31 de jul de 2013

Cap 37 - Gratidão e Glorificação - Parte 2

TUDO RESIDE EM DEUS

“TODA A BOA DÁDIVA E TODO O DOM PERFEITO VEM DO ALTO, DESCENDO DO PAI DAS LUZES, EM QUEM NÃO HÁ MUDANÇA NEM SOMBRA DE VARIAÇÃO.” TIAGO 1:17

“CONHEÇO AS TUAS OBRAS; EIS QUE DIANTE DE TI PUS UMA PORTA ABERTA, E NINGUÉM A PODE FECHAR; TENDO POUCA FORÇA, GUARDASTE A MINHA PALAVRA, E NÃO NEGASTE O MEU NOME.” APOCALIPSE 3:8

A submissão a Deus é algo lindo demais quando compreendemos que nos submetemos a ele em função da sua grandeza.

O próprio Jesus disse não poder fazer coisa alguma, que o Pai que permanecia nele é quem fazia as obras. Logo, do excelso trono é que nasce o eterno manancial que tanto sustenta o anjo na altura como alimenta o verme no abismo.

Para podermos atuar com paz, equilíbrio e segurança nós temos que ser profundamente obedientes ao pensamento divino. Imagine o seguinte, imagine uma criatura extremamente evoluída e assessorada por um espírito de alta luminosidade. Francisco Cândido Xavier, o querido Chico Xavier, é um exemplo perfeito. Ele podia fazer, como fez, muito por nós porque ele recebia, entre outros, de Emmanuel. Então, vamos ao ponto aonde queremos chegar, o Emmanuel é o maior? Não. Ele, por sua vez, também recebia de cima, e de cima, e de cima...

Percebeu onde queremos chegar? Quando o espírito vence o orbe, no que se refere aos grandes baluartes que gerenciam a vida no planeta, ele parte para outras escalas no universo, vinculadas ao gerenciamento de nossa atividade aqui. Ou seja, por enquanto nós estamos numa morada estreita e não temos como aspirar muita coisa além do mundo terrestre, mas quando penetrarmos o terreno adentro de uma nova era que já chega estaremos cogitando de outras frentes administrativas da nossa casa. E tudo procede e advém da estrutura suprema do criador.

Ao dizer "tudo posso naquele que me fortalece" Jesus Cristo queria dizer que por si só ele não tinha tanta capacidade. Com isso, não estamos querendo nos desprestigiar, mas entender que todos nós estamos nas mãos das forças superiores. O mestre definiu bem que a obra é do criador, que não era ele que fazia, e sim o Pai que operava a obra por meio dele. O homem deve, portanto, colocar-se, invariavelmente, na condição de colaborador de Deus, e consciente de que está agindo sob o poder divino será naturalmente simples e humilde. Agora, a questão é que muitas vezes nós, quem sabe até hoje, achamos que estamos servindo a Deus, quando na verdade estamos servindo a nós mesmos.

Nesta época tumultuada que o mundo atravessa uma luz vai surgindo aos poucos, vai clareando os corações sequiosos de esclarecimento. Essa luz é aquela convicção de que os problemas jamais se resolverão pela força, que não podemos trabalhar com violência, pois qualquer violência tem um preço. Que quando fazemos algum trabalho com violência, essa violência mostra parcela do nosso egoísmo e que se começarmos a usar apenas a força daqui a pouco vamos estar cercados de forças contrárias iguais, porque é da lei. É da lei que cada força usada na ação implica em outra correspondente ao nível da reação.

Sendo assim, não adianta nada usar tal recurso. É necessário seguirmos por outro caminho além daqueles já palmilhados. Caminho esse, aliás, quase nunca escolhido por nós, razão pela qual o julgamos incapaz de nos conduzir a uma situação melhor. É preciso paciência e visualização de estratégias para que a gente possa quebrar esse casulo que tem prendido muitas criaturas em situações difíceis e complexas por longo tempo. O bom senso indica para projetarmo-nos no plano elaborador e geratriz da força, mas sem trabalharmos com ela.

A sagrada escritura, mais especificamente o apocalipse, diz assim: "Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome." (Apocalipse 3:8) É isto aí, vamos pensar no que significa essa pouca força. Mostra que na medida em que avançamos em força a nossa força se perde para a força maior do criador. Está percebendo? É preferível o trabalho realizado com a força que é universal, aquela que tem a sua fundamentação básica e segura no amor. Porque esta não machuca, não constrange, não coage. É assim que funciona. Repare que se a barra está pesada, se a luta está difícil, quando nós temos pouca força quem resolve são eles, os espíritos superiores.

Nós citamos agora a pouco o exemplo do Chico Xavier. Alguém poderia lhe dizer: "Nossa, Chico, você é uma pessoa formidável, você tem uma mediunidade e um poder fantástico." E o Chico, por sua vez, com toda a sua simplicidade, poderia responder que muito do seu trabalho era feito em razão da assistência do Emmanuel. O Emmanuel, também, poderia falar que os seus recursos vinham mais de cima, e por aí adiante. Então, no fundo, dentro dessa escala vai se chegar ao criador, ao Pai celestial, que é onde residem todos os recursos.

Agora, não significa que com essa pouca força nós vamos vir a nos enfraquecer.

Para ser mais preciso, a nossa força diminui porque passamos a operar com outras forças. 

E se formos analisar mais a fundo, de nós mesmos nada podemos, mas tudo podemos naquele que nos fortalece. Deu uma ideia? Pode até parecer meio contraditório, mas essa pouca força indica que apesar dela diminuir a criatura cresce em poder. E essa pouca força pode também ser compreendida como sendo pouca resistência. Outro ponto interessante é que a nós cabe guardar a palavra e não negar o nome, o que significa a nossa permanência na aplicabilidade do conhecimento dentro do padrão de coerência com o que recebemos.

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