31 de mar de 2013

Cap 33 - A Conversão (2ª edição) - Parte 7


FIEL TESTEMUNHA

“E DA PARTE DE JESUS CRISTO, QUE É A FIEL TESTEMUNHA, O PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS E O PRÍNCIPE DOS REIS DA TERRA. ÀQUELE QUE NOS AMOU, E EM SEU SANGUE NOS LAVOU DOS NOSSOS PECADOS.” APOCALIPSE 1:5

A expressão testemunha fiel e verdadeira, em tese, quer dizer a testemunha legítima dos padrões superiores em Deus que se irradiam por todo o universo, padrões esses que visam garantir a sustentação de todas as estruturas nos fundamentos do amor, e que, dimanados da misericórdia divina, passam a ser concretizados.

Esses componentes se tornam palpáveis e concretos por parte daqueles que conseguem entrar em ressonância com o plano informativo que chega. A orientação dimana dos planos superiores em Deus, nós a assimilamos e quando temos condições de operar na linha prática da vida com humildade, espírito de trabalho, disposição, fraternidade, respeito e reverência a Deus, e realização nos terrenos do nosso próprio crescimento, nos tornamos testemunhas.

O adjetivo fiel significa exato, verídico, verdadeiro, aquele que age com observância rigorosa da verdade, cumpre ao que se obriga, é leal, honrado, íntegro, digno de fé, probo. E a fidelidade não é ser fiel a um componente de fora, a fidelidade se dá com aquilo que a nossa mente já sente e sabe que é uma realidade, porém, muitas vezes preferimos abraçar realidade transitória do nosso eu.

Então, "fiel e verdadeira" demonstra aquela postura pessoal em que existe de nossa parte um processo alimentado e realimentado de responsabilidades em que vamos procurando ser coerentes entre aquilo que fazemos e aquilo que sabemos, que conhecemos, aquilo que apropriamos informativamente. O sentido verdadeiro representa uma fidelidade canalizadora de verbalização que elucida o semelhante. Isto é que é bastante interessante de nós termos em conta.

Daí, concluímos que o ser inteligente, que se desperta no campo perceptivo da vida mais ampla, no campo da mente, ele já passa a ter uma responsabilidade a mais.

Repare que a realidade transitória do nosso eu já tem um sentido de verdade relativa, afinal, quando é que surge a mentira? A mentira é uma verdade do ontem superada por uma verdade do hoje. É uma verdade que foi excelente ontem e hoje ela não é mais, porque no momento em que a verdade nova chega nós temos que ser fiéis a ela de modo a incorporarmos o componente assimilado no campo prático, de modo a nos gerar vida, e não morte. Então, a verdade do ontem é a mentira de hoje, é mentira face a uma nova verdade que chega.

A testemunha fiel e verdadeira mais autêntica que a humanidade conhece é Jesus.

Ele é a testemunha fiel e a testemunha verdadeira. É aquele que implementou o sistema de amor e o vivenciou como testemunha viva, atestou isso pela experiência vivenciada. Deus e a imortalidade constituíam os temas e assuntos fundamentais de seus ensinamentos. Tudo disse a respeito do Pai e daquela vida eterna que deve ser conquistada pela submissão consciente à soberana lei da evolução.

Ninguém no mundo foi mais fiel cultor do respeito e da ordem que Jesus Cristo. Ele disse e demonstrou. Não tinha apenas uma linha de fidelidade ao pensamento divino, a experiência vivenciada por ele tinha um sentido também de verdade, aliás, Jesus é verdade decodificada, é a verdade transferida ao nosso entendimento. Ao lado da teoria colocou a prova, à palavra fez seguir a ação.

Como filho, refletiu as qualidades, os atributos e os poderes do Pai. Deu testemunho da imortalidade, morrendo, ressurgindo e apresentando-se, tal como era antes, aos olhos e ao tato de seus discípulos maravilhados. Ele veio com uma vivenciação muito acima de todas as nossas condições operacionais. Em todas as circunstâncias o vemos interessado, acima de tudo, na lealdade a Deus e no serviço incansável aos homens. Como educador posicionava-se com espelho, testemunhava de Deus em nosso terreno, ensinava e confirmava pela vivência, porque confirmar é atestar pela conduta. Palavra alguma poderá superar a sua exemplificação, que os discípulos devem tomar como roteiro de vida.

Nós também estamos sendo chamados a ser essas testemunhas fiéis. Isso mesmo. Esse chamado é sutil, suave e espera a nossa adesão, mas está sempre presente. Repare que em um estudo como este que estamos levando a efeito, pela profundidade e clareza das orientações, nós estamos sendo convocados a ir para muito além da fisionomia religiosa, convocados a testemunhar. 

Sim, sem dúvida. Porque guardadas as distâncias entre nós e Simão Pedro, por exemplo, temos aprendido que se os discípulos mudaram nós também temos plenas condições de fazê-lo. Note que toda a autoridade dos discípulos estava posicionada na capacidade deles em testemunhar o que recolheram de Jesus.

A orientação dimana dos planos superiores em Deus e a fidelidade significa a capacidade da individualidade em operar segundo a estrutura íntima e clara que a vida mental propõe.

Nós assimilamos a informação no plano mental do superconsciente e operamos na linha prática da vida e, assim, nos tornamos testemunhas fiéis. É desse jeito.

Quanto mais a nossa ação reflete a essencialidade irradiada do plano maior, de acordo com o campo de percepção ampla da nossa mente, maior fidelidade nós implementamos no trabalho. A fidelidade define a coerência entre o que se faz e aquilo que se sabe intelectivamente, porque apenas o exemplo é suficientemente forte para renovar e reajustar. E cada um de nós somente poderá auxiliar os semelhantes e colaborar com o Senhor usando as qualidades de elevação já conquistadas na vida. Agora, o importante, e que precisa ser lembrado, é que nesse plano aplicativo dos valores teóricos, de princípio assimilados pelo nosso plano mental através do superconsciente, esses padrões, uma vez aplicados com fidelidade, necessitam se expressar como pontos de referência iluminativa para as criaturas que estão em torno nós e que vão se inspirar neles, como faixas de referência para a suas linhas de crescimento.

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