12 de fev de 2013

Cap 32 - Ação e Reação - Parte 3


A CADA UM SEGUNDO AS SUAS OBRAS

“NÃO ERREIS: DEUS NÃO SE DEIXA ESCARNECER; PORQUE TUDO O QUE O HOMEM SEMEAR, ISSO TAMBÉM CEIFARÁ.” GÁLATAS 6:7

“PORQUE O FILHO DO HOMEM VIRÁ NA GLÓRIA DE SEU PAI, COM OS SEUS ANJOS; E ENTÃO DARÁ A CADA UM SEGUNDO AS SUAS OBRAS.” MATEUS 16:27

“VAI E NÃO PEQUES MAIS, PARA QUE TE NÃO SUCEDA ALGUMA COISA PIOR.” JOÃO 5:14

“PORQUE TODOS DEVEMOS COMPARECER ANTE O TRIBUNAL DE CRISTO, PARA QUE CADA UM RECEBA SEGUNDO O QUE TIVER FEITO POR MEIO DO CORPO, OU BEM, OU MAL.” II COR 5:104

Porque o filho do homem virá na glória de seu pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras." (Mateus 16:27) Interessante. A afirmação de Jesus é bastante clara, não deixa dúvida nenhuma. Basta uma primeira leitura para se observar a profundidade. No entanto, a maioria das pessoas passa pela vida ocupada demais para lhe dar atenção. Não está nem aí.

E quando dá atenção, acredita estar livre da sua área de atuação. Supõe estar livre dos acontecimentos negativos que ela anuncia. Imagina que acontecimentos desagradáveis irão alcançar a outros. Muitos indivíduos são assim. Acreditam que fatores externos menos felizes, em razão de sementes lançadas, frutificarão nos terrenos dos outros. E quando colhem situações desagradáveis em suas próprias vidas acreditam que esses fatores lhe são estranhos à conduta. Isso mesmo. O que fizeram para merecer? Consideram determinadas dificuldades como algo injusto e questionam aos quatro cantos: "O que fiz eu para receber isto? Porque tantas dificuldades e desventuras em cima de mim?"

Consideram inexplicáveis tantos obstáculos e tropeços nos caminhos da vida. Pensam e quebram a cabeça. Sem encontrar explicações procuram, sem êxito, esclarecimento nas filosofias diversas do mundo. Quem sabe algum consolo, algo que apascente a mente atribulada. Cansados e confusos concluem que o melhor é não pensar mais, o mais acertado é desconsiderar, esquecer o assunto.

Deixar prá lá, como se os fatos se solucionassem por si mesmos.  Só que os fatos dos dias e dos momentos se sucedem e incumbem de mantê-los ligados ao campo das cogitações.

Vamos entender a causa como sendo aquilo ou aquele que faz com que uma coisa exista, que determina um acontecimento. É, pois, a razão, o motivo, a origem.

Já o efeito é o resultado de um ato qualquer, a consequência. Sendo assim, em virtude de cada espírito representar um universo próprio, cada um de nós é totalmente responsável pela emissão das forças que lança em circulação nas correntes da vida. A responsabilidade acompanha o espírito em suas várias reencarnações e a imortalidade implica responsabilidade. Somos nada mais, nada menos, do que os arquitetos do nosso destino, e cada espírito deverá a si mesmo a ascensão sublime ou a queda deplorável. Não existe balança de precisão mais delicada e perfeita que a da justiça distributiva.

Deus não tem que intervir nas sanções dos atos humanos, porque cada ato leva em seu interior o prêmio ou o castigo. Trazemos conosco, perfeitamente encadeadas, as causas e os efeitos que determinam tudo o que nos acontece, como a semente traz em seu íntimo, de forma oculta, os caracteres mínimos de onde procede a árvore com os seus ramos, folhas, flores e frutos. Como disse Paulo: "tudo o que o homem semear, isso também ceifará". Afinal de contas, podemos nos esconder dos homens, não de Deus. Não tem como fazer conchavos e negociações com o criador. Ele está presente na imutabilidade da lei.

Cada um colhe aquilo que semeia, e isso nada mais é do que a decorrência natural e intransferível que alcança a todos na esteira do universo, onde tudo se processa mediante leis naturais e divinas que o regem.

