3 de out de 2012

Cap 28 - Olhos de Ver e Ouvidos de Ouvir - Parte 3


AS TROMBETAS E O APOCALIPSE I

“EIS QUE ESTOU À PORTA, E BATO; SE ALGUÉM OUVIR A MINHA VOZ, E ABRIR A PORTA, ENTRAREI EM SUA CASA, E COM ELE CEAREI, E ELE COMIGO.” APOCALIPSE 3:20

“REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO, A QUAL DEUS LHE DEU, PARA MOSTRAR AOS SEUS SERVOS AS COISAS QUE BREVEMENTE DEVEM ACONTECER; E PELO SEU ANJO AS ENVIOU, E AS NOTIFICOU A JOÃO SEU SERVO;” APOCALIPSE 1:1

As trombetas representam aquele sonido, aquele som que toca praticamente o nosso campo ao nível da acústica. Por ela a voz que foi anteriormente desconsiderada é ouvida. Ela é transmitida de maneira ampliada. O batimento deixa de ser sutil para ocorrer de maneira retumbante, imperiosa. A violência levada a efeito no despertar se faz em razão ao nível da resistência. Fazer o quê?

Para acordar muitos companheiros preferem o canto matinal dos pássaros nas árvores enquanto outros precisam de algo mais imperativo, do estrondar de bombas. E quando acordam, porque costumam não acordar fácil e irão demorar. 

A trombeta não chega por acaso, ela tem uma finalidade. Normalmente ela traz um convite, é uma convocação. Ela prenuncia, mas também propõe. Não pode ser ignorada, pois existem recados sutis nas trombetas. Portanto, meu amigo, minha amiga, embora soe de forma esquisita vamos nos alegrar no sofrimento, porque nele Deus está presente com a luz sublime dos seus ensinos.

Na tempestade a voz divina se manifesta de forma mais gloriosa. Pela audição nós conseguimos deduzir acerca daqueles ruídos, daqueles acontecimentos mais contundentes, de forma a podermos tomar as posições necessárias ao melhor encaminhamento. Pela audição podemos prenunciar acontecimentos agradáveis ou desagradáveis, levantar dificuldades e até mesmo armarmos estratégias e técnicas eficazes para levarmos avante a nossa posição diante da própria vida.

O recado que deve ficar, da maior validade, é que em nossa trajetória de aprendizado não devemos fechar circuito. Procedimento assim só nos traz dissabores.

Enquanto estivermos lidando com as coisas de cabeça fechada em cima de um elemento apenas, de uma ideia fixa, sem aberturas, é bem possível que a gente vá percorrer longo tempo de modo frustrado, envolto em uma grande desilusão.

Quando não pudermos ver para além vamos precisar nos ajustar à capacidade de ouvir. Só que infelizmente somos teimosos e até mesmo inconsequentes. Tamponamos a nossa capacidade auditiva e preferimos ir com a cabeça na parede. Quanta teimosia! Quem não consegue ver tem que se limitar a ouvir. Perdemos a faculdade de ver exatamente para aprendermos a ouvir, uma vez que a acústica é maior do que a visão. Ela revela coisas que nem sempre os olhos são capazes de perceber, afinal nós mencionamos que a audição alcança a todos.

O apocalipse, do grego, significa revelação. Traz em sua redação aquelas revelações apropriadas por João evangelista na ilha de Patmos dentro de uma profunda expressão mediúnica. Esse último livro do novo testamento vem sendo compreendido pela grande massa, especialmente por todos aqueles vinculados às faixas religiosas, como sendo o repositório de fatos que trazem na sua expressão aquele estigma pesado de sofrimentos, de calamidades e de dores.

Agora, é interessante notar que a sementeira já havia sido feita por Jesus e os seus primeiros apóstolos e praticamente era preciso que essa mensagem, que esses padrões novos que Jesus havia trazido por meio da didática viva do seu exemplo, fossem implementados para todo o contexto social. O apocalipse, como no velho testamento, é praticamente uma reciclagem com vistas a novos pisos, novas engrenagens da vida.

Visto como o último livro do novo testamento, contém revelações terrificantes acerca dos destinos da humanidade. Aliás, a expressão apocalipse significa revelação, trata-se de revelação de Jesus Cristo (“Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo.” Apocalipse 1:1) Então, quem revela é o próprio Cristo. O evangelista, no caso o revelador, é um instrumento no encadeamento das informações. E como revelação é acesso, vem para revelar uma nova personalidade, um novo sentido de vida. O apocalipse traz as revelações recebidas pelo evangelista João. No final de todos os livros da bíblia nos indica que tudo está na frente. Percebeu? A sementeira fora feita antes por Jesus e pelos seus apóstolos, e quem não aprender o caminho pelo amor irá precisar desses acontecimentos para encontrá-lo.

Não se trata apenas de um registro de acontecimentos aos quais todos temos que nos curvar de forma subserviente. É, acima de tudo, um chamamento à nossa reflexão, a uma consciência do mecanismo da própria existência, a um processo dinâmico de crescimento e libertação. Longe de ser somente uma ameaça de destruição, está endereçado para a nossa capacidade de afirmação pessoal. 

Está falando de maneira velada à nossa intimidade, e não com toda a ostensividade que a gente está achando que tem que ocorrer. Não é tanto assim. É direcionado a todos que visualizam a mudança, àqueles que já elegeram um padrão novo de vida, pois em certo momento nos despertamos para a vida. O apocalipse sugere a cada um de nós a aceitação do trabalho que nos é competente. A bem da verdade, é uma proposta de trabalho, um chamamento para fazermos aquilo que sabemos, no entanto, não fazemos ainda. Propõe todo ele a área operacional, a identificação e aplicação de valores para além.

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