22 de set de 2012

Cap 27 - Aos Cansados e Oprimidos - Parte 7 (Final)


DESCANSO DA ALMA

“29TOMAI SOBRE VÓS O MEU JUGO, E APRENDEI DE MIM, QUE SOU MANSO E HUMILDE DE CORAÇÃO; E ENCONTRAREIS DESCANSO PARA AS VOSSAS ALMAS. 30PORQUE O MEU JUGO É SUAVE E O MEU FARDO É LEVE.” MATEUS 11:29-30

“E SOFRESTE, E TENS PACIÊNCIA; E TRABALHASTE PELO MEU NOME, E NÃO TE CANSASTE.” APOCALIPSE 2:3

Há muita gente que pode não estar sofrendo à nossa vista. Até pelo contrário, está rodando por aí afora, curtindo a vida prá valer, com as melhores facilidades. Mas em considerável percentual dele está pulsando no âmago da consciência algo de modo intranquilo, porque apesar desse grupo não ter as formações que às vezes nós já temos no campo formativo ele já está se despertando para uma situação nova.

A renovação pede serviço constante. Se a terra pode ser tida como um grande hospital, onde o pecado é a doença de todos, o evangelho, por sua vez, traz ao homem o remédio eficaz para que todas as estradas se transformem em suave caminho de redenção. Nós vamos estudando a mensagem e incorporando valores que vamos adotar para encontrar segurança na caminhada. 

De forma a melhorar com transformação, sempre atento ao fato de que a existência consiste em uma dinâmica constante, onde a única lei que não muda é a lei de mudança.

O trabalho para nós ainda é sinônimo de desgaste e o cansaço surge em razão da nossa briga com o mundo. Repare para você ver. Enquanto operamos por dever e movidos pela obrigação nos situamos debaixo do jugo da justiça, e todo aquele que se desgasta com as alterações da vida está a caminho da depressão.

Por outro lado, o repouso não é estagnação como a maioria pensa, mas movimento, por meio de uma ação que aquieta o coração e garante a sensação de tranquilidade consciencial. Se analisarmos com um pouquinho mais de profundidade vamos concluir que é falsa a tranquilidade proporcionada pelo mundo, como também é ilusória a sensação de homem realizado que muitos objetivam. A vida é um dinamismo que não cessa e a perfeição é a meta de todos.

Não é exagero dizer que o verdadeiro trabalho é aquele que nos reserva grande júbilo interior. É um trabalho que na sua essência não onera. Interessante, não é? Quando a gente faz as coisas com carinho e com amor a gente sente que não pesa. Quanto mais autêntico é o trabalho menos cansaço ele oferece, quanto mais o sutilizamos nas faixas do amor mais ele gera descanso e maior é o conforto, passa-se a trabalhar em um mecanismo não desgastante.

Vale repetir o que já dissemos algumas vezes: se ainda aprendemos pelo impacto da justiça, pelo grau de dificuldade, o evangelho nos projeta para aprendermos sob a tutela do amor. Tem gente que está descansando por fora, mas se mantém acentuadamente atribulada por dentro. Não dá para desconsiderar, uma mente em desajuste ou transtornada cansa fácil, a criatura irrita-se por muito pouca coisa, pelo trabalho, pelo mínimo obstáculo, ela não aguenta.

Tudo passa a ser motivo para dissabores, irritação, tudo é sinônimo de complicação. Ao contrário, aquele que está bem interiormente pode até apresentar um cansaço físico, uma defasagem orgânica ver por outra. Claro, isso é comum, acontece, ninguém é de ferro. Ele pode estar com as suas energias exauridas. Só que ele administra o seu plano íntimo com mais facilidade.

Quando a mente está tranquila e harmonizada, poucos minutos de sono reparador colocam a pessoa em pé novamente para mais vinte e quatro horas de atividade, se necessário for. Então, vamos observar, “encontrareis descanso”, no futuro. Primeiro temos que aprender, para depois obter os resultados.

Somente o jugo do Cristo e o aprendizado de sua mensagem conseguem nos propiciar bem estar, satisfação e reconforto.

A serenidade das esferas mais altas do plano superior não é inatividade, significa trabalho divino a caminho da luz imortal. Nós estamos aprendendo agora, devagarzinho, a trabalhar para nos realizar. E veremos adiante que quando trabalhamos por amor estamos trabalhando no sábado. Que o sábado, que não tem nada a ver com o dia de sábado, refere-se ao sábado íntimo, é o trabalho com Jesus. Consiste no dia do descanso, é o repouso que se encontra no estado de alma.

Na medida em que o trabalho se concentra no sábado o cansaço desaparece. Sábado define o fim da etapa, representa o momento de aferição. O sábado, que é o descanso, é um trabalho que na sua essência não onera. É o trabalho com Jesus. Guardar o sábado é operar sem as resistências pessoais, é aquele que opera no bem por amor ao próprio bem, ao próprio trabalho. Quando você trabalha por amor você está trabalhando no sábado. É trabalhar como dono da oportunidade que surge, é a proposta em que oferecemos aquilo que é de nossa competência.

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