11 de dez de 2012

Cap 30 - Oração é Poder - Parte 4


ORAÇÃO E TRABALHO

“E, LEVANTANDO-SE DE MANHÃ, MUITO CEDO, FAZENDO AINDA ESCURO, SAIU, E FOI PARA UM LUGAR DESERTO, E ALI ORAVA.” MARCOS 1:35

“E, DESPEDIDA A MULTIDÃO, SUBIU AO MONTE PARA ORAR, À PARTE. E, CHEGADA JÁ A TARDE, ESTAVA ALI SÓ.” MATEUS 14:23

Vamos começar este tópico dizendo uma grande verdade? A prece não afasta do caminho aquilo que a própria alma buscou com seus pensamentos e atos.

Sendo assim, não procures fugir à luta que te afere o valor e não apeles para o Senhor como advogado da fuga calculada ao dever. E suplicar coisas, também, do tipo: "Meu Deus, faça com que essa árvore produza fruta fora do tempo" ou "que essa bananeira dê cacho porque eu estou com fome e não tenho dinheiro", não é por aí. Coisas como essas não vão acontecer. A prece deve ser fonte de inspiração para o trabalho e o homem deve procurar na oração forças para agir, porque sem dúvida a fé sem obras não passa de uma flor artificial sobre a mesa. Aprendemos muita coisa e já temos visão. Temos uma ótica e buscamos soluções, porque procuramos estratégias para sair das dificuldades.

Você deve se lembrar que Jesus, antes de começar o trabalho, se nutria pela prece. Não é isso? Nesse momento ele se abastecia. E entrava em relação com as próprias estruturas do criador e das entidades de alto curso, de alta expressão, que co-participavam com ele na engrenagem de reformulação conceitual e vibracional do nosso planeta. Nós sabemos que lá atrás o trabalho de Jesus foi um trabalho de lançar balizas, de atender com carinho e segurança todas aquelas colocações de nível didático que deveriam ser apropriadas para servir de referência para nós que estamos tentando descobrir a nossa própria intimidade, tentando encontrar recursos para caminhar com segurança.

"E levantando-se de manhã, muito cedo, fazendo ainda escuro, saiu e foi para um lugar deserto e ali orava." (Mateus 1:35) A gente ora quando a coisa aperta, quando a situação se complica. Jesus orava, e orava antes, com antecedência.

Orava antes de começar o trabalho. Devemos aprender com ele. Cada momento é um momento específico e devemos orar sempre antes. Em momentos de atribulação, muitas vezes não conseguimos atingir determinado grau de vibração de modo a nos sintonizarmos com as esferas mais elevadas de luz, da mesma forma como um rádio tantas vezes não sintoniza bem com a estação desejada.

"Levantando-se" representa iniciativa pessoal. E Jesus vai se abastecer "de manhã, muito cedo, ainda escuro", ou seja, circunstâncias temporais a definirem o momento. São três colocações a indicarem a hora do aprovisionar-se para tarefa a ser feita.

Certos grupos religiosos preconizam o absoluto retiro das lutas humanas para os serviços da oração. O evangelho é muito mais simples, prático e objetivo, nos diz que o cordeiro divino "saiu e foi para um lugar deserto". E que incontáveis vezes, despedida a multidão, e terminado o esforço diário, Jesus estabelecia a pausa necessária para meditar, à parte, comungando com o Pai na oração solitária e sublime. Quanto a nós, vamos orar onde? Para esse momento peculiar de solidão íntima podemos escolher o "deserto" em qualquer lugar.

Pode ser no próprio ambiente nosso. Nos dias de hoje, pode ser dirigindo um carro, caminhando na via pública, podemos escolher o lugar deserto, no plano profundo da alma, no campo mental, e orar. Observemos isso e oremos na casa íntima, a casa mental. De maneira suave, a própria expressão relacionada com o melhor sentimento, sabendo que para receber é preciso estar em condições.

O esforço e a prece contemplam-se no todo da atividade espiritual. Não ficam distantes um do outro. O trabalho e a prece são duas características da atividade divina do Cristo. Jesus nunca se manteve à distância das criaturas humanas, com o fim de permanecer em contemplação absoluta dos quadros divinos que lhe iluminavam o coração. Isto é um ensinamento maravilhoso. A oração ilumina o trabalho e a ação é como um livro de luz na vida espiritualizada.

A criatura que apenas trabalhar, sem método e sem descanso, acabará desesperada, em horrível secura do coração, e aquela que apenas se mantiver genuflexa, estará ameaçada de sucumbir pela paralisia e ociosidade. Eu não posso chamar a Deus e me manter indiferente aos planos aplicativos do mundo.

Se alguém permanece na terra é com o objetivo de alcançar um ponto mais alto nas expressões evolutivas, pelo trabalho que foi convocado a fazer. E pela oração o homem recebe o auxílio indispensável à santificação da tarefa. Tanto o trabalho operacional da mensagem do evangelho, desde que não venhamos a nos alienar do mundo, que é nosso laboratório de afirmação de aprendizagem e evolução, e também o plano reflexivo no campo da meditação na prece, necessitam, esses dois ângulos, trabalharem em uma perfeita sincronia.

Em suma, vamos compreender que todo aquele que trabalha pelo bem, com as suas próprias mãos e com o seu pensamento, esse é o filho que aprender a orar, na exaltação ou na rogativa, porque em todas as circunstâncias será sempre fiel a Deus, consciente de que a vontade do Pai é mais justa que a sua própria.

Um comentário:

  1. Foi exatamente assim que conheci a presença e o poder de DEUS: -Em um momento decisivo, pedi e ele fez com que uma árvore desse fruto na minha presença! DEUS chama à existência as coisas ainda que elas não existam!

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