20 de abr de 2013

Cap 34 - A Família e a Ovelha - Parte 3


BOAS VIBRAÇÕES

Nós temos dois componentes na estrutura das relações pessoais que constituem verdadeiros desafios para nós, e que tem levado inúmeras individualidades a instauração de sofrimento cármico.

O primeiro é aquela postura indevida de chantagear corações, iludindo e entregando-os ao léu, como se diz na linguagem popular. A criatura vem de mansinho, trabalha o coração de alguém no plano do sentimento e depois larga para lá. Sai como se nada tivesse acontecido. Sai sorrateiramente da mesma forma como entrou, e que a outra pessoa se vire, o problema é dela.

A segunda faz referência a utilização de estratégias amplas no campo magnético que, por sinal, vai ser, no futuro não muito distante, um elemento imprescindível de força, e brincar com essa força, usando-a no interesse puramente pessoal. O elemento utiliza a força magnética reinante no universo na área do comando, da persuasão e da influenciação no sentido meramente pessoal.

Precisamos analisar essa questão com certa atenção e ficar atentos, porque todas as vezes que brincamos com esses elementos que mencionamos nós começamos a encontrar sofrimentos, dificuldades e desajustes ressonantes depois, com quadros complicados que tantas vezes demoram bom tempo para o saneamento.

Na maioria das vezes nós desconsideramos que no inconsciente tem uma força irradiando e que está norteando a nossa vida. É algo lamentável, mas quantos à nossa volta não se armam com as mais diversas formas para envolver os outros em sua órbita de ação de modo negativo, de modo infeliz? Muitos companheiros já estão vivendo as ressonâncias dessas dificuldades porque usaram os padrões que alcançaram visando exclusivamente o interesse próprio.

O trabalho no qual temos investido, a busca de entendimento do evangelho e consequente mudança interior, é um trabalho gratificante, elaborado com alegria interior, mas que não deixa de trazer algumas apreensões no sentido positivo. Porque todas as vezes que enfrentamos a nós mesmos na intimidade da alma ficamos meio apreensivos, e realmente o mecanismo de progresso é por aí.

Daí a gente observa que o parente complicado dentro de casa, o chefe intransigente e difícil, o colega cheio de problemas, todos esses são elementos que nós precisamos efetivamente compactar nesse processo de abertura e de penetração mais tranquila na linha da simpatia. O que vamos dizer agora não é para assustar ninguém, mas quem não está vivendo a situação ainda vai viver. Mas quando tiver que viver que não o faça com a cara fechada, o semblante pesado.

Tem muitas pessoas que nós influenciamos no passado, que foram por nós influenciadas e instigadas a fazerem ou viverem determinadas situações que, na época, nós adorávamos e, talvez, hoje não nos interessem mais. Nós conseguimos nos livrar daquela faixa de influência que alimentávamos e as pessoas que envolvemos não tiveram o mesmo êxito. Ou seja, elas permanecem na experiência menos feliz que lhes despertamos o interesse lá atrás.

Permaneceram, possivelmente, porque foram levadas por uma curiosidade inicial, por impacto ou por uma linha de indução, e estão, ainda, percorrendo o terreno da indução de acordo com o grau de intensidade que nós aplicamos a elas.

Percebeu? Nós conseguimos nos safar, nos desvinculamos daquelas faixas, que hoje soam para nós como algo totalmente negativo e superado, e elas ainda continuam atreladas àquelas posições. E como resultado da queda e do atropelo delas, a pergunta é simples: quem é que vai ter que resgatá-las, quem vai ter que buscar esses elementos? Quem vai reerguê-las? Bom, quem vai ter que buscar é o Cristo, mas nós é que somos os instrumentos dessa busca. Afinal, não foram nós que ajudamos a despertar nelas o interesse com as nossas ideias e o nosso entusiasmo? Agora, somos nós quem temos que ir lá buscar.

Disso compete termos todo aquele cuidado na avaliação, examinarmos a cada instante qual é a legítima intenção que vigora em nosso coração, qual o nosso objetivo em determinadas ações, o que nós estamos de fato pretendendo. Não quer dizer que em função do descobrimento dessas novas forças potenciais e latentes que dirigem a nossa vida nós devamos ficar preocupados e intranquilos com cada pensamento que nos surja. Também não é por aí. Mas precisamos ficar atentos. A nossa autoridade sobre o campo ambiente, as pessoas, as coisas, as situações e os fatos só pode propiciar um benefício para nós quando ela é exercida em cima dos pilares da caridade, do amor e do respeito.

É muito bom saber que quando acaba aquela reunião espiritual de estudo do evangelho na qual participamos, ou quando estudamos alguma passagem como a que fazemos aqui, nós aprendemos alguma coisa. É realmente algo fantástico e motivador. Agora, não adianta eu querer ter uma vida excelente, ficar bem informado, se eu não estiver preparado e educado para um processo de convivência. Estamos investindo no evangelho, entre outras coisas, para melhorar o nosso campo de relação. Todos nós que estamos aqui sabemos disso.

Sabemos também que temos que confiar em todos, porque do contrário a gente não consegue progredir, todavia, necessitamos saber os limites dessa confiança que nós devemos para com todos. Às vezes, também, as pessoas não ficam muito felizes porque os seus filhos não são exatamente como elas gostariam, mas quem garante que a ótica desses pais seria a melhor para aqueles espíritos naquele momento?! O importante, antes de tudo, é lançar a semente.

O momento de hoje é importante e nele entra igualmente a responsabilidade sobre elementos que nos estão sendo confiados. A cada dia que passa nós mexemos mais com os outros, e quanto mais se mexe com os outros mais sensível fica o nosso grau de responsabilidade. É impossível dar passos adiante com segurança e felicidade sem saber criar faixas vibracionais de simpatia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...