11 de ago de 2013

Cap 37 - Gratidão e Glorificação - Parte 5

A SANTIFICAÇÃO E A UNIDADE

“E AO ANJO DA IGREJA QUE ESTÁ EM FILADÉLFIA ESCREVE: ISTO DIZ O QUE É SANTO, O QUE É VERDADEIRO, O QUE TEM A CHAVE DE DAVI; O QUE ABRE, E NINGUÉM FECHA; E FECHA, E NINGUÉM ABRE:” APOCALIPSE 3:7

O nosso trabalho aqui, como em outras frentes, no que reporta ao estudo do evangelho, não é um trabalho que tem por objetivo fabricar santos. De forma alguma. Nós não estamos aqui para sermos santos, não.

Estamos reunidos, de alguma maneira, para captar informações didáticas de aplicabilidade no nosso dia a dia. É o que estamos buscando fazer. Sendo assim, este é um estudo que visa abrir para todos nós, indistintamente, uma visão nova da grande luz. E como estudiosos, na grande tarefa em que nos engajamos, nós não somos santos, o que somos é espíritos com a responsabilidade de nos santificar. E como em todos os núcleos, independente da escola religiosa, ninguém vai acompanhar quem quer que seja após os estudos ou as reuniões. Nem os espíritos vão ficar atrás de fulano ou Beltrano para saber se eles estão cumprindo o que aprenderam, para ver se realmente estão aprendendo. Afinal de contas, esse é assunto do amplo livre arbítrio de cada um.

Não há dúvida que passou da hora de pararmos de trabalhar e caminhar com base nos engodos e equívocos. Infelizmente, trazemos noções e conceitos muito distorcidos ao longo do tempo no que se refere a questões espirituais. Para ser ter ideia, a nossa pequenez espiritual quase sempre caracteriza ou define o santo como sendo aquele que pode irradiar benesses ou direcionar dádivas para nós de forma gratuita. "Eu sou devoto de santo tal", diz alguém, "é com ele que eu preciso mudar, ou vou conseguir isso ou aquilo", e faz um punhado de propostas e projetos para oferecer ao santo motivo para que ele o ajude.

É assim para a grande massa de pessoas. Mas para nós, que estamos trabalhando uma proposta nova de redenção espiritual e edificação de estado de alma em bases novas, o termo "santo" tem um sentido bem diverso. Santo é aquele que naturalmente lança padrões no contexto em que estamos posicionados e que podemos a cada momento alcançar. E que nos auxilia a criar um estado mais harmônico de alma. Nós estamos visualizando o santo que trabalha, aquele que faz o papel de intermediário da própria divindade, que consegue fazer refletir com toda a autenticidade e autoridade as ondas que são emitidas pelo alto, aquelas ondas que advém dos planos superiores da vida.

Santo, pois, é aquele que incorpora determinados caracteres informativos. Ele é decorrente de uma postura vivenciada, mediante processo de testemunho pleno de uma vida pautada em cima dos padrões que assimilou de cima. É aquele componente irradiador de valores positivos mais adequados e também mais úteis.

Ele irradia caracteres que assimilados nos colocam em condições de receber aquilo que no fundo nos dispomos a recolher e isto é que é muito importante entender. Também estamos atrás de alcançarmos essa posição. E a melhor coisa que tem, e temos aprendido isso, é a gente conseguir ser instrumento fiel, pois o instrumento fiel é o primeiro a receber a luz para transportar para os outros. É passar a estar dentro do banho de luz. E no que diz respeito a lugares, lugar santo, na acepção espiritual, é a ótica que temos do que há de mais nobre e sublime.

Nós podemos, com a clareza que possuímos, dentro de uma linha de verificação, de um plano de exame pessoal, definir aquilo que tem caráter de santificação, aquilo que sob nossa ótica é santo. Está dando para perceber? Certas palavras e colocações são santas dentro da nossa observação. Tanto é assim que é muito difícil conciliarmos, afinizarmos e entrosarmos com uma proposta de melhoria íntima, mediante a adoção dessa proposta, se nós não a considerarmos uma proposta lícita, uma proposta válida. Quando a gente lê um texto ou uma obra de natureza moral, por exemplo, que tenha um conteúdo moral adequado, a gente sente que vigora um aspecto santo nessa informação  e que nós adotamos, assimilamos. E essa capacidade seletiva de discernimento, de definir o que é verdadeiro e o que não é, vem na base da nossa aplicação a cada momento em que estamos recebendo o valor. Vai nos dando certa autoridade no campo seletivo, razão pela qual nós temos que ter uma soma informativa suficiente para discernir e selecionar de maneira adequada.

E existem três componentes presentes no universo: a unidade, a dualidade e a trindade.

Não é isso? De certa forma, não aprendemos assim? O número um é aquela unidade que traz dentro de um plano filosófico toda uma síntese da vida, toda a síntese do amor na sua grandeza em Deus. É o número básico fundamental do equilíbrio do universo em Deus. A unidade é o elemento básico, é o Pai, o criador, representa o conhecimento teórico em Deus. O componente número um, que é Deus, é o plano vibracional reinante em todo o universo em nome do amor.

Está presente em todos os contingentes, em todas as linhas, em todos os ângulos do plano operacional do universo. A unidade é toda condensação dos componentes ou caracteres positivos do universo que se concentram no direcionamento da divindade. Então, o bem, o amor, a vida, o espírito, todos esses valores estão vinculados, ou melhor dizendo, estão posicionados no plano positivo da vida, e tudo converge para o um, razão pela qual a evolução individual, enquanto espírito, é o encaminhamento do elemento em direção a unidade em Deus.

Só que tem um detalhe importantíssimo: essa unidade, esse um, apresenta caráter estático. Conclusão? Se a unidade fosse o componente único presente o universo estaria coagulado, estático, estaria tudo parado. E não estaríamos aqui estudando o evangelho. Para ser sincero, nem haveria evangelho, nem haveria nada.

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