31 de ago de 2013

Cap 37 - Gratidão e Glorificação - Parte 9

A GRATIDÃO

“MAS, BUSCAI PRIMEIRO O REINO DE DEUS, E A SUA JUSTIÇA, E TODAS ESTAS COISAS VOS SERÃO ACRESCENTADAS.” MATEUS 6:33

“VENHA O TEU REINO, SEJA FEITA A TUA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU;” MATEUS 6:10

“POR ISSO, TENDO RECEBIDO UM REINO QUE NÃO PODE SER ABALADO, RETENHAMOS A GRAÇA, PELA QUAL SIRVAMOS A DEUS AGRADAVELMENTE, COM REVERÊNCIA E PIEDADE;” HEBREUS 12:28

Ao Pai nós devemos gratidão, respeito e obediência. Alguém tem dúvida disso? 

Todavia, pelo uso da relativa liberdade que desfrutamos podemos alimentar uma vontade que se contrapõe à vontade d'Aquele que criou e mantém a mecânica celeste. Mas é assim mesmo, porque é do querer do próprio criador que assim seja, de modo que a criatura humana pode agir, embora dentro de determinados limites, em contradição com o Pai celestial. Desse proceder, porém, resulta uma desarmonia cujo efeito é a dor, e não tem como ser diferente.

E essa dor cessará, desde que se restabeleça o ritmo desfeito no interior das almas. 

Esse é o motivo pelo qual o sábio mestre Jesus nos aconselha a harmonizarmos a nossa vontade com a vontade de Deus. Há razões bem fundamentadas para que nos submetamos de boa vontade à vontade divina. Esta vontade é a que nos convém porque satisfaz e assegura a nossa felicidade, naquilo que vemos e no que não vemos, no que compreendemos e no que não compreendemos. Deveria ser assim. Só que, infelizmente, o homem se esquece dessa advertência e procura, em vão, fazer com a que a sua vontade própria prevaleça. Ele acha que está com a razão em todas as conjunturas em que se encontra. Grande engano. Acaba por se contrariar e sofre sempre que não consegue realizar os seus planos, os quais se lhe afiguram como sendo os melhores e mais acertados. Passa a considerar certos acontecimentos que ocorrem em sua vida como sendo verdadeiramente injustos.

Quanta ignorância o homem carrega consigo. Sua ótica restrita não consegue alcançar o porque desses casos. Diante da situação tantas vezes se revolta. Entra num círculo vicioso e o que acontece? Apenas agrava a situação penosa em que se envolve.

Por outro lado, aqueles que estão começando a colocar o pensamento e a vontade divina acima das circunstâncias humanas estão aprendendo a fazer o que está presente no capítulo seis do evangelho de Mateus: "buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e tudo mais será acrescentado". Quer dizer, estão atendendo a um chamamento divino dentro de um acontecimento que se faz, seja a nível de pagamento ou de testemunho. Portanto, meu amigo, minha amiga, temos que ser simples, mas temos também que ter graus de autoridade.

Temos que ter identificação com o plano maior, que é a ação de graça. Ação de graça mostra que a vida da criatura é um constante tributo à grandeza de Deus. Mas não um tributo naquele sentido beato, naquele sentido místico, no sentido de prática de ritos exteriores, e sim num sentido de que Deus está glorificado na obra, glorificado na ação, no trabalho, e não no seu sentido puramente de expressão filosófica. Ação de graças representa um tributo a Deus e para isso nós temos que testemunhar Jesus Cristo. Em outras palavras, significa atestar no plano prático diário aquilo que Jesus nos ensinou, mostrar, por uma linha aplicativa, a submissão plena à vontade do Pai.

Ação de graças é a vontade superior a qual temos que nos ajustar com carinho e conhecimento para não tomarmos o rumo errado. Repare que dentre as sentenças de que se compõem o pai nosso encontramos: "Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu". Diante da onipotência de Deus aprendemos que para a nossa felicidade cumpre subordinarmos a nossa vontade à vontade Dele. Só assim conseguiremos estabelecer a harmonia interna tal como já está, pela forças naturais, estabelecida a harmonia dos mundos e astros.

A harmonia da justiça divina distribui a cada um aquilo que de direito lhe cabe, consoante o emprego que tem dado às suas faculdades na órbita do livre-arbítrio conquistado. Assim, tanto no plano físico, como no espiritual, prevalece a sabedoria divina pairando sobre as paixões e as veleidades humanas. 

É preciso, pois, aprendermos a glorificar as tribulações também, evitando lamentá-las. 

Basta nos recordarmos que a tribulação produz a fortaleza e a paciência, e em verdade ninguém encontra o tesouro da experiência preso no pântano da ociosidade.

Ação de graças equivale entregar-se a um processo de identificação com o plano superior. E sem ela nós não avançamos e ficamos presos à retaguarda. Pense nisso. Quanto mais presos à retaguarda mais chumbados à vida física nós ficamos e menos expressões espirituais nós passamos a ter em nossa vida.

A questão é simples assim. Agora, outro detalhe interessante: você agradece o que recebe só com palavras? Pense bem para dar a resposta certa. Creio que não. Geralmente você mostra que está agradecido transformando o sentimento em obras. Aí, sim, você agradece de forma efetiva. Não é por aí? Você agradece ao Pai vivenciando algo que você já adquiriu. Isso é da maior transcendência para nós, porque sem gratidão ninguém chega a lugar algum de forma segura. Somente sendo gratos pelas benesses que recebemos tornamo-nos credores de novas dádivas. De modo que temos que cultivar nossos sonhos e propostas, mas também sabermos nos contentar com o que temos.

E vamos notar outra coisa. Na hora em que as nossas lágrimas começarem a deixar de ter aquela acidez ou aquele amargor dos nossos próprios padrões pessoais, na hora em que não apresentarem resistência e começarem a ter o sentido maior de gratidão, de alegria, de ver um coração bem, feliz, é um sinal claro que nós estamos começando a mudar o direcionamento das nossas antenas. É um sinal de que estamos sintonizando com as faixas superiores da vida.

Será que deu para você entender? E para ajudar no esclarecimento lembre que ninguém é tão sacrificado pelo dever que não possa, de quando em quando, levantar os olhos ao céu ou dizer uma frase positiva em sinal de agradecimento pelo que tem recebido, embora não possa perceber as bênçãos de imediato.

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