12 de mar de 2013

Cap 33 - A Conversão (2ª edição) - Parte 2


A INFORMAÇÃO

“31JESUS DIZIA, POIS, AOS JUDEUS QUE CRIAM NELE: SE VÓS PERMANECERDES NA MINHA PALAVRA, VERDADEIRAMENTE SEREIS MEUS DISCÍPULOS; 32E CONHECEREIS A VERDADE, E A VERDADE VOS LIBERTARÁ.”   JOÃO 8:31-32

Em todas as áreas das atividades profissionais da vida, sem exceção alguma, a ausência de estudo acaba por ocasionar a estagnação dos indivíduos a elas vinculadas.

Isto se dá em qualquer setor de trabalho. A costureira, por exemplo, que não observa as novas tendências de cortes, moldes e tecidos não progride; o cabeleireiro que não acompanha os novos visuais da moda não cresce no seu ramo; o médico que não se mantém vinculado a periódicos núcleos de especialização passa a limitar em muito o desempenho de sua função. Assim, dentro do mecanismo da evolução nós temos um dos componentes essenciais que marcam o mecanismo do crescimento e da aprendizagem, que é o plano informativo. Receptor do conteúdo, por ele trabalhamos um ponto básico da educação.

Por nossa vez, quando estudamos e tentamos interpretar parcelas do evangelho nós começamos a fazer uma busca por conhecimentos que nos auxiliem, sabendo que o mecanismo libertador da verdade começa pela obtenção de determinado conhecimento novo, inicialmente de maneira informativa.

Então, o primeiro passo da verdade é exatamente o plano teórico. Na linha informativa nós já começamos a gestar o homem novo. A informação define o ângulo vertical, é a instrução, o que recolhemos do alto, o que captamos de cima.

É o que vem de fora, representa o elemento indutor, o componente instaurador, o elemento de toque. Ela opera de fora para dentro, de forma que o ato de receber está amplamente ligado ao plano informativo. Pela linha informativa nós ingerimos e captamos. E muito importante, por sua vez, é entender que a informação é aquele componente que vem antes da formação. Conseguiu captar? Porque isso é importante demais. Vem antes da formação porque ela por si só não dá forma nenhuma, não modifica, não altera, não muda. Ela prepara e quase nos transforma em uma biblioteca ambulante. Logo, a instrução informa e a informação é aquilo que chega e que desconhecíamos. Claro, do contrário não é informação. Chegar aqui e dizer que estamos estudando o evangelho não é informação para ninguém, todos já sabemos.

O conhecimento é o primeiro ponto. É a primeira iniciativa para que trabalhemos no momento os ângulos mais nebulosos da nossa própria individualidade. Jesus Cristo é aquele que dispara o processo educacional. A cada instante ele nos chega informando, especialmente quando passamos a compreender o seu evangelho. Quando os valores novos chegam eles tem uma característica de apontar e oferecer recursos construtivos, e o bonito é que em todo o sistema de aprendizado primeiro nós somos auxiliados por aqueles que nos tutelam.

E no momento em que vamos entendendo essa linha de orientação que vem lá de cima, nos envolvendo, protegendo e direcionando os passos na aprendizagem, nós começamos a abrir o campo mental para uma percepção mais ampla.

O ensejo de aprender é uma porta libertadora. E que porta, por sinal! Agora, como a informação é o que vem antes da formação, a informação é o instrumento que vai nos possibilitar uma postura de aplicabilidade. É por isso que a verdade por si só não liberta e o evangelho é muito claro quanto a isto: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8:32) Se ela por si só não liberta, podemos entender que o conhecimento intelectual nos coloca na ante-sala da libertação.

Em outras palavras, o valor informativo não garante a passagem pela porta, garante a visualização da porta, como a matrícula em determinado curso não soluciona o problema do aproveitamento. Pense comigo, se arregimentarmos todas as informações acerca do evangelho, ou de qualquer outra área, estaremos potencializados, preparados, prontos para realizar. O valor informativo implementa em nós um caminho novo e esse caminho novo tem um sentido desafiador para nós. De modo que o caminho novo apontado é o plano informativo.

Quando nos surge um padrão informativo novo dentro da nossa rotina esse componente tem o papel de projetar a inteligência e o campo mental para mais à frente. Lembre-se de Zaqueu. O subir representa o acesso ao plano informativo. A informação nos coloca no alto, nos prepara, nos possibilita a visualização, mas para o acesso efetivo a novas bases é preciso descer, e o descer é referência ao plano operacional. É por isso que a verdade não liberta, libertará.

Depois vai precisar surgir experiências concretas que irão fazer o papel aferidor do legítimo conhecimento recolhido pela informação. Vai precisar haver o teste da aplicação.

Pois somente pela aplicação é que nós conseguiremos operar a formação dos caracteres que definem uma postura nova, íntima, pelas mudanças que nós podemos operar ao impacto da vontade. Nós temos que nos educar, temos que nos experimentar e ir trabalhando numa nova filosofia. É imprescindível levantarmos uma estrutura científica dentro do plano da filosofia, é indispensável o golpe da ação própria no sentido de modelarmos o santuário interior na sagrada iluminação da vida. Afinal, não se elege uma padronização a nível mental, de modo adequado e seguro, se não houver a disposição de investir naquilo, de investir no ponto capaz de criar o registro interior dentro de nós ao nível de reflexo.

Sendo assim, ler, ler e ler, abrindo a horizontal da heterogeneidade de informações, é muito importante, no entanto, essa leitura só será capaz de nos possibilitar algum progresso quando conseguirmos perseverar naquele ponto que o nosso campo mental adotou ou vem adotando. Recebemos o amparo e somos protegidos. Na hora que o nosso campo mental alcança uma percepção mais ampla, imediatamente, pela linha da sintonia, que vai tanger depois para o campo da afinidade, assumimos a posição de co-participantes da engrenagem do progresso.

E geralmente é aí que a coisa pega. Aprendemos com as fontes superiores a nós, sem dúvida, mas continuamos muito presos na linha de nossas carências. O que quero dizer? Simples. Em geral queremos manter a nossa vida dentro de um processo acentuadamente passivo, como se fôssemos constantes tutelados, necessitados, indiferentes e até insensíveis ao chamamento de operar.

Sem contar que muitas vezes a nossa mentalidade absorve o conteúdo, mas a nossa vontade é incapaz de aplicar. E simplesmente não tem como progredir numa situação nova, no rumo de nova faixa de vida, sem a utilização adequada da vontade. Não basta apropriar conteúdo, que marca o mecanismo da evolução, é preciso nos inteirarmos da necessidade de operarmos como refletores do pensamento divino no contexto em que nós estamos situados. Nesses casos é preciso paciência. Porque a paciência representa a capacidade de persistir.

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