8 de fev de 2013

Cap 32 - Ação e Reação - Parte 2


TUDO ESTÁ EM EQUILÍBRIO
  
“PORQUE NÓS SOMOS DE ONTEM, E NADA SABEMOS; PORQUANTO NOSSOS DIAS SOBRE A TERRA SÃO COMO A SOMBRA.” JÓ 8:9

A lei se revela entre as causas e os efeitos e tudo o que se sucede neste plano onde nos encontramos é efeito de causas próximas ou remotas. Tudo, sem exceção.

Em toda parte do infinito universal a suprema justiça se cumpre em sua plenitude. Sendo assim, o caos que vez por outra envolve o nosso ambiente de lutas, onde tudo parece confuso, obscuro e desigual, é precisamente a expressão dessa infalível justiça divina que se cumpre. É a expressão de uma perfeita harmonia, surgindo de todas essas desconcertantes desafinações da grande orquestra da vida, cujos esplendores somente podemos ver com olhos da razão.

A verdade é que não existem vítimas no meio de todas as aparentes contrariedades e desigualdades que o mundo apresenta. Quando os olhos do espírito não funcionam os olhos físicos vêem vítimas. E abrindo os primeiros a mais perfeita justiça se revela à luz da razão. Basta abrirmos os olhos espirituais para vermos nas vítimas de hoje os verdugos de ontem. Situamo-nos num planeta de reajustamento, de provas e expiações, onde se conjuga o passado com o presente.

O homem é senhor do futuro, mas escravo do passado, resgata no momento atual a dívida de outrora. E é dessa conjugação que resulta o futuro que nos espera. Não adianta desesperar, tudo se processa sob o império da justiça que nos rege os destinos.

Como disse Jó: "Porque nós somos de ontem, e nada sabemos; porquanto nossos dias sobre a terra são como a sombra". (Jó 8:9) É ilusão querer que os nossos sentidos observem e concluam, vendo uma parte específica como se fosse o todo. A força invisível que distribui bens e males é uma lei e não é possível que essa lei incida no mínimo erro sequer. A sabedoria do espírito, ligando o passado ao presente, abrange a vida na sistemática das múltiplas existências. Estamos longe de fazer apologia ao sofrimento, mas o universo não esmagará sem razão a mais pequenina formiga, e o que nos acontece tem razão de ser.

Ninguém, em sã consciência, vai desconsiderar que vivemos num planeta conturbado. Os fatos em geral, em suas consequências, apontam tanto posição de carinho, trabalho e realização, como respostas tristes, em função das sementes lançadas.

Nos dias de hoje, utopistas se mostram desiludidos com a realidade porque sonham com a igualdade irrestrita das criaturas que não acontece. Todavia, não compreendem que recebendo os mesmos direitos de trabalho e aquisição perante Deus os homens, por suas próprias ações, são profundamente desiguais entre si em inteligência, compreensão, virtude e moral. A harmonia do mundo não tem como vir de decretos políticos. O mecanismo de leis humanas se modifica todos os dias e sistemas de governo vez por outra desaparecem para dar lugares a outros que, também, terão de renovar-se com o tempo.

A conclusão a que chegamos é muito simples: não podemos estranhar nada. Por mais que pareça errado está tudo certo neste mundo de Deus. A vida é bela e sábia demais. Encontramo-nos todos em equilíbrio, possuindo o que conquistamos e à frente dos ideais que almejamos. As ocorrências de hoje procedem dos fatores ocultos do ontem, que desencadearam reações só agora aparecidas.

Muitas situações de natureza negativa nada mais são do que efeitos de ocorrências pretéritas, que o tempo arquivou na memória perispirítica e não chegou a consumir. Como a semeadura traz os resultados positivos ou negativos, segundo a natureza da semente, somos o perfeito reflexo de nós mesmos, colhendo invariavelmente conforme a natureza das nossas ações nos terrenos amplos da vida imortal. Defrontamos no caminho os frutos do bem ou do mal que semeamos num passado mais próximo ou mais distante e cada individualidade apresenta hoje o equilíbrio ou o desequilíbrio pelas obras de ontem. Cada qual se situa no quadro das próprias conquistas ou dos próprios débitos.

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