É preciso desmistificar a crença ilusória de que muitas coisas podem ser mudadas mediante passes de mágica. A vida é um processo de eleição pessoal (tanto que o evangelho nos propõe trabalhar o componente da semente, não do fruto) e elegemos os tipos de experiência em que nos propomos estagiar, nessa ou naquela fase da evolução. Então, primeiro a semeadura, depois a colheita, e tanto as sementes de trigo como as nocivas, encontrando terra propícia, produzirão a seu modo nas mesma pauta de multiplicação.

Na resposta da natureza ao esforço do lavrador temos simplesmente a lei. E o sofrimento do homem sempre importa no reajustamento do seu passado ao presente.

A infalível justiça divina não admite vítimas. Uma vez que somos todos semeadores, a vida nos retribui igualmente em conformidade ao que lhe exteriorizamos. Não por capricho, mas por simples adequação justa e natural à lei da providência divina. A cada um é dado segundo as suas obras. Toda semente produz no solo do tempo e os resultados são invariavelmente frutos da nossa escolha.

Não há dúvida alguma, seja qual for o resultado da ação de quem a encaminhou para o mal ocorrerá o choque do retorno, ou seja, volve ao agente o efeito da sua realização. Vivemos em mundo onde ao lado de uma proposta reeducacional dos seres existe a presença de elementos definindo, sobre as causas já lançadas no espaço e no tempo, os efeitos, isto é, os resultados a que estaremos sujeitos a recolher em meio a momentos peculiares. De tudo isto fica um enorme aprendizado para cada um de nós: seja qual for a posição em que nos situemos temos invariavelmente a resposta da vida na vida que procuramos.

"E dará a cada um segundo as suas obras" é o mesmo que dizer receberá. Não é simples? Nós todos estamos colhendo o que semeamos. Não importa a época nem as condições em que a sementeira foi feita, o que importa é que cada um colha, onde estiver e como se achar, aquilo que semeou. Assim, a dor ou a alegria, a paz ou a inquietação, o merecimento ou a desvalia, a sombra ou a luz, em nosso caminho, será sempre o resultado de acordo com as nossas próprias obras.

Tudo é consequência do estado particular em que se encontram os nossos espíritos e a solução está, nada mais nada menos, do que em nós mesmos. É evidente que muitas criaturas, mesmo colhendo a dor, continuarão a semeá-la, até determinado momento em que se não for por algum dispositivo da misericórdia, os sofrimentos ampliados os compelirão ao redirecionamento de suas atitudes.

Isso sem contar que muitos podem questionar porque tantos bons sofrem, enquanto os maus, por vezes, desfrutam de tranquilidade e prazeres. Ora, o sofrimento dos bons importa em muito no resgate de culpas passadas. Percebeu? O primeiro grupo está colhendo, ao passo que o segundo está semeando.

Não é possível colher sem haver antes semeado, nem pagar dívidas sem havê-las em tempo contraído. A semeadura precede a colheita, a solvência vem após compromisso.

A vida, exprimindo desígnios do criador, assumirá para contigo atitudes adequadas às atitudes que assumes para com ela. Somos livros vivos de quanto pensamos e praticamos e os olhos cristalinos da justiça divina nos lêem em toda parte. O presente é a consequência natural do passado, como o futuro será o resultado inevitável do presente. Possuímos agora o que ajuntamos no dia de ontem e possuiremos amanhã o que estejamos buscando no dia de hoje.

Lembra o que Jesus disse a um cego sobre não pecar: "Vai e não peques mais, para que te não suceda alguma coisa pior." (João 5:14) Pois é, disse aquilo porque o problema daquela cegueira não era algo aleatório que surgiu do nada, de graça, mas decorrente da sua própria instabilidade. Portanto, não se esqueça de conduzir o tesouro da consciência tranquila em toda a estrada na qual te movimentes, porque um dia surgirá, entre todos os outros dias, em que seremos invariavelmente chamados à prestação de contas nas leis da vida.

E chegado semelhante momento nada nos será perguntado sobre a atividades e causas alheias, mas tão somente sobre nós mesmos. Logo, é razoável procurarmos compreender a substância dos atos que praticamos nas atividades diárias.

Vamos cumprir bem agora o que nos cabe fazer, uma vez que estamos acionando o passado ao nível de experiências e o futuro em nível de paciência e operosidade segura, facilitando o desenvolvimento da lei. Se é da lei de Deus que toda semeadura se desenvolva, haja suficiente cuidado em nós a cada dia, pois o bem ou o mal, tendo si semeados, crescerão junto de nós, segundo as leis que regem a vida.

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