E aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração.” O adjetivo manso quer dizer pacífico. De fato, não enxergamos no cristo de Deus qualquer traço de rebeldia em momento algum. 

Para vir a nós aniquilou a si próprio, ingressando no mundo como filho sem berço. Isso mesmo, sem exigir berço dourado para adentrar no planeta começa a missão divina descendo da glória celestial para o estreito recinto da manjedoura desconhecida.

Aceita de bom grado a infância humilde e laboriosa. Inicia o apostolado da boa nova sem constranger as grandes inteligências a lhe aceitarem a doutrina santificante, contentando-se com a adesão de pescadores de existência singela.

Abraça os companheiros de ministério quais se mostram, sem deles reclamar certidão de heroísmo e de santidade. Em todas as circunstâncias, e sem perder o dinamismo da própria fé, submete-se valoroso ao arbítrio de nosso pai e nunca se volta contra a autoridade estabelecida. Vai ao encontro dos enfermos e aflitos para oferta-lhes o coração. Serve indistintamente. Sofre a incompreensão alheia, procurando compreender para ajudar com mais segurança.

Não espera recompensa, nem mesmo aquela que surge em forma de simpatia e entendimento nos círculos afetivos.

É...Tudo isto realmente é algo para pensar. Ninguém reuniu sobre a terra tão elevadas expressões de recursos desconhecidos quanto o carpinteiro celeste. Aos doentes bastava tocar-lhe as vestiduras para que se curassem de enfermidades dolorosas. Suas mãos devolviam movimento aos paralíticos e visão aos cegos.

Como se não bastasse, padece a ingratidão de beneficiados e seguidores sem qualquer ideia de revide. Recebe condenação indébita e submete-se aos tormentos da cruz sem recorrer à justiça. No dia do calvário o vemos ferido e ultrajado, sem recorrer aos poderes que lhe constituíam apanágio divino a benefício da própria situação.

Havendo comprida a lei sublime de amor, no serviço do pai, entregou-se, humilde, à sua vontade, em se tratando dos interesses de si mesmo. E ninguém foi mais livre do que ele, livre para continuar servindo e amando através dos séculos.

Em sua extrema humildade considera-se o cordeiro. Veja bem, a ovelha é a fêmea e o carneiro é o macho. E o cordeiro é o filhote deles, ainda novo. Símbolo do evangelho de elevada grandeza, o cordeiro define a capacidade da criatura em submeter-se ao pensamento divino. E apesar de pequeno deixar-se tosquiar e entregar-se à morte. Em nome do amor, é aquela capacidade da pessoa de entregar-se, imolar-se, sacrificar-se. Uma ovelha oferece a lã que acoberta, envolve, protege, aquece, e a lã é aquele componente doado por alguém.

Inicialmente quem doa a lã é o cordeiro e o cordeiro nosso é Jesus, não no sentido homem, mas no seu sentido mais profundo, de doador.

O mestre maior disse não fazer a própria vontade, mas a do Pai, e os seus propósitos não são senão os de concretizar os desígnios divinos. A serenidade é característica daqueles que se situam dentro das determinações do criador do universo.

Deveríamos proceder também assim, só que não determinados à responsabilidade cristã elegemos um processo sistemático de rebeldia, de prepotência e intolerância, experimentando no plano terrestre experiências de recapitulação, sofrimentos e desequilíbrios. Batemos com a cabeça na parede, perdemos oportunidades preciosas e custamos a aprender. Nada conseguiremos no sentido de nossa melhoria e progresso, sob qualquer aspecto, enquanto não prestarmos acurada atenção às condições de nossa mente.

Não haverá reforma possível em nosso caráter sem que previamente se tenha verificado mudança em nossa mente. Por mais quanto tempo teremos que permanecer debaixo das circunstâncias adversas e das dificuldades? Até quando remaremos contra a maré do progresso e da evolução? A mente é a base de tudo, e quando trabalhamos com equilíbrio conseguimos ativar regiões do nosso cérebro que até então estavam inabordáveis, adentramos as áreas mais sublimadas do nosso eu e chegamos a penetrar as faixas suaves e profundas do amor. Para isso temos que nos asserenar e nos deixar guiar pelo Cristo. 

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