17 de jul de 2013

Cap 36 - O Valor do Trabalho - Parte 7

O PAGAMENTO VEM DEPOIS

“9E NÃO NOS CANSEMOS DE FAZER BEM, PORQUE A SEU TEMPO CEIFAREMOS, SE NÃO HOUVERMOS DESFALECIDO. 10ENTÃO, ENQUANTO TEMOS TEMPO, FAÇAMOS BEM A TODOS, MAS PRINCIPALMENTE AOS DOMÉSTICOS DA FÉ.” GÁLATAS 6:9-10

A gente tem tripudiado demais em cima da evolução, tem tripudiado tanto, até mesmo em cima dos anos que passam. 

Ficamos muito ansiosos em querer salvar a própria pele, em conseguir sair do sofrimento que nos alcança, mantemo-nos em uma busca personalística que envolve apenas o nosso bem estar e nos esquecemos que o investimento de lá para cá, do plano superior para o nosso, se dá de forma diferente.

Não objetiva apenas atender aos nossos desejos, e sim fazer de qualquer um de nós um instrumento positivo da vontade do criador. Precisa haver uma confiança por parte do nosso coração de que toda a oportunidade realizadora que recebemos tem sentido estrutural de mudança interior. O tempo é um componente fantástico que nos é concedido para a grande luta. Não podemos esquecer que temos que investir naquilo que o nosso sentimento e nossa razão está aceitando. Deus julga as intenções, óbvio, mas recompensa segundo as obras.

Logo, não dá para desconsiderar que a resposta que buscamos em termos de felicidade, amor, grandiosidade e júbilo interior não é resultante unicamente de um cumprimento fechado da lei por aquilo que a consciência já determina com clareza de realização. Afinal, fazer apenas aquilo que nos é cobrado não basta mais.

O mestre Jesus faz o bem despreocupado de considerações. Seu evangelho de luz nos ensina isso. Ele alivia sem paga, acende esperança sem que os homens lhe peçam, perdoa espontaneamente aos que injuriam e apedrejam sem aguardar-lhes retratação. Acordemos para as nossas responsabilidades, não podemos ignorar que a permanência na Terra decorre da necessidade de trabalho proveitoso e não do uso de vantagens efêmeras que muitas vezes nos anulam a capacidade de servir. Precisamos trabalhar sem cansaço pela nossa ascensão.

O reconhecimento que devemos buscar antes de tudo é o da própria consciência.

Não a importa a ingratidão que recebamos, não temos que nos preocupar com isso, todo aplauso externo é ilusório. Se a força humana torturou o Cristo com certeza não deixará de nos torturar também. É ilógico querermos disputar a estima de um mundo em transição que mais tarde será compelido a regenerar-se para obter a redenção. Acontece de em algumas situações atravessarmos grandes ou pequenos períodos de dificuldades, no entanto, mesmo em circunstâncias difíceis urge endereçarmos aos outros à nossa volta o melhor ao nosso alcance, porque segundo as leis da vida vamos colher aquilo que tivermos semeado.

É importante descobrirmos a necessidade de servirmos ao bem simplificando o nosso caminho. A vitória real é a vitória de todos. Convictos de que não precisamos gastar possibilidades da existência em expectativa e tensão, o discípulo do evangelho não pode se preocupar senão com a vontade de Deus, com o seu trabalho sob as vistas do Pai eterno e com a aprovação da consciência.

O lema deve ser avançar sempre, sem cessar, pois é preferível que a morte nos surpreenda em serviço a esperarmos por ela inertes em uma poltrona de luxo.

Se estivermos em Cristo tudo o que necessitamos será feito em nosso favor no momento oportuno e nossas forças sempre voltarão ao centro de nossa atividade amanhã. Vamos com atenção, enquanto houver crime, sofrimento, ignorância e miséria no mundo não podemos encontrar sobre a Terra a luz do reino do céu.

Tantas vezes nos entregamos a melancólicas reflexões em torno das transformações espirituais que inutilmente intentamos. Em muitas ocasiões, em meio ao trabalho que nos absorve, costumamos interromper as próprias atividades indagando de nós mesmos se vale a pena continuarmos o esforço renovador.

Ainda assim, vamos perseverar nos bons propósitos e colaborar, quanto possível, pela consecução dos objetivos de fraternidade e aprimoramento que devemos todos visar. Cabe-nos entender que a recompensa de semelhante trabalhador não pode ser aguardada no imediatismo do planeta. Ora, é da lei que a colheita não precede à sementeira, tanto quanto o telhado não se antepõe ao alicerce. Reconhecendo que o domicílio de seus seguidores não se ergue sobre o chão do mundo, Jesus prometeu que lhes prepararia lugar na vida mais alta.

Logo, a criatura que realmente ama em nome do Cristo semeia para a colheita na eternidade, lançando sem cansaço sementes com vistas a um futuro mais feliz.

Vamos parar de moleza e trabalhar na sementeira do bem à maneira de servidores provisoriamente distanciados do verdadeiro lar, olhando a estrada com atenção para não cairmos. 

Diante das palavras sábias do carpinteiro divino ("Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também." João 5:17), uma pergunta apenas é suficiente para nos dar o reconforto devido: Se o mestre, há milênios, trabalha por nós, para que tenhamos o pequenino clarão de conhecimento com que hoje tentamos dissipar as sombras que ainda trazemos, porque desanimar na obra de amparo aos que amamos, se apenas agora começamos a servir no terreno da luz?

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