22 de out de 2012

Cap 28 - Olhos de Ver e Ouvidos de Ouvir - Parte 7


UNJAS OS TEUS OLHOS COM COLÍRIO

“ACONSELHO-TE QUE DE MIM COMPRES OURO PROVADO NO FOGO, PARA QUE TE ENRIQUEÇAS; E ROUPAS BRANCAS PARA QUE TE VISTAS, E NÃO APAREÇA A VERGONHA DA TUA NUDEZ; E QUE UNJAS OS TEUS OLHOS COM COLÍRIO, PARA QUE VEJAS.” APOCALIPSE 3: 18

Os olhos são instrumentos de interação com os seres e as coisas e para que possam propiciar uma visão nítida e satisfatória precisam estar saneados, limpos, clarificados.

Inúmeros companheiros nos caminhos evolutivos necessitam, ainda, usar o mecanismo complicado do sofrimento para poderem aprender a ver. O mundo está cheio disso em toda parte. O pranto e o ranger de dentes significa lavar os olhos pelo líquido das lágrimas do sofrimento para que a criatura possa ver melhor.

Porque lavá-los pelo pranto proporciona uma ótica mais nítida da existência. Em um entendimento mais aprofundado da marcha do progresso nós observamos que as lágrimas vão além de apenas lavar os olhos e sensibilizarem o coração, também sugerem ao espírito sofrido algo a mais, como abrir-se para o sol e para oportunidades novas. As lágrimas limpam e  apontam.

“E que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.” (Apocalipse 3:18) Preste bastante atenção, o que significa “para que vejas”? Se está sugerindo que a gente veja é porque ainda não estamos vendo. É muito importante que a gente mantenha, com muito carinho, essa proposta de termos a visão nítida, essa proposta de irrigarmos os olhos com o colírio eficiente de modo que haja de nossa parte uma percepção plena do que podemos e devemos fazer. Não é isso? Não deixar que a catarata se instaure ou que a conjuntivite se expresse. É trabalhar em um plano de assepsia as bases. É assim que a nova etapa que nos aguarda no plano da evolução nos sugere. Pensemos nisso.

O “para que vejas” está nos mostrando a importância de trabalharmos operando. Que o momento é o agora. E trabalharmos também projetando com vistas ao futuro. Deu para acompanhar? O tempo verbal está projetando para o futuro.

O momento não é outro senão o agora. O problema não é o passado, a questão é seguirmos tendo forças para que possamos vencer a caminhada, trabalhar as causas com vista ao futuro. Nós estamos aqui muito mais preocupados com os nossos rumos ao futuro do que com a liquidação dos nossos débitos. Ou você está preocupado com o que você fez lá atrás? O passado não tem como ser mudado, o que foi feito está feito mesmo, e ponto final.

O que nós temos que pedir, relativamente ao passado, é forças para que possamos vencer as dificuldades. Agora, nós estamos tentando laborar em função do nosso futuro. Sabe por quê? Por que se no campo das causas nós estamos às voltas com os efeitos em nossa vida, e que não tem jeito de reverter, vamos trabalhar as causas com vistas ao futuro, operando uma situação nova de vida.

E para isso é necessário ungirmos nossos olhos com colírio. Ou seja, quem está tentando evoluir fora da dor, pelo amor, compre colírio: “E que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.” A aplicação do colírio tem inclusive uma expressão muito interessante, “unjas”. Ungir dá uma ideia muito mais de óleo do que de qualquer outro líquido. Notamos que ungir significa lubrificar para que a nossa vista tenha esse campo dinâmico de observação. Afinal, o que quer dizer esse colírio? Colírio é um remédio que se aplica sobre a conjuntiva dos olhos para efeito curativo ou de alívio. Representa evoluir para além da dor. Em outras palavras, é o discernimento. Desobstruímos a nossa visão.

Pingando o colírio (outro fator interessante, ele vem em gotas, em pequenas porções) você passa a enxergar com mais facilidade. Você passa a ter um aprofundamento na sua ótica. Clareia a visão. É o que estamos tentando fazer aqui neste nosso estudo.

O que estamos tentando fazer senão abrir a nossa vista para enxergar com mais propriedade? O colírio clareia a vista lavando os olhos (instrumentos abençoados de interação com os seres e as coisas), nos proporciona uma ótica bem mais clara.

Ungir os olhos com colírio é manter a proposta de irrigar os olhos, manter a visão nítida para ter-se o discernimento e identificar o que fazer, pois o que buscamos é abrir a nossa vista objetivando enxergar com mais propriedade. Porque sabemos com tranquilidade que quem tem bons olhos não vê o bom nem ruim, compreende apenas, e para se conquistar isso é preciso trabalho e paciência.

É pela utilização do colírio, que é uma forma de se ingerir o conhecimento, que estamos desobstruindo a nossa visão. Estamos tirando as cataratas da visão. Quando falamos dessas cataratas nos lembramos do apóstolo Paulo, que quando teve sua ligação com Jesus no caminho de Damasco ficou cego. Na hora em que ele recebeu o passe magnético de Ananias saíram de seus olhos como escamas. O que denota que ele estava totalmente saindo daquela linha de retaguarda, de uma ótica difícil, ao nível de justiça, para poder entrar numa ótica nova.

E como é que começamos a notar que estamos tendo olhos que estão vendo com eficiência? Quando nós começamos a olhar os fatos, as situações, as coisas, as pessoas, o mundo, naquela face positiva em que se apresenta. Quando nós detectamos os ângulos negativos no campo ambiente onde estamos posicionados, e mesmo no detectar o negativo mantemos uma vibração operacional de cooperação, de ajuda, de esquecimento ou de compreensão.

Porque tem gente que fica procurando defeito: “Aquela pessoa eu não vou com a cara dela. Ainda vou descobrir o que ela tem.” Daqui a pouco começa a procurar, procurar. “Já sei o que é, ela fala demais.” Bom, não estamos aqui para criticar ou julgar ninguém, mas esse pode ter certeza, não está usando o colírio.

